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MORGANA

Armando e Marcus nos salvaram, caímos sobre um lago e por sorte ninguém ficou ferido.

— Eles estavam com nossas armas.

— Como conseguiram entrar em um helicóptero miliar? — Mike questionou.

— Eles são militares. — Murmurei.

— É melhor a gente se separar. — Armando soltou.

— Sem chance. — Apontei. — Vamos seguir juntos.

— A gente fica junto. — Mike afirmou.

— Quem disse?

— Eu não estou pedindo, eu estou avisando. Vamos ficar juntos. — Mike se endireitou e ficou cara a cara com Armando.

— Ah não ferra. — Tentou passar mas Mike o agarrou.

Eles trocaram empurrões, Marcus agarrou os dois pela roupa.

— Ei ei ei. — Marcus teve dificuldade em segura-los então decidi me intrometer.

— Você é o único que pode identificar quem está fazendo isso. O único jeito da gente sobreviver é pegar eles antes que peguem a gente.

— Não tem a gente. Não existe a gente. — Tentou bater em Mike.

— Eita, DNA dos Lowrey é de lascar. — Deixou escapar. — Vocês são fortes pra caramba.

Armando olhava para Mike magoado, dava pra sentir muitos sentimentos além da raiva presente ali.

— Todo mundo vai relaxar no três. — Mediou a situação. — Um, dois.... Isso ai.

— O capitão deixou documentos explicando quem é que está fazendo isso e está tudo com o Dorn, só precisamos chegar em Miami.

— Eu acho bom não me atrasarem. Se livra do celular, quem não acompanhar vai ficar pra traz. Vocês estão no meu mundo agora. — Afirmou e saiu andando.

Joguei meu celular no lago próximo ao avião e segui o homem.

— Como assim, Armando? Depois de tudo você vai simplesmente fugir e viver uma vida escondido de tudo e todos?

— Não vou ficar pra ver minha pena ser maior do que antes.

— E a Aurora, onde ela entra nessa história? Ela te conheceu e agora a vida dela gira em torno de você, não pode fugir.

— Eira porra, pegou pesado. — Ouvimos Marcus mais atrás.

Armando parou por alguns segundo mais não respondeu, continuou andando e após algum tempo estava correndo. Tateei meus bolsos procurando pelos meus remédios, as dores estavam começando.

— Ai Mike vamos ver melhor isso ai. — Marcus começou e me puxou para perto. — Eu sei que você quer ir com ele até porque "ele é seu filho".

— Oh Marcus? Não é entre aspas, não.

— Não, não é isso, a parada é que eu sei que você quer proteger ele porque "ele é família".

— Ai, fazer aspas com as mãos abaixadas não faz a menor diferença. Só fala que ele é meu filho.

— Ele é teu filho. — Deixou as palmas das mãos para cima.

— Não, isso é como quem diz "há não é seu filho não"....

— Pelo amor de Deus, ele está indo embora. — Apontei.

Corremos para alcançar Armando que parecia mais puto com a situação.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora