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MORGANA

Saí do departamento com pressa, dirigindo em direção a quadra de basquete da School for Advanced Studies. Callie tinha um jogo hoje e seria o primeiro após a morte de seu avô, eu iria apoia-la durante o jogo e depois a levaria para comer algo. Conectei meu celular no bluetooth do carro e liguei para a menina, Armando estava comigo. Eu havia o convencido de que seria legal e talvez, até o distraísse de seus devaneios, coisa que vem acontecendo muito agora.

"Oii, como você está?"

"Nervosa, com medo. E se o atirador estiver aqui?"

"Estou chegando, vai dar tudo certo. Ele não vai estar por perto, estarei com você."

"Tudo bem, estou esperando você."

"Chego em dez minutos."

Desliguei e segui caminho, estava a menos de dez minutos do colégio e seguimos em silêncio. O homem ao meu lado parecia nervoso, tenso. Algo estava acontecendo e não estávamos tendo comunicação, estacionei o Audi R8 com calma, minha mão estava tremendo um pouco.

— Você está bem? — Questionou, sua voz estava baixa e rouca.

— Sim, só apreensiva com tudo o que anda acontecendo.

Ele assentiu, saímos do carro e ele segurou minha mão, seguimos até a quadra localizada no ginásio do colégio, Judy, mãe da Callie, estava trabalhando então eu e Armando seriamos a única torcida dela hoje. Adentramos o local e não estava muito vazio, Callie estava com as amigas aquecendo.

— Vou arrumar um lugar na arquibancada, vá falar com ela. — Deixou um selinho em meus lábios antes de sair.

—Não sabia que estava namorando. — Callie me abraçou, parecia mais alegre por voltar para o time.

— Ah, não é namoro. Estamos ficando... não conte ao Mike, você é a primeira a conhecer o Armando.

— Tio Mike vai ficar puto.

— Ele supera. — Sorri a abraçando, ouvimos suas amigas a chamando e nos afastamos. — Vá jogar, estarei na arquibancada.

— Obrigada por ter vindo. — Sorri segurando seu rosto.

— Eu não perderia por nada. Vá ganhar esse jogo.

Callie me abraçou mais uma vez antes de sair correndo para perto de seu time. Procurei por Armando e ele estava sentado em um canto, longe das mães e família das jogadoras, segurei a risada ao ver sua feição entediada para uma das mães que aparentemente falava dele e apontava para o mesmo. Eu a entendia totalmente por estar falando dele, Armando é lindo e parece não ter muita noção disso, ele esta usando uma regata branca e uma corrente em seu pescoço ganha destaque, óculos escuros estão para trás em sua cabeça de maneira estilosa, usa jeans de lavagem escura e um par de Air Force nos pés.

— Muito bem, bonitão já esta entediado? — Me sentei ao seu lado, ele riu.

— Aquela senhora me perguntou se eu não queria sair para jantar.

Seu tom de voz era incrédulo, acabei rindo.

— Amor, não posso julga-la. Você fica incrível de regata.

— Uhum, uso porque sei que você gosta. — Murmurou deixando um beijo em meu pescoço.

As meninas entraram em quadra e houve uma apresentação, me levantei gritando por Callie e fiz Armando bater palmas.

— Ela tem treze anos e é péssima nos arremessos mas ficamos horas treinando quando ela está de férias. — Falei.

— Você joga?

— Jogava até a época da faculdade, machuquei o joelho e preferi parar antes que desse ruim e não pudesse mais correr.

— Uau, temos que jogar um a um. — passou o braço por meu ombro.

Assenti, Callie pegou a bola e ficou com receio de arremessar, balancei a cabeça indicando que deveria arriscar e assim ela faz, marcando uma cesta de dois pontos.

***

O time de Callie ganhou o jogo e ela não parava de falar, Armando parecia interessado em ouvi-la mas ainda nervoso, estávamos numa lanchonete perto da casa da mais nova.

— O que você faz da vida? — Perguntou segurando o copo de refrigerante.

— Cuido dos negócios da minha família.

— Legal, quais as suas intenções com a minha prima? — Joguei uma batata frita na menina. — Meu tio Mike vai querer fazer picadinho de você por estar com ela a meses e não ter feito no mínimo um pedido de namoro.

— Callie! — A repreendi e Armando riu.

— Minhas intenções são as melhores, se quer saber um segredo... — Se aproximou da menina e fingiu sussurrar. — Eu acho que amo a sua prima. — Arregalei os olhos. — Mas no momento nós estamos bem desse jeito, ela sabe que eu a quero e não vou desistir de ser dela assim como não vou desistir de tê-la.

— Aah, isso é fofo.

— Vai ser fofo quando for a sua vez. Eu vou levar o garoto pra dar uma volta e se ele não voltar a falar com você... já sabe.

— O tio Mike e Marcus já são demais, mas você...

Meia hora depois estávamos deixando Callie em casa, Armando ficou no carro enquanto eu fui entregá-la a Judy, voltei correndo para o carro e dessa vez deixei que ele dirigisse.

— Vamos pra minha casa hoje. — Avisei. — Meu pai não vai estar em casa então tranquilo você subir.

— O que está tramando?

Sexo. — Falei rindo. — Sua prima está na sua casa então não rola nada lá.

Armando tentou disfarçar mas pude ver suas bochechas avermelhadas por ter sido pego de surpresa porém não respondeu nada, estávamos a poucos minutos da minha casa quando ele entrou na rodovia fechada, não havia mais passagem para carros ali e já estava à noite.

Sorri entendendo o que queria e passei para seu colo, beijando-o com urgência, estamos a dias sem qualquer toque intenso por conta do meu período menstrual. Nossas mãos passeavam desenfreadas por nossos corpos e aos poucos algumas pessoas de roupas foram retiradas. Meu corpo estava sedento, necessitado. Suas mãos agarraram meus seios livres me fazendo gemer.

— Preciso de você, agora. — Murmurei com meus lábios ainda contra os seus e desci minhas mãos até minha calça.

Ergui o quadril, puxando a calça junto a calcinha dando tempo para que ele abaixasse suas próprias roupas. Suspirei, levando minha mão a seu membro, fiz movimentos de vai e vem espalhando o pré gozo presente ali.

Armando pegou uma camisinha no bolso da jaqueta que estava jogada no banco de trás e me entregou, a coloquei com pressa e o segurei em minha entrada, suas mãos agarraram meu quadril com força e me pressionou, fazendo com que nos encaixássemos forte, minhas mãos estavam em seu ombro.

Ah, Deus...— Deixei escapar ao iniciar os movimentos, ele se ajeitou no banco ajustando seus movimentos aos meus e tornando tudo mais prazeroso.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora