A tempestade rugia lá fora, e a chuva caía pesadamente sobre a mansão, transformando o ambiente em um lugar ainda mais sombrio e opressivo. Rio caminhava pelos corredores vazios, a escuridão à sua volta parecia absorver cada som, exceto o barulho dos seus passos cautelosos. Cada quarto que passava parecia contar uma história trágica, e a sensação de claustrofobia aumentava com cada momento que passava.
Enquanto tentava explorar a casa, buscando uma saída e conhecendo mais sobre seu novo lar, a porta da cozinha se abriu lentamente, revelando Wanda, que entrava na casa encharcada e com o cabelo colado ao rosto. A vampira parecia tão impactada pela tempestade quanto Rio, que a observou com curiosidade.
- O que você está fazendo aqui à essa hora? - Wanda perguntou, rindo suavemente ao ver Rio. - Não deveria estar dormindo?
- Tentei conhecer melhor a casa e procurar uma saída - Rio respondeu, um pouco defensiva, mas seu tom era mais leve do que o habitual.
Wanda franziu a testa, o sorriso desaparecendo.
-Te garanto que as redondezas da mansão durante a madrugada não são seguras. E minha mãe não deixaria você fugir, e se você não tomar cuidado, pode acabar se perdendo... ou pior.
A tensão no ar parecia se dissipar conforme a conversa continuava, e a frieza habitual de Wanda estava ausente. Elas trocaram algumas palavras, e Rio notou a leveza no tom de Wanda. Mas, enquanto conversavam, algo chamou a atenção de Rio. Um pequeno fio de sangue negro escorria do braço de Wanda, pingando no chão.
- Você se machuca? - Rio perguntou, preocupada.
Wanda olhou para o próprio braço, como se finalmente se desse conta.
- Algumas coisas nos machucam - ela disse, com um toque de amargura na voz.
- Como? - insistiu Rio, um olhar sério fixo em Wanda. Como se ela não soubesse da adaga em seu quarto escondida.
- Você acha que vou te dar a receita para matar minha mãe? - Wanda riu, mas havia uma pitada de ironia em seu tom. - Vou te dar um conselho: fique comportada. Assim, quem sabe ela te mantém viva. Todas que entraram nessa casa morreram na primeira noite; você está durando bem. Então se eu fosse você ficaria quieta.
A preocupação de Rio aumentou ao ver o sangue escorrendo mais, e, sem pensar, ofereceu ajuda.
- Deixe-me ajudar.
- Pela manhã já estarei curada - Wanda disse, mas a determinação de Rio era inabalável.
- Mesmo assim, deixe-me ver - Rio insistiu, puxando a vampira suavemente em direção à cozinha.
Assim que entraram, Rio puxou a blusa de Wanda para cima e ficou horrorizada ao ver uma espécie de osso enfiado no braço dela. Era uma lesão estranha, e, apesar de não ter certeza do que era, sabia que aquilo precisava ser tratado.
- Posso puxar? - ela perguntou hesitante.
- Pode - Wanda respondeu, e havia uma estranha mistura de dor e aceitação em sua voz.
Rio estava diante de um desafio. O osso era desconhecido para ela, mas Wanda conhecia bem a dor, pois já havia enfrentado algo semelhante antes. Um licano nas redondezas não era comum, mas havia a possibilidade de aparecimento. A cura, como Wanda sabia, era lenta, mas, decidida a ajudar, Rio tratou a ferida da maneira que faria com qualquer machucado seu.
Para surpresa de ambas, conforme Rio limpava e tratava a lesão, a cura parecia ter começado. O sangue negro parou de pingar, e a ferida começou a cicatrizar.
- Isso não muda nada, humana - Wanda declarou, levantando-se logo após o tratamento e se preparando para ir embora.
- Espera! - Rio disse, a preocupação tomando conta dela.
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Evil - Agathario
RastgelePara quitar as dívidas de sua família, Rio Vidal é entregue à vampira Agatha Harkness. Determinada a não aceitar esse destino, ela tenta fugir, mas logo descobre que escapar de Agatha não será tão simples quanto imaginava.
