MORGANA
TRÊS ANOS DEPOIS
— Ela é minha fisioterapeuta, pare de falar os detalhes. — Falei e Mike levou a mão ao peito.
— Eu estou apaixonado.
— Até seu irmão aceitou isso numa boa. — Marcus apontou o dedo rindo.
— Para com isso, ele não é meu irmão.
— Ainda bem, né, já pensou ter um filho com o próprio irmão? Mas vocês tem o mesmo pai. — Mike anuiu sem nos olhar. — Falando nisso, como vocês estão?
— Eu tô' ótima e ele bem preso.
Marcus deixou uma risada alta escapar e Mike negou com a cabeça.
— Não estão mais junto?
— Armando e eu temos muito o que tratar mas nada vai ser resolvido com ele preso.
— Vocês se amam e não são irmãos de sangue, o que te impede de viver um amor? — Marcus parecia estar falando sério.
— Eu estou como capitã de uma equipe da Narcóticos e ele é traficante, condenado por matar policiais. — Apontei o obvio.
Entramos na sala de fisioterapia e Christine sorriu, já estava me esperando. Christine e Mike estavam juntos a algum tempo, ela foi fisioterapeuta dele por alguns meses e agora está me auxiliando nessa esta etapa de recuperação. Há uns dois anos eu ainda queria que ele voltasse com Rita, mais aparentemente eles são somente bons amigos e não vão passar disso, então me esforcei muito para fazer ele e Christine terem o primeiro encontro e agora eles vão casar.
— Como está hoje? — Ela sorriu me abraçando, após dar um beijo no noivo e cumprimentar tio Marcus.
Eu já estava andando normalmente, sem apoios mas precisava de alguns remédios para as dores constantes que sentia e consequentemente não havia parado com a fisioterapia.
— Bem, ontem fiz esforço em uma batida então estou dolorida mas bem.
— Muito bem, meninos vão ficar aqui?
— Sim, amo essas bolachinhas que você deixa na recepção. — Marcus sorriu mostrando a mão cheia do doce.
— Você não pode comer isso.
Mike revirou os olhos tomando os doces do amigo e se sentou, observando os exercícios de preparação que eu fazia. Christine me fez deitar e iniciou um exercício em minha perna e começamos um assunto qualquer.
— Você não precisa se mudar para tão longe e não pode subir dez lances de escadas todos os dias, o prédio que falou não possui elevador e não pode me deixar longe da minha neta. — Mike se intrometeu. — Não faz sentido.
— A corrida tem ajudado, estou correndo todos os dias pela manhã. Você sabe.— Apontei para o homem. — Vocês vão casar, precisam de privacidade e não vão querer eu e Aurora atrapalhando vocês. Eu já estou morando perto do porto tem meses.
— Você é filha do Mike e eu nunca exigiria que fosse embora, gosto da sua companhia, amo a Aurora e gosto de ajudar.
Christine parou o que estava fazendo e me encarou.
— Você não é um fardo, Morgana. Amamos vocês e por isso te queremos por perto, queremos cuidar de você para que fique cada vez melhor.
— Além disso, quando se cansar pode ficar lá em casa, como sempre. Megan está precisando de companhia nesses últimos meses de gravidez e Aurora vai amar estar com Marcus o tempo todo. — Tio Marcus sorriu. — E você sabe fazer uns docinhos maravilhosos pode ensinar a Theresa a fazer.
— Interesseiro. — Apontei, Christine voltou a me passar os exercícios e seguimos naquilo por uma hora.
— Está liberada, acho que em mais duas ou três sessões estará liberada definitivamente.
— Obrigada, eu preciso ir. Aurora está saindo do treino, preciso busca-lá e ir deixa-lá com Megan.
Me troquei colocando a roupa do trabalho e despedi dos três e sai da sala, Aurora treina karatê aqui perto, na escola onde estuda mesmo. Dirigi por apenas alguns minutos e logo estava em frente a escola, deixei minhas coisas dentro do carro e saí, o lugar estava movimentado com os pais andando para todos os lados.
Segui até a sala de karatê e pude ouvir as crianças realizando alguns movimentos, parei na porta e pude ver que Aurora estava lutando contra um colega, ela fez alguns golpes e derrubou o pequeno no chão.
— Bad boys, bebê. — Pude ouvir e tive que segurar o riso, Tio Marcus estava influenciando muito a menina.
Os outros pais entraram na sala e logo estavam levando seus filhos.
— Peça desculpas ao Bryan. — Avisei me abaixando ao seu lado e ela me abraçou, seus bracinhos apertando meu pescoço de forma carinhosa.
— Oi mamãe, eu estou bem. A senhorita parece bem.
— Eu estou bem mas você ainda precisa pedir desculpas pelo que falou, nada de bad boys.
— Eu falo com ele depois. — Segurou minha mão me puxando para fora da sala. — Ele zoa outros colegas, eu lutei com ele porque ele queria lutar com a Lily e ele iria machucar ela de proposito. Vô Marcus e Vô Mike falaram que eu posso bater nele porque ele não é bom.
— Não pode bater em ninguém, não dê ouvidos aqueles dois.
— Você vai trabalhar hoje, mamãe? — Mudou de assunto.
— Sim e você vai ficar na casa da tia Megan. — A peguei no colo para colocar na cadeirinha do carro, pude vê-la sorrir antes de fechar a porta e entrar no lugar do motorista. — Está com fome?
— Não mas precisa voltar cedo, hoje é dia de comer comida mexicana.
Sorri o olhando pelo retrovisor, Aurora é mais parecida com Armando do que eu poderia imaginar, desde os olhares sérios até o bico que faz enquanto está dormindo ou o jeito que fica brava.
— Beleza, dia de comer comida mexicana. Não vou esquecer.
Liguei o carro e em poucos minutos estávamos na avenida, no radio tocava alguma musica com o volume baixo. De repente Aurora estava balançando os pés ansiosa, tinha um olhar apreensivo e apertava um golfinho de pelúcia, parecia ter se lembrado de algo.
— Filha, quer falar alguma coisa?
— Você sabe quem é meu pai, né? — Meus olhos se arregalaram e eu não consegui disfarçar. — O Bryan disse que você não sabe e que se soubesse, ele seria um cara muito mal porque foi o que o pai dele disse. O pai dele disse que você namorou um assassino.
— O pai do Bryan é um bosta que não sabe de nada. — Retruquei antes de suspirar e pensar no que falar. — Eu já te falei que seu pai está longe, não?
— Sim, ele está se recuperando.
— Isso, mas nós vamos vê-lo em breve. Eu acho.
— Ele podia ligar, mamãe. Escrever uma carta.
— E você sabe ler?
— Mais eu vou aprender, estou aprendendo.
— Aprenda a ler e iremos dar um jeito, ok?
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LIE OR DIE • ARMANDO ARETAS
Fanfiction• A BAD BOYS FANFIC • Morgana já havia perdido muito, mas a família que criou era tudo que a importava. Armando tinha tudo, mas mataria pela família que lhe foi tirada. ... Morgana e Armando acabam se envolvendo, sem conhecimento mútuo sobre a vi...
