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MORGANA

Armando atirou contra a gente mas o piloto de seu helicóptero teve outra ideia e começou a dispara com uma metralhadora. De relance vi Maria chegando até nós.

— Atira no motor.

— Atira no piloto.

— No piloto não, se atirar no piloto....

— Acertei! — Marcus gritou e na mesma hora o helicóptero caiu sobre o grande telhado de vidro. Puxei o mesmo pelo colete e nos jogamos no chão ao lado de Mike.

— A tua família é foda, hein Mike. — Falou após a hélice do helicóptero passar por cima de nós.

Ouvimos a explosão e o lugar começou a esquentar, do lado de fora chovia. O prédio não aguentaria, já era velho o suficiente. Saquei a arma novamente andando pelo local, Mike ao meu lado e Marcus para o outro, Isabel estava na sacada.

— Fica de joelhos e se abaixa.

O chão onde Mike estava cedeu me fazendo cair junto, Armando o puxou e iniciaram uma luta corporal, atirei contra Armando mas Maria agarrou minha mão e o objeto caiu longe, agarrei sua nuca a jogando no móvel que havia ali. Peguei um pedaço de vidro no chão, passando pela perna da menina e em seguida no braço, ela desequilibrou.

— Se ama o seu primo como diz, me ajuda a impedi-lo disso. — Supliquei jogando o vibro no chão. — Se vocês não pararem, vão morrer.

Maria não parou, se forçou a me atacar com mais brutalidade e raiva. Peguei a faca que estava presa no uniforme estilo militar que a menina usava, segurei seu ombro do lado esquerdo e cravei na lateral do lado direito do ombro, me sentindo horrível por isso mas o fiz.

— Mike é o pai do Armando, sua tia está fazendo ele cometer um erro terrível. — Ela tentou me atacar, suspirei retirando o objeto da ferida e fazendo o mesmo movimento novamente.

— Não conte mentiras, Morgana. — Me deu um soco.

— Eu sinto muito, cansei de ser boa. — Soquei seu rosto antes empurra-la contra a parede com um chute, a parede cedeu e a menina caiu, desorientada. Quase cai ao seu lado, quase sem fôlego.

Armando estava forçando Mike contra o chão que estava sendo consumido pelo fogo, em questão de segundos Mike estava dando um mata leão em Armando, quase o matando. Mike se levantou, cansado. Me levantei quando vi Marcus se aproximando cansado e com muitos cortes.

— Armando, você é meu filho. — Balançou a cabeça sem saber o que dizer. — Você é meu filho. Eu não quero brigar.

Um trovão se espalhou no céu e eu senti um puxão pelo colete, antes de sentir a lateral de meu abdômen sendo cortado. Isabel enfiou um pedaço de vidro em mim antes de me segurar pelo pescoço. Armando por outro lado foi pra cima de Mike, o derrubando de distribuindo socos. Dei uma cabeçada na mulher e a empurrei pra longe, levando a mão a barriga.

— Você está acabando com a vida do seu filho. Acha justo isso? — Questionei a segurando pelos cabelos antes de bater sua cabeça contra o chão. — Ele só queria uma família, um pai e você está destruindo as chances dele de ser amado.

Isabel caiu ao lado de Maria, ambas não estavam mortas e isso me alivia pois mesmo com tudo, sei que Armando não suportaria perdê-las. Me afastei pegando um pedaço de madeira no chão e bati nas costas do mesmo, Mike não estava revidando seus ataques.

— Você é um traidor, miserável. Você me usou, me iludiu Armando, me traiu.— Afirmei deixando socos em seu peitoral. — Mas não é irracional, escuta o que ele tem a dizer.... Você não pode mata-lo.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora