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MORGANA

Rita me dispensou por uma semana após o funeral do Capitão Howard. Na verdade as investigações foram pausadas por conta do ocorrido então estou na casa do Armando, meu pai não está ficando em casa também pois somos alvos mais fáceis estando lá.

Não me lembro muito do funeral, tentei me manter forte por Callie mas foi impossível, havíamos perdido alguém muito importante. Sem o Capitão eu não teria sido adotada por Mike e Marcus, não teria crescido em um lar seguro e saudável.

Armando está sem camisa, fazendo ovos mexidos enquanto estou sentada no balcão da cozinha comendo frutas cortadas. Ele estava cuidando de mim, cuidando mesmo e parece estar super mal pelo meu estado, mas tudo bem, que culpa ele tem?

O que vai fazer hoje? — Puxei o cós de sua calça e ele se virou em minha direção desligando o fogo.

— Nada, sou inteiramente seu.

— Muito bem, gosto disso. — Sorri. — Mas acho que sua prima já está cansada de me ver aqui ou talvez seja medo, todos estão correndo perigo comigo aqui.

— Não, claro que não. — Segurou meu rosto entre as mãos. — Está segura aqui, gostamos de ter você aqui. Eu gosto.

— Gosta é?

— Sim, muito. — Ele sorriu. — Gosto de você e sabe disso.

Agarrou meu quadril me beijando em seguida. Retribui, passando minhas mãos por seus braços e costas, agradeço muito por ele malhar todos os dias. Sinto sua mão descer até meu short de pijama e arfo quando ele inicia a fricção de seu dedo em meu clítoris e acabo soltando um gemido contra sua boca, seus dedos deslizam para dentro de mim em uma tortura.

Não consigo pensar em nada ou dizer nada coerente, sua boca está em meu pescoço enquanto seus dedos trabalhando arduamente em mim. Armando exala tensão, desde que o conheço mas depois desses mais de seis meses com ele consigo compreender quando ele é mais carinhoso ou bruto, quando quer fazer as coisas apenas por tesão ou quando sente que é um momento mais íntimo, intenso e agora, é um desses momentos.

Ele faz tudo com calma e carinho, não deixa de ser prazeroso mas traz um sentindo maior a tudo. Traz a paixão à tona e isso me apavora na mesma medida em que me enche de alegria. Meu ápice chega junto com gemidos baixos e suspiros, Armando está sorrindo enquanto me olha nos olhos.

— Definitivamente, isso é a melhor coisa. — Balança a cabeça deixando um selinho em meus lábios antes de se afastar. — Seu café está pronto.

Deixei uma risada escapar, o clima estava agradável. Parecendo outras pessoas, calmas e carinhosas curtindo o momento. Fui ao banheiro rapidamente antes de voltar a cozinha e me sentei junto a Armando para tomarmos café, sua prima não estava em casa.

— Quais seus planos para essa semana? — Questionou.

— O prazo de afastamento esta acabando, tenho que resolver algumas coisas.

— Não acha que seria melhor se afastar desse caso? Colocar sua vida em risco não vale a pena.

— Nem pensar, agora eu vou até o final. — Tomei um gole do café. — Vou matar o filho da puta.

Armando assentiu, sem dizer nada voltando a ficar sério.

— Tenho que passar em casa hoje, preciso levar alguns documentos para o pessoal do DEA.

— Está mesmo envolvida com a narcóticos?

—Tenho algumas coisas pendentes lá.

O celular de Armando tocou e ele saiu para atender, arrumei a mesa enquanto isso. Deixando as coisas organizadas para poder voltar pra casa, no armário perto da geladeira havia um papel com coordenadas e um nome abaixo, parecia estranho mas não me importei, deixei a cozinha passando pelo homem que falava em espanhol com alguém e me troquei no quarto.

— Estou saindo, passo aqui a noite. — Avisei.

***

Megan estava sentada com baby Marcus no colo, estávamos em uma cafeteria.

— Ele cresceu muito. — Sorri segurando a mãozinha do bebê. — Ei baby Marcus, como você está coisa linda?

— Cresceu mas e você, como está? Tio Mike falou que está namorando. Como começa a namorar e não me conta?

— Não é namoro. — Apontei. — Eu conheci ele quando Mike estava no hospital, começamos a sair e estamos ficando faz um tempo mas não contei nada por não ser sério.

— O que ele faz da vida? É bonito, já conheceu a família dele?

— Ele cuida dos negócios da família, aparentemente. Não envolvemos família, estamos só ficando Megan. E sim, bonito e muito, muito gostoso.

Ela riu, animada com a situação.

—Ele sabe que trabalha com o FBI, como aceitou isso?

— Na verdade, não falamos muito mas ele soube no momento em que nos conhecemos. Ele é bem reservado, prefere ouvir a falar e eu gosto disso, a preferencia que ele tem em me entender. Ele e a família são do México então ele viaja bastante para visitar a mãe.

— É bem fofo. — Megan sorriu ajeitando o bebê em seu colo antes de dar um gole em seu café.

— Sim, gosto dele. Até demais, é estranho.

— Por que seria estranho, Morgan? Gostar, amar alguém é lindo. Pode ser doloroso as vezes mas é a nossa melhor escolha.

— Ele já falou algumas vezes, sabe? Que gosta de mim e tudo mais, mas... não sei, tenho 23 anos e trabalho com gente perigosa, não dá pra colocar alguém nisso.

— A decisão de ficar vai ser dele, não sua. — Segurou minha mão. — Se ele gosta de você, vai aceitar ficar mas se não aceitar, foda-se ele.

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Olá, como vocês estão?
Passando pra avisar que o livro não vai ser longo e na verdade não tem muito romance, e estou mudando isso um pouco.
Estou pensando em incluir a história do último filme - que ainda está no cinema-, no livro pra ter um desenvolvimento melhor e gerar mais capítulos mas preciso saber do que acham. Me avisem aqui suas opiniões, por favor.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora