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MORGANA

Maria atirou na moto que eu estava após dar o assento do piloto para um homem, enquanto seu primo utilizou da bazuca para tentar matar Mike e Marcus. Zway-lo estava a minha frente então pulei me segurando no homem que quase desequilibrou e se debateu, minha arma caiu na pista e eu mal consegui pensar no que estava fazendo.

Armando estava por trás de tudo, sempre esteve. Sua expressão era a mesma de todos os momentos, seriedade mas no fundo parecia feliz em ver o caos acontecendo.

Zway-lo pulou da moto segurando a escada do helicóptero que Armando jogou, não consegui reagir, caí rolando na pista mas me levantei de pressa, um caminhão que havia somente a cabine do motorista estava parado à minha frente e corri até o mesmo, vi que Mike estava bem e teve a mesma ideia mas Armando estava disparando em nossa direção e não parecia surpreso por me ver. Haviam bujões de gás ali, ele seria capaz de me matar mesmo?

— Não faça isso. — Gritou.

— É muito mais pessoal agora. Eu quero ver se vai ter coragem de me matar. — Retruquei correndo ao lado de Mike antes de pular e agarrar a escada.

Mike fez o mesmo, olhei para baixo e Marcus parecia bem, estava encharcado mas bem. Apertei minha mão contra a escada com força, o helicóptero estava se afastando da avenida e sobrevoando o mar.

— Sai da frente porra! — Ouvi gritar em seguida disparou contra o homem a minha frente.

Tive que soltar uma mão para que o corpo de Zway-lo não me derrubasse e pude ver o rosto decepcionado de Armando, eu estava tampando sua visão de Mike.

— Não me obrigue. — Pude ouvir dizer. — Eu não quero machucar você.

— Você já me machucou mais do que qualquer outra pessoa conseguiu e se não fizer comigo, eu farei contigo. — Avisei, ele balançou a cabeça negando.

Hasta el fuego.

Em momento pensei que ele abaixaria a arma, muito pelo contrário, ajustou sua mira mas senti um puxão e acabei soltando onde segurava, puxei uma das facas que estava na minha calça e joguei, o vi segurar antes que acertasse seu rosto. Mike e eu caímos mas pude escutar disparos, uma dor irradiando em meu peito e a voz de Armando ecoando em minha cabeça. Senti o baque do meu corpo contra a água, a dor se alastrou pelo meu corpo.

***

Rita estava tentando conversar com os superiores, tentando pedir mais uma chance. Mike estava tentando se entender, a fala de Armando mexeu com a cabeça dele, Marcus estava tentando consolar os outros dois. Me aproximei de Dorn, o chamando de canto. Eu e Mike ainda estávamos com as roupas molhadas.

— É o celular do Zway-lo preciso que acesse. — Entreguei e chamei Mike.

— Beleza, quer que eu procure o que? — Se sentou conectando o celular ao seu monitor.

— Precisamos saber com quem ele falava, as ligações. — Meu pai afirmou. — Precisa ser rápido.

Fiquei em silêncio, meu corpo estava doendo e minha mente não parecia parar de montar situações em que deixei passar pois talvez Armando tivesse me dado indícios o tempo inteiro.

— Você está bem? — Assenti, forçando um sorriso.

Menos de dois minutos e estávamos acessando as informações de Lorenzo, todas as ligações dos últimos meses haviam sido feitas do México.

— Precisamos conversar. — Pedi.

— Para todos esses número, eu preciso que mande a mensagem "Hasta el fuego". — Dorn digitou rapidamente e logo enviou.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora