bônus

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MORGANA

Armando havia deixado Aurora na casa de Megan e avisou que passaria em uma pizzaria pra pegar nosso pedido. Compramos a antiga casa de tio Marcus, o fundo da casa dá no mar e temos uma vista maravilhosa todos os dias, além de muito espaço para Aurora.

Ouvi o carro estacionando e logo a porta da frente foi aberta.

— Você não vai acreditar.— Armando se aproximou deixando um selinho em meus lábios e colocou a caixa da pizza na mesa. Seu rosto demonstrava cansaço mas felicidade também.

Meu computador estava aberto e vários arquivos espalhados pela mesa, estou trabalhando em um caso importante onde temos membros da Yakuza na mira.

— O que aconteceu?

— Aurora me pediu um irmão. — Sorriu.

—Você já foi mais especifico quando queria sexo. — Murmurei digitalizando um documento.

— Foi na minha época gangster, agora eu sou um pai de família que...

— Que precisa esperar essa linda mulher terminar esse relatório.

— Qual é a merda dessa vez? — Me entregou um pedaço de pizza em um prato após pegar um para si mesmo.

— Temos uma gangue local se aliando a Yakuza. — Entreguei um dos arquivos. — Recebemos um alerta mas quando fomos ao local não era nada.

— Bela merda. — Jogou os arquivos na mesa.

— Armando!

— Eu quero falar com você, coisa séria dessa vez. Sem brincadeiras. — Se sentou a minha frente, fechei o computador o deixando de lado.

— O que aconteceu?

Meu pai me arrumou uma oportunidade. A AMMO está precisando de um atirador.

— E você quer isso? — Ofeguei surpresa.

— Eu queria saber a sua opinião primeiro.

— Isso não vai te gerar um gatilho por tudo que passou? Eles podem chamar o Rafe de volta se achar que não é seu momento, acho que logo vamos conseguir um perdão judicial para Maria e eles voltam pra cá.

— Não mas quero saber se vai estar confortável com isso. — Suspirou. — Se me disser que não acha legal, eu não vou.

— Armando isso é sobre você e não sobre mim.

— Você é a minha mulher, isso é sobre nós.

— Você quer isso? — Perguntei encarando-o nos olhos.

— Eu quero ser útil, poder me redimir.

— Muito bem, acho que vamos ser colegas de trabalho.

— Marcus vai me encher o saco, não vai?

— Vai mas ele já te zoa normalmente.

Armando revirou os olhos me puxando para seu colo e saiu andando pela casa até chegarmos no quarto, me colocou no colchão com cuidado e me ajudou a tirar a camisola, deixando beijos pelo meu pescoço e seios, puxei sua camisa ajudando-o a se livrar da mesma.

Suas mãos agarraram meus quadris puxando o pequeno tecido que me envolvia e logo eu estava completamente nua, seus dedos traçaram o caminho até o meio de minhas pernas, iniciando movimentos suaves ali. Sua boca voltou ao meu pescoço, deixando leves mordidas ali.

Apertei o lençol quando senti meu ponto de prazer ser pressionado, deixei gemidos escaparem e senti seu sorriso em meu pescoço, sua mão se afastou espalhando a lubrificação natural presente ali e deixou um ultimo beijo em meus lábios antes de afastar, abrindo minhas pernas e encaixando seu rosto ali, me lambeu de cima a baixo introduzindo sua língua e roçando os dentes em leves mordidas em alguns dos meus pontos de prazer.

Minutos depois eu estava me remexendo ansiosa com a onda de prazer que se fez presente com o orgasmo. Armando sorriu observando meu estado ofegante e em segundos suas últimas peças de roupas estavam no chão, suas mãos agarraram meu quadril antes de me invadir com força. Senti uma parte de mim se alargando novamente e precisei arranhar suas costas com a sensação, minha boceta se contraiu contra seu pau, o apertando, mantendo-o ali.

— Armando...

— Nós vamos dar um irmão a Aurora essa noite.

***

Não sei que horas são, provavelmente muito tarde. Armando está deitado sobre meu peito, traçando pontos imaginários em meu abdômen. Ambos estamos sem roupas, emaranhados um ao outro.

— Eu sinto que não conversamos direito. — Murmurou.

— Não precisamos mais disso, Armando. Vamos seguir nossa vida e sem precisar ficar olhando para trás sempre.

— Você realmente me perdoou por tudo?

— Sim, claro. Eu perdoei você no momento em que percebi que não conseguiria parar de amar você.

Ele ficou em silêncio por longos minutos.

— Você quer casar comigo? — Questionou de repente.

— Armando...

— Eu amo você e eu quero só você para o resto da minha vida. Eu quero ser mais pra você, para nossa filha e para o bebê que vamos ter futuramente. Eu quero poder me redimir de tudo que já fiz e aprender a tomar boas decisões e estou fazendo isso pedindo você em casamento porque eu quero isso e quero mais do que tudo no mundo.

Eu aceito.

Aceita?

— Claro, eu amo você. — Segurei seu rosto deixando um selinho.

— Eu amo tanto você, Morgana. — Sorriu sereno. — E eu nunca vou poder me desculpar o suficiente, nunca vou apagar o que passamos e o que eu fiz mas eu te amo como nunca imaginei que amaria alguém.

LIE OR DIE • ARMANDO ARETASHistórias para pegar e não largar. Descubra agora