Capitulo 26

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Joaquim Miller

Estava descendo a escada abotoando minhas abotoaduras quando o elevador se abriu. Melinda Medeiros entrou no apartamento sorrateiramente, com os cabelos molhados. Ela havia saído? Depois de tudo que havia dito?!

- Medeiros? - Chamei sua atenção, formalmente. Melinda ergueu os olhos em minha direção. Havia culpa neles? - Onde estava?

- Bom dia para você também, Joaquim. - Respondeu, ignorando totalmente minha pergunta e caminhando em direção à cozinha. - Estava com o Noah.

Sua resposta simples e sem emoção me deixou atônito. Ela havia passado a noite com ele? Com que direito ela fez isso? Pisquei algumas vezes, tentando digerir a informação. Mel preparava o seu café coado calmamente.

- O que pensa que está fazendo, Melinda? - Minha voz saiu mais alta do que gostaria.

- Oi? - Seu olhar implacável me encarou com confusão. - Não entendi. Joaquim, onde você quer chegar com esse interrogatório?

- Você saiu de casa, mesmo depois de eu pedir para você ficar!

- Você mandando? - Um sorriso sarcástico surgiu em seus lábios. - Olha, Joaquim, o seguinte, alguma vez eu questionei suas saídas? Me diga, qual foi o dia que eu invadi o seu quarto e proibi você de sair com sua namorada? - Permaneci firme, vendo uma veia pulsar na sua testa.

- Você não pode fazer isso comigo!

- O que eu fiz para você, afinal?

- Você não pode simplesmente dizer que me ama e depois sair com outro cara.

- Joaquim, você me rejeitou! O que esperava? Que eu fosse ficar lamentando, trancada naquele quarto?

- Não pensei que seguiria em frente tão rápido! - Confessei. - Você está sempre me repelindo.

Sabia que ela seguiria em frente, sabia que na verdade, não tinha o direito de exigir nada. Eu a rejeitei quando ela se declarou. Mas nunca me perdoaria por jogá-la nos braços de outro novamente. Precisava lutar.

- Eu não segui em frente! - Sua voz saiu embargada. - O que não posso é continuar do jeito que estou. Não me reconheço, Joaquim. Durante a puberdade, esperei que você me desse uma brecha, depois do Matteo e até mesmo antes da formatura, quando você apareceu.

- Você estava com o Nicolas, o que eu poderia fazer?

- Não ter pedido minha melhor amiga em casamento! Olha, você diz que eu te repelindo, mas a verdade é que você nunca foi corajoso o suficiente para lutar por mim.

- Eu estive ao seu lado, Melinda, como um planeta orbitando ao seu redor. Eu te conheço desde sempre - Retruquei.

- Eu te amei, Joaquim. Você que se afastou!

- Eu fui para a faculdade e, quando voltei, você tinha tentado se matar por causa de um cara qualquer! - Gritei.

Melinda juntou as sobrancelhas sua expressão era como se tivesse ganhado um soco, em vez de rebater ela deixou a xícara de café sobre a bancada e saiu sem dizer nada.

- Melinda ? - a chamei, ela ignorou e continuou a subir os degraus, ignorando o bom dia do Rafael.

- Oque acabou de acontecer aqui ? - Rafael questionou juntando as sobrancelhas.

- Ela está tendo um caso com o professor dela! - Passei as mãos pelos cabelos frustrado. - Eu vou até o reitor da faculdade denúncia aquele cara por assédio!

- Assédio ? - Indagou abismado - Joaquim a Melinda tem trinta anos, o Noah é um cara descente o que você tem na cabeça ?

- O que tenho na cabeça ? Você deveria me ajudar a protegê-la daquele idiota!

- Eu não deveria nada ! - Rosnou impaciente. - Você tá sendo um filho da puta egoísta! Melinda passou por tanta coisa e quando se abriu para você, tu a rejeitou. Irmão você que está sendo egoísta, o que esperava que ela fosse fazer ? Viver no celibatário esperando que algum dia você fosse tomar coragem ? Joaquim você é meu irmão, te amo cara mais não vou apoiar sua covardia! Fazer o Noah perder o emprego para afastá-lo da Mel, só vai fazer com que ela se afaste de você!

