MORGANA
— É o casamento do seu avô Aurora, você tem que usar um vestido e sapatilhas.
— Mais eu queria esse. — Mostrou um tênis da nike.
— O que eu te pedi hoje cedo? — Me abaixei em sua frente.
— Que eu fosse boazinha e me comportasse.
— E o que não está fazendo?
— Não estou me comportando. — Soltou o par de tênis e pegou as sapatilhas.
— Muito bem, calce seu sapato. — Deixei um beijo em sua testa antes de me afastar.
Megan sorriu ao vê-lo ir colocar as sapatilhas em silencio.
— Como faz isso? Ela é muito fofa. Marcus as vezes parece um furação e se eu falar nessa calma toda só fica pior.
— Eu já tinha gritado com ela em casa. — Soltei e acabamos rindo. Megan esta grávida novamente, está linda e radiante mas parece sentir que algo não está certo comigo no momento em que agarra minha mão.
— O que foi?
— Aurora andou perguntando sobre o pai, parece que o pai de um coleguinha me reconheceu e acabaram escutando que eu namorei um assassino, agora ela está paranóica sobre isso. Três anos tranquilos e do nada um trauma misterioso?
— Deve contar a ela, explica da melhor maneira e tudo dará certo. Pelo menos tente.
Peguei Aurora e sua bolsa antes de sair, Mike e Marcus estavam nos esperando. Em questão de minutos estávamos a caminho com Marcus gritando, ameaçando vomitar dentro do carro.
— Eu preciso de uma agua tônica, Mike.
— Gente, tem criança no carro. Vai devagar! — Gritei.
— Não dá estamos atrasados. — Avisou e fez uma manobra estacionando o carro. — Tem noventa segundos para pegar sua água, somente água e mais nada.
— Não compra doce, vozão. — Aurora falou antes de Marcus sair do carro.
***
Tio Marcus estava dançando, rebolando até o chão mas não parecia muito bem, mais cedo ele havia exagerado nos doces e bolo de casamento, e antes de chegar aqui comeu algumas balinhas e um cachorro quente com água tônica. Vi quando colocou as mãos sobre o peito e então caiu, desacordado, morrendo. Ajudei Mike a realizar massagem cardíaca no mesmo, podia ouvir o choro do pequeno Marcus e Aurora junto a Megan, ela não podia passar nervoso.
Deixei Aurora com Callie e Christine antes de seguir para o hospital, meu pai estava chorando enquanto estava observando o procedimento sendo feito em Marcus pelo vidro, o coração do meu tio havia parado por alguns minutos e seu cérebro ficou sem circulação.
— Acho que a nossa família não pode fazer comemorações. — Falei tentando mudar o clima ao entrarmos no quarto para vê-lo. — A comemoração de nascimento do Marcus e seu casamento me traumatizaram, vocês não podem morrer, principalmente na minha frente.
— Não vamos. — Murmurou. — Ninguém vai morrer.
O doutor entrou na sala após alguns minutos.
— Ele vai ficar bem, estabilizou e vamos esperar que ele acorde. Só um de vocês pode ficar com ele.
Fiquei na sala de espera, fui em casa somente tomar banho e trocar a roupa de festa por uma roupa comum já que Aurora acabou precisando passar na emergência após uma crise asmática, Marcus acordou dois dias depois se aventurando estava animado com a ideia de que não é um mortal. Segundo ele o capitão lhe avisou que não era a hora e então ele se acha invencível agora, também deixou avisado que passaríamos por problemas e que Mike teria uma escolha muito difícil a fazer.
— O vozão enlouqueceu, mamãe. — Aurora correu até mim. — Ele me deu mil dólares pelo pirulito que a Christine me deu.
— E você aceitou?
— Eu barganhei, ele me ofereceu somente cinco dólares mas só fiz por mil dólares.
— Jesus, você precisa parar de andar com seus avôs.
Peguei o cheque das mãos de Aurora e achei Marcus no quintal, arranquei o pirulito de sua boca e devolvi o cheque.
— Não barganhe com ela. Você pode morrer se continuar comendo doces, tio Marcus.
— Marcus estava comendo doces?
— Sim, pegou com Aurora.— Avisei tia Theresa. — Fique de olho no mini Marcus.
Ouvi Theresa e Mike brigando com o outro e segui para a sala, Aurora correu até mim e se sentou no meu colo, agarrando meu pescoço com os bracinhos.
— Eu quero ir pra casa. — Sussurrou.
— Está se sentindo bem?
— Sim, só quero ir pra casa. — Escondeu o rosto em meu pescoço. — Marcus está com o pai dele e eu não tenho com quem brincar.
— Aurora...
— Por favor, vovô Mike falou que podemos ir à praia mais tarde.
—A senhorita esta se recuperando de uma crise asmática, nada de praia. — Passei as mãos por seu cabelo. — Você tem que ensaiar para a sua apresentação na escola.
— Eu nem tenho pai, não faz sentido ter que participar. — Rebateu afrontosa.
Estávamos nos aproximando do dia dos pais e desde o ano passado, ela fica chatinha nessa época.
— Todo mundo tem pai, Aurora e você tem muitas pessoas importantes que querem te ver na apresentação.
— É uma apresentação para os pais. Meu pai não vai estar lá, eu não quero participar. Não me importo se meus vovôs vão estar lá mamãe, eu quero meu pai. — Saiu do meu colo e ficou em pé, emburrada.
Seus cabelos estavam soltos com os cachos bagunçados e o olhar serio me lembrava ele, Aurora cruzou os braços e bateu o pé.
— Nós conversamos sobre isso em casa, vá pegar sua bolsa.
— Eu quero dormir na casa do meu vô e da Christine. — Apontou para os dois que estavam conversando na cozinha e bateu o pé fazendo birra.
— Você vai pra casa, pega a bolsa e se despede dos seus tios.
— Mas... — A interrompi.
— Não estou pedindo, pega a bolsa e se despede dos seus tios. Agora!
Mike se virou no momento em que a viu passando com raiva, batendo os pés firmes ao andar.
— Armando 2.0 — Marcus sussurrou.
— Morgana 2.0 — Mike falou no mesmo momento.
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LIE OR DIE • ARMANDO ARETAS
Fanfiction• A BAD BOYS FANFIC • Morgana já havia perdido muito, mas a família que criou era tudo que a importava. Armando tinha tudo, mas mataria pela família que lhe foi tirada. ... Morgana e Armando acabam se envolvendo, sem conhecimento mútuo sobre a vi...
