MORGANA
Fletcher estava animado mostrando suas obras de arte e explicando sobre elas, quando chegamos. O lugar estava lotado e tio Marcus correr atrás das balinhas, tive que ir atrás do mesmo.
— Fletcher, eai cara.
— Morgana, da ultima vez que veio aqui me multou em três mil dólares.
— Que merda essa aqui? — Marcus questionou.
— Essa é minha galeria, eu sou artista agora. — Sorriu.
— A para, tu não é coisa nenhuma.
— O que é que vocês querem?
— Capitão Howard. — Mike falou.
— É uma pena o que aconteceu com ele. Ele mudou minha vida. — Forçou uma cara de sentido.
— Ele mandou a gente falar com você.
— Tá bom, fala ai.
— Eu acabei de falar.
— Me diz o que você tem pra dizer.
— Eu já disse o que eu vim disser.
— Não disse não. — Sorriu.
— Então fala o que tem que dizer.
— Eu já disse o que eu tinha que dizer. — Afirmou.
— Tá de sacanagem, pé de feijão? — Marcus apontou o dedo no rosto do homem.
— Relaxa tio. — Segurei seu braço.
— Capitão Howard salvou minha vida, eu não vou fazer cagada. Eu não posso dizer o que eu tenho pra dizer até que vocês digam o que tem pra dizer.
— Fletcher, só conta o que tem que contar.
— O capitão descobriu uma coisa séria, ele não acha que os dois idiotas iam descobrir então ele veio me procurar porque vocês são burros e eu sou um gênio.
Revirei os olhos.
— Então eu guardei as informações dentro de uma coisinha. — Olhou para o lado. — Uma coisinha muito linda.
Fez careta e olhou novamente para os lados.
— Saquei.
— Eu não entendi. — Marcus sacou a arma. — Mexe a cara mais uma vez e eu vou estourar seus miolos aqui.
— Abaixa a arma.
— Cara, da pra parar? — Mike questionou irritado.
Senti que algo estava errado no momento em que uma garota passou atrás de nós e acenou, Fletcher caiu morto a nossa frente e os gritos começaram.
— Atirou nele? — Mike questionou em um tom estranho e Marcus cheirou a arma.
— Eu acho que não.
— Não foi ele, seus burros.
Observei o lugar e um homem saia andando calmamente, empurrei Marcus da minha frente e sai correndo enquanto sacava a arma.
— Parado! — Marcus gritou.
Outros tiros foram disparados em nossa direção, me escondi atrás de uma viga e observei de onde os tiros estavam vindo, havia uma parte superior e alguém estava ali. Mirei atirando contra um fio que ficava logo acima segurando uma obra mas o cara conseguiu escapar, atirei contra o homem que estava muito a nossa frente.
— Fiquem no chão. — Gritei para algumas meninas que estavam ali.
Alguém atirou em um dos potes cheio de balinhas e jurei ver os olhos de Marcus brilharem, ele abriu a boca enquanto as balinhas caiam pelos ares.
— Ah, droga. Não não não.
— Foi atingido?
— Peguei a bala preta, ninguém gosta dessa. — Gritou antes de abrir a boca ficando embaixo de um bebedouro de suco que derramava o líquido.
— Para com essa merda. Eu não tô de brincadeira. — Mike gritou.
Marcus pareceu ter tomado algo energético, pareceu mais vivo. Sacou duas armas gritando e começou a atirar.
— Eu quero que se exploda. — Berrou antes de sair correndo e atirando.
O segui, pegando uma faca de dentro de uma cinta na cintura e joguei diretamente no homem gordinho que atirava certando seu braço. Mike saiu em disparada atrás de Marcus, derrubei um cara que estava escondido mais atrás de nós antes de sair atrás dos dois.
Os vidros cheios de líquidos que provavelmente eram tintas estavam estilhaçando conforme corríamos, Marcus estava na ativa correndo como nunca e atirando de maneira certeira em alguns quesitos.
— Lá encima. — Gritei.
Marcus correu e pulou mirrando onde apontei e derrubou um enfeite enorme sobre alguém. Mike estava diferente, parei ao seu lado recarregando a munição e vi Marcus fazendo o mesmo e se levantando.
— O que está fazendo? Fica calmo. — Gritei.
— Eu não morro, Morgana.
— Só que não.
Marcus saiu correndo, mirei em um homem que estava acima de nós com uma arma grande e uma mulher parou ao seu lado, o puxando para fora dali. Segui Marcus e ouvi Mike vindo atrás, subimos as escadas correndo mas estranhamente Marcus estava bem mais disposto do que nós.
— Marcus!
Saímos diretamente numa avenida, o cara ainda corria no meio da avenida e estávamos logo atrás, atirei contra o mesmo mas estava de colete. Marcus pulou sobre um carro e mandou o motorista acelerar pois era emergência policial.
— O que está acontecendo com ele? — Gritei para Mike.
Corri me afastando de Mike e atirei mais algumas vezes, ouvi um som estranho e me virei, Mike deixou um cartuxo de munição cair, sua respiração estava mais ofegante e seus olhos estavam arregalados, uma de suas mãos foi ao peito.
— O que foi? Acertaram você?
Voltei para seu lado. Marcus estava bem a frente, vi quando ele pulou no cara e o desarmou.
— Pai? ei, fala comigo. — Me abaixei a sua frente, ele tentou responder mas sua voz não saiu. — Mike?
Ouvi um grito de tio Marcus e logo sentimos o seu agarre, nos puxando para fora da pista, vimos o homem entrando na van que quase nos atropelou.
— Muito bem, superman. — Deixei um tapa na nuca de Marcus. — Bela corrida.
Alguns minutos depois Mike estava discutindo com um paramédico pois não queria aceitar que teve um ataque de pânico, a AMMO já estava conosco, mentimos para Rita e Kelly havia finalmente achado o que o capitão havia deixado para nós. Seguimos para a van que Dorn estava para analisarmos o vídeo. O video basicamente era a explicação do que precisávamos encontrar, onde os arquivos estão escondidos e não poderíamos contar a ninguém além dos que estão aqui no momento.
— Quero usar o momento para dizer uma coisa. — Dorn iniciou. —Eu... eu não sou o infiltrado.
—Caramba, cara.
— Me sinto muito mais aliviado agora. — Marcus zombou.
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LIE OR DIE • ARMANDO ARETAS
Fiksi Penggemar• A BAD BOYS FANFIC • Morgana já havia perdido muito, mas a família que criou era tudo que a importava. Armando tinha tudo, mas mataria pela família que lhe foi tirada. ... Morgana e Armando acabam se envolvendo, sem conhecimento mútuo sobre a vi...