- Então o que eu faço ? - Perguntei desesperado. trabalho desde os vinte e dois anos como advogado, já presenciei terríveis, porém nenhum tirou minha paz como imagina perdê-la para sempre. - Nunca me senti tão desarmado.

- Você realmente quer ficar com ela ? - assenti - Então comece terminando o seu relacionamento com a Gabriela. Esse é o primeiro passo, mostre para a Mel que está disponível.

Melinda juntou as sobrancelhas sua expressão era como se tivesse ganhado um soco, em vez de rebater ela deixou a xícara de café sobre a bancada e saiu sem dizer nada.

- Melinda ? - a chamei, ela ignorou e continuou a subir os degraus, ignorando o bom dia do Rafael.

- Oque acabou de acontecer aqui ? - Rafael questionou juntando as sobrancelhas.

- Ela está tendo um caso com o professor dela! - Passei as mãos pelos cabelos frustrado. - Eu vou até o reitor da faculdade denúncia aquele cara por assédio!

- Assédio ? - Indagou abismado - Joaquim a Melinda tem trinta anos, o Noah é um cara descente o que você tem na cabeça ?

- O que tenho na cabeça ? Você deveria me ajudar a protegê-la daquele idiota!

- Eu não deveria nada ! - Rosnou impaciente. - Você tá sendo um filho da puta egoísta! Melinda passou por tanta coisa e quando se abriu para você, tu a rejeitou. Irmão você que está sendo egoísta, o que esperava que ela fosse fazer ? Viver no celibatário esperando que algum dia você fosse tomar coragem ? Joaquim você é meu irmão, te amo cara mais não vou apoiar sua covardia! Fazer o Noah perder o emprego para afastá-lo da Mel, só vai fazer com que ela se afaste de você!

- Então o que eu faço ? - Perguntei desesperado. trabalho desde os vinte e dois anos como advogado, já presenciei casos terríveis, porém nenhum tirou minha paz como imagina perdê-la para sempre. - Nunca me senti tão desarmado.

- Você realmente quer ficar com ela ? - assenti - Então comece terminando o seu relacionamento com a Gabriela. Esse é o primeiro passo, mostre para a Mel que está disponível.

Segundos depois, Melinda apareceu na cozinha já pronta para o trabalho, vestindo um conjunto de alfaiataria de três peças. Sua elegância era admirável. Caminhando suavemente até meu irmão, que sorriu para ela, Rafael lhe entregou uma xícara de café e beijou sua testa.

- Eu tomei uma decisão há algum tempo, e agora que o Rafael vai voltar para o Brasil, resolvi que também está na minha hora. - Coloquei a xícara novamente na mesa.

- Você vai voltar com ele? - perguntei, tentando não demonstrar meu desespero. - E o escritório?

- Não, eu não vou voltar. Apenas vou procurar um apartamento.

- Tem certeza? - Rafael se pronunciou. - Sabe que este também é seu.

- Eu sei, mas Joaquim precisa da sua privacidade e eu também. Acredito que está na hora de seguir em frente, não é mesmo? - disse, um pouco magoada. - Encontro vocês no escritório, até mais!

Rafael me deu um olhar fulminante, que dizia que a culpa era minha. Preciso falar com Gabriela o quanto antes.

- Vai culpá-la por tomar essa decisão? Joaquim, você achou mesmo que ela ficaria aqui, depois de ter sido rejeitada?

- É a casa dela. – disse a ele. – Melinda não pode simplesmente sair de casa.

- Não se trata só disso, tente se colocar no lugar dela.

- Ela não pode me abandonar, Rafael! Eu a amo!

- Onde? – exasperou-se Rafael – Onde está o amor que você tanto diz sentir? Não vi você mover uma palha para ficar com ela. Vocês moram juntos há quatro anos e em momento algum tentou reconquistá-la. E agora que ela finalmente se abre para alguém, você decide que ela é sua? Dizer para mim que a ama é fácil, agora, falar isso para Medeiros, não te vi fazendo. Se você quer aquela mulher, arregace as mangas e vá atrás dela antes que seja tarde demais.

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