Um dia cinza para os Campos, com lagos secos, campos de trigo e sevada mortos, pampas cobertos por uma grama marrom, um verdadeiro caminho de destruição matou os animais de fazendas e criadouros próximos. As vacas eram cercadas por urubus e rebanhos inteiros caídos aos montes. Ao entrarem nas casas, era comum ver seus pastores enforcados, pois haviam perdido tudo.
No meio dessa devastação sem explicação, uma grande carruagem passava e ia em direção à origem de tudo. Do lado de fora, pinturas e letras escritas "Os Barulhos", um antigo grupo de circo. A carruagem era levada por quatro cavalos unidos por uma corda, dois de cada lado.— Isso é horrível. — Reclamava Adel, uma jovem de cabelos loiros. Olhava pela janela da carruagem, um grupo de ovelhas mortas cercadas por carroceiros.
— Horrível porque você não entrou na última fazendo que paramos, o pai cortou a garganta da mulher e do bebê e depois se enforcou. — OS outro era um homem, de meia-idade, cabelos negros e roupas de couro marrom.
— Efeitos colaterais Jeff. Estamos perto, agora mais do que nunca, acredito que A Wiccana Negra esteja indo para Vila Murmúrio. — Maxwell também abriu a janela a sua direita onde estava sentado.
— Então logo você estará cara a cara com a Wiccana que matou seu pai. O que dirá para ela quando estiver arrancando sua cabeça?
— Não irei decapitá-la Adel, irei queimá-la.
A carruagem seguiu mais algumas milhas e em todo o percurso, mais do mesmo para o lado de fora. Animais mortos, fauna destruída e pessoas sem ter o que comer ou vender, com suas vidas devastadas por uma mancha negra que percorre em direção ao leste. Começava a escurecer quando a carruagem parou para montar seu acampamento próximo da Mata dos Olhos. Uma floresta com raras amoras que brilham, como crescem duas juntas, à noite, se parecem com olhos na escuridão. Foi o que tirou o sono de Adel e Maxwell. Os dois estavam deitados debaixo da árvore seca, enquanto Jeff ia patrulhar o perímetro. Ele não era um soldado, não era um guerreiro, era apenas um ator com pouca sorte na vida. A escuridão tomou conta e apenas a fogueira do acampamento e as amoras cintilantes iluminavam a mata.
— Como seu pai era? — Adel virou-se de lado, com um dos braços como travesseiro. Maxwell encarava as estrelas entre nuvens.
— Era o melhor pescador de todos. Sei que todo filho deve achar isso de seu pai, mas ele realmente era. E foi despedaçado por criaturas das sombras.
— Vamos encontrar quem está fazendo isso. Agora durma.
Na manhã seguinte, Os Barulhos chegam a uma pequena comunidade sem nome. Eram poucas casas. Todas viradas de frente para uma pequena capela dos Bons-Senhores. De madeiras envelhecidas e animais vivos, era um bom sinal. Galinhas corriam pela comunidade e mugidos ecoavam pelo vento. Dois homens de chapéu de palha, aparência velha e segurando ancinhos nas mãos, se aproximaram, parando a carruagem.
— Saiam. — Ordenou o velho mais a frente e assim o fizeram.
Jeff soltou as rédeas dos cavalos e bateu na porta da carruagem. Adel e Maxwell saíram logo em seguida. O dia nublado embranquece os rostos dos viajantes.
— Forasteiros, de ontem vocês vêm?
— Senhor, nós éramos uma trupe de circo, hoje somos caçadores de Wiccanos. — Jeff levantou suas vestes para mostrar que não estava armado. — Cavalgando atrás da mancha negra, para encontrar quem está fazendo isso e matar.
— Não existe nenhuma mancha negra aqui. Deem meia volta e vão embora. Vocês não são bem-vindos.
— Senhor, eu me chamo Adel, passamos por dezenas de fazendas, todas estão mortas, seus pastos, seus animais, seus donos, todos!
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O Prelúdio Da Guerra
FantasyEm um mundo de fantasia repleto de magia, traições, alianças, mistérios, reinos e famílias nobres, você acompanhará o ponto de vista de plebeus que se encontram no meio de uma luta indesejada, onde nenhum dos lados desejava a guerra. A trama central...