Capítulo 45 - Possessividade

1K 116 45
                                        

Rio foi pro quarto puxando Agatha pelo braço.

– Fecha a porta. – A voz de Rio era baixa, mas carregada de autoridade, enquanto puxava Agatha pelo braço com firmeza. 

Agatha arqueou a sobrancelha, um sorriso desafiador surgindo em seus lábios.

– Alguém está se achando hoje. 

– Não estou pedindo, Agatha. Fecha. A. Porta. – Rio encarava-a com um olhar intenso, quase selvagem, deixando claro que não estava para brincadeiras. 

Agatha hesitou por um segundo, sentindo o calor subir pelo corpo com a tensão no ar. Ela girou nos calcanhares e fechou a porta devagar, o som do trinco ecoando no quarto. 

Quando se virou, Rio já estava diante dela, os olhos queimando como brasas. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Rio pressionou o corpo dela contra a porta, uma das mãos segurando seu queixo e a outra descendo para o quadril. 

– Tira a roupa. Agora. 

Agatha sentiu um arrepio percorrer a espinha. Rio estava diferente, o controle absoluto que exalava fazia algo dentro dela se remexer, um misto de curiosidade e desejo. 

– Vai me obrigar, é? – provocou, o tom carregado de sarcasmo. 

Rio inclinou-se, os lábios a poucos centímetros do ouvido de Agatha.

– Não me testa, Agatha. Você não está em posição para isso.

Agatha abriu a boca para retrucar, mas antes que pudesse, Rio puxou o casaco dela com força, quase arrancando a peça. Agatha soltou uma risada baixa, mas obedientemente começou a desabotoar a camisa. 

– Isso é o que você quer? Que eu me renda? 

– Quero que você faça o que eu mandar. – Rio deu um passo para trás, cruzando os braços enquanto observava cada movimento de Agatha com atenção. 

Lenta e provocativa, Agatha deixou a camisa escorregar pelos ombros e cair no chão, em seguida, começou a desabotoar a calça, mantendo os olhos fixos nos de Rio, desafiando-a a desviar o olhar. 

– Assim está bom para você? 

– Não para de se mexer até estar completamente nua. 

A intensidade na voz de Rio fez Agatha sentir o coração acelerar. Ela não era do tipo que cedia facilmente, mas havia algo no jeito como Rio a comandava que a fazia querer seguir cada ordem, mesmo enquanto fingia resistência. 

Quando Agatha finalmente ficou despida, Rio deu dois passos em direção a ela, os dedos traçando um caminho lento pelo braço de Agatha até o pescoço, onde apertou de leve. 

– Agora sim, você está exatamente onde eu quero. – Rio inclinou-se para beijá-la, mas não antes de sussurrar contra seus lábios: – Vamos ver se ainda acha que pode me desafiar depois disso.  —Rio segurou o queixo de Agatha com firmeza, obrigando-a a manter o olhar fixo no dela. Havia algo diferente em sua expressão, algo feroz, que fazia o ar entre elas parecer mais denso.  – Você acha que ainda está lidando com a humana bobinha que conheceu no passado? Aquela que se segurava, que tinha medo de ir até onde você me levava? – A voz de Rio era um misto de frieza e paixão, os olhos cravados em Agatha como uma promessa de caos.  Agatha abriu um sorriso pequeno, ainda desafiador, mas engoliu seco com a intensidade no olhar de Rio. Ela tentou abrir a boca para falar algo, mas Rio apertou seu queixo levemente, silenciando-a.  – Não tenta, Agatha. Eu mudei. E se você quer conhecer minha possessividade, vai conhecer. – Rio aproximou os lábios do ouvido de Agatha, a voz baixa, rouca. – Mas te garanto que não vai sair da cama andando amanhã.  — Agatha sentiu o corpo arrepiar, mas não era apenas o desejo que a invadia, era o fato de ver Rio, tão determinada e no controle, que a deixava intrigada. Ela tentou recuperar o controle da situação, mas Rio deu um passo para trás, cruzando os braços.  – Agora, antes de qualquer coisa, vamos deixar algo bem claro. – A expressão de Rio tornou-se ainda mais séria. – Eu não quero aquela sua ex por perto. Piper, ou seja lá como você ainda chama ela, não tem lugar entre a gente. —Agatha arqueou a sobrancelha, mas ficou em silêncio.  – Não é ciúme, não é insegurança, é respeito. E você vai aprender que comigo agora é diferente. – Rio a olhou de cima a baixo, a intensidade nos olhos queimando como fogo. – Se quer continuar comigo, vai deixar o passado no passado. Não sou uma segunda opção ou uma peça do seu jogo. 

Evil - AgatharioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora