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MORGANA

Rita está dando um sermão em Mike pela briga que ele tentou arrumar com Rafe, enquanto Marcus fala sobre suas teorias com Dorn. Kelly e eu estamos relendo arquivos das vítimas do atirador enquanto Rafe limpa algumas armas ao nosso lado, nós três conversamos ocasionalmente.

— Tem algo errado, eles tem muitos casos juntos mas nem todos.

Mike e Marcus estavam planejando interrogar um laranja de empresas fantasmas, Jenkins Contador. Descemos de elevador e seguimos para o estacionamento, com a minha ida para a AMMO nesse caso eu estava com pouca coisa para resolver já que no DEA eu comando uma equipe e aqui preciso ficar de olho em Mike.

— Vamos no meu carro.

— Não, vamos no meu. — Mike apontou.

— Vamos ir em um lugar podre e rua de terra, sua Porsche vai ser visto de longe.

Marcus concordou entrando no passageiro logo, ouvi meu pai reclamando mas logo entrou no carro, colocando óculos escuros. Coloquei o cinto antes de dar partida e seguir para fora do estacionamento, Mike abaixou a cabeça ao pararmos no sinal próximo a praia.

— Está com vergonha de ser visto no meu carro? Cara, é uma Mercedes G63 Mansory Gronos.

— Não é vergonha. — Fez careta e vi pelo retrovisor tio Marcus discordando.

— Parecem crianças..

Voltei a dirigir, não era tão longe de onde estávamos mas o lugar é estranho, varias casas parecidas parcialmente em meio a terra pois  nem tudo é asfaltado. Estacionei o carro e descemos, destravei o porta malas.

— O plano é bater na porta e conversar. — Seus olhos arregalaram. — Eita, porra! Pra que isso ai?

— Tá' falando do quê?

— Disso tudo, você não precisa de um lança granada.

— Mas eu quero. — Mike rebateu no momento em que meu tio bateu o porta malas.

— É um contador, relaxa.

Sai andando na frente e ouvindo as reclamações, desde que me entendo por gente eles são assim. Tirei minha arma do coldre assim como meu pai enquanto andávamos até a casa indicada.

— A gente não vai chegar assim né.

— Assim como, Marcus?

— A vida toda fomos bad boys, né, está na hora de ser good mens. — Segurei uma gargalhada e parei em frente à porta, olhando para os dois mais velhos que estavam mais atrás .

— E quem você acha que vai cantar essa música? Good men good men, whatcha you gonna do?

— Se cantasse com mais vontade, talvez pegasse.

Ambos pararam ao meu lado e Marcus interviu no momento em que Mike destravou a arma.

— Não, vamos bater e conversar. — Ficou frente a frente com Mike.

— Beleza, vou bater. — Avisei, chutando a porta que abriu no mesmo momento.

— Tinha que ser filha do Mike. — Ouvi a reclamação.

O homem gordo estava cheirando pó em frente ao computador levantou com pressa e Mike tomou a frente.

— Não era bater na porta e conversar?

— Você quebrou minha porta, quebrou minha porta.

O contador estava ansioso, nervoso compro uso da droga.

— Foi mal pela porta, eu acho que uma colinha já conserta legal. — Marcus gesticulou.

— Cadê o mandato?

— Quero você de joelhos com as mãos atrás da cabeça, agora. — Mike afirmou, ele se recusou.

— Cara, eu sou da narcóticos. Coopera com a gente ou eu garanto que nunca mais veja a luz do sol e de quebra, vai ficar sem pó por muito tempo. — Dei um passo à frente apontando a arma com o dedo no gatilho.

Ele riu jogando uma estante no chão, não levando a sério.

— Se continuar se mexendo eu vou atirar bem na sua cara. — Mike gritou.

— Não atira não! — Tio Marcus afirmou logo em seguida e atirei na parede ao lado de onde ele estava antes de abaixar a arma. — Pelo amor de deus, vamos só conversar o cara é contador.

— Conversar? Você quer conversar com uma montanha ruiva e cheia de pó? — O homem jogou vários papéis em nós, Mike tentou respirar fundo.

— Estamos perdendo tempo, virou show de comédia?

— Eu vou penetrar a alma desse homem com o meu coração. — Tocou nossos ombros.

— O quê? — Soltamos ao mesmo tempo.

— Isso mesmo, observe e aprenda. —Se afastou.

— Eu vou te comer de porrada. — Gritou claramente alterado pela droga, ele estava socando um saco de pancadas.

— Senhor, não come nada não eu reconheço que é uma situação difícil.

— Não chega perto, Marcus. — Mike resmungou.

— Me dá as notas do seu cliente, Booker Grassie. — Ele mal terminou de falar e recebeu um soco no rosto.

— Penetrou fundo na alma dele? — Questionei.

— As vezes temos que sofrer pelo que é certo. — Ofegou com a mão no rosto.

— Não dê a outra face não, Marcus.

— Me larga. — Sacudiu o braço. — Aí senhor, eu sei que está com medo. Todo mundo tem medo, mas as vezes o medo é bom...

E ele foi pro chão, outro soco.

— O que você acha? — Me abaixei ao seu lado e Mike questionou.

—Vocês resolvem essa.

— O Martin Luther King saiu agora Malcolm X assumindo e a gente vai resolver como for necessário.

— Se não estivessem com arma e distintivo eu engolia vocês na porrada.

— Não seja por isso. — Guardamos nossas armas mas antes do homem vir para cima de nós, Rita e o esquadrão da AMMO surgem.

— Eu estava afim de meter um tiro na cara dele.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora