A luz suave da manhã entrava pelas frestas das cortinas, iluminando o ambiente com um brilho acolhedor. Rio estava encostada no balcão, observando Agatha com um sorriso tranquilo. Ela estava sentada na bancada, as pernas cruzadas de forma despretensiosa, mas com um charme que Rio não conseguia ignorar.
- Você fica me encarando muito. - Agatha comentou, com um sorriso de canto, sem tirar os olhos do livro que folheava distraída.
- Não consigo evitar. - Rio respondeu, aproximando-se devagar. - É como se eu estivesse vendo algo que não sabia que precisava até agora.
Agatha ergueu os olhos do livro, o sorriso brincando nos lábios.
- Você está particularmente melosa hoje.
- Talvez. - Rio deu de ombros, parando na frente dela. - Mas estou particularmente excitada.
- Amor do céu. Outra vez. Foram quantas vezes ?
- Sete.- Ela comentou dando risada. Mais eu particularmente gosto de numeros pares. E é Culpa sua que me deixou sem durante dois meses.
- Você precisa de ar fresco Rio.- Agatha levou Rio pro jardim e deitou com ela na rede.
Rio passou um braço ao redor dela, puxando-a para mais perto. As duas ficaram em silêncio, apenas ouvindo o som do vento balançando as folhas acima delas.
- Você consegue imaginar isso todo dia? - Rio perguntou, quebrando o silêncio.
Agatha ergueu a cabeça, olhando para ela.
- Isso o quê?
- Paz. Tranquilidade. Nós duas... assim.
Houve um momento de hesitação antes que Agatha respondesse.
- Amo você.
Rio sorriu e inclinou-se para beijá-la. O beijo era lento, como se ambas quisessem aproveitar cada segundo. A rede balançava suavemente, e o contato das mãos de Rio na cintura de Agatha a fez suspirar contra os lábios dela.
Sem pressa, Rio inclinou-se para que Agatha deitasse, posicionando-se parcialmente sobre ela. As mãos de ambas começaram a explorar, enquanto os beijos se tornavam mais intensos. E Rio logo começou a por a mão pra dentro da roupa de Agatha.
- Aqui? - Agatha perguntou, a voz um pouco ofegante, mas cheia de provocação.
- Por que não? - Rio respondeu com um sorriso travesso, deixando pequenos beijos no pescoço dela.
O tecido da rede cedeu levemente sob o peso das duas, mas nenhum movimento era apressado. Rio fazia questão de cuidar de cada detalhe, como se quisesse mostrar a Agatha que aquele momento era só delas, único e especial.
Agatha, por sua vez, permitiu-se relaxar, os dedos deslizando pelas costas de Rio enquanto as respirações delas se misturavam. Ali, na rede balançando suavemente sob a sombra das árvores, elas se entregaram uma à outra, em um momento de amor e cumplicidade que parecia suspender o tempo.
Quando finalmente se acomodaram novamente na rede, agora enlaçadas, Agatha quebrou o silêncio com um tom brincalhão:
- Se alguém olhar pela janela, vai achar que somos adolescentes impulsivas.
Rio riu, beijando o topo da cabeça dela.
- Então que olhem. Eu não me importo.
Agatha sorriu, fechando os olhos enquanto se aninhava ainda mais contra Rio. O mundo podia esperar. Por enquanto, tudo o que importava era o amor que compartilhavam naquele instante perfeito.
O balançar suave da rede continuava, embalando as duas enquanto se recuperavam da intensidade daquele momento. A brisa fresca do jardim acariciava suas peles, trazendo consigo o cheiro das flores ao redor. Agatha mantinha a cabeça apoiada no peito de Rio, os olhos fechados, enquanto Rio brincava distraidamente com os fios do cabelo dela.
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Evil - Agathario
De TodoPara quitar as dívidas de sua família, Rio Vidal é entregue à vampira Agatha Harkness. Determinada a não aceitar esse destino, ela tenta fugir, mas logo descobre que escapar de Agatha não será tão simples quanto imaginava.
