Depois de um banho rápido, Natasha escolheu uma roupa casual, mas que lhe desse confiança: jeans escuro, camiseta branca e uma jaqueta de couro. Olhando-se no espelho, ajeitou o cabelo e viu os pequenos sinais de cansaço no rosto. Sabia que não era apenas pelas noites mal dormidas ou pelo trabalho pesado, mas também pelos pensamentos que a assombravam. A figura de Wanda dançava em sua mente, especialmente depois do caso que tinham pego. Mas, naquela noite, decidiu afastar essas lembranças. Era a vez de Carol, e talvez ela também precisasse disso.
Ao chegar ao restaurante, avistou Carol já sentada numa mesa próxima à janela. Carol a recebeu com um sorriso e se levantou para puxar a cadeira para ela.
— Tasha! Achei que ia desistir — disse Carol, com aquele jeito acolhedor e animado que sempre quebrava o gelo.
— Você sabe que eu nunca recuso um convite seu — Natasha respondeu, sorrindo.
O ambiente acolhedor e intimista do restaurante parecia ajustar o humor de Natasha. Elas pediram vinho e pratos de massa, e Carol, com o olhar fixo nela, perguntou:
— Como foi o dia?
Natasha suspirou.
— Intenso. Estamos lidando com algo... complicado. Coisas que pensei ter deixado para trás.
— Quer falar sobre isso?
Natasha hesitou. Sabia que Carol era uma presença segura, mas não queria estragar o clima. Então, apenas sorriu.
— Talvez depois. Por agora, prefiro ouvir sobre o seu dia. Me distraia um pouco.
Carol aceitou e começou a contar sobre um evento artístico polêmico que estava rolando pela cidade. Natasha relaxou, ouvindo o tom leve de Carol. Aos poucos, o vinho e a conversa aqueceram o ambiente entre elas, criando uma proximidade que Natasha, no fundo, precisava.
Após o jantar, Carol sugeriu que fossem a um bar por perto. Natasha hesitou, mas cedeu ao sorriso persuasivo da amiga. No bar, pediram coquetéis, e Carol surpreendeu Natasha ao puxá-la para dançar.
— Não danço há anos! — Natasha riu, um pouco envergonhada.
— Nunca é tarde para começar de novo — Carol respondeu, sorrindo.
No início, Natasha se sentiu um pouco desconfortável, mas logo se deixou levar pela energia de Carol. A música, o movimento e os olhares intensos a fizeram esquecer de tudo. Entre risadas e movimentos desajeitados, ela se permitiu viver o momento, sem o peso de Wanda, de Rio ou do passado.
Quando saíram, um pouco embriagadas, andaram pelas ruas vazias, rindo das situações engraçadas que haviam visto no bar. O frio da noite fez Natasha abraçar Carol para se aquecer, enquanto caminhavam.
— Acho que bebi mais do que devia — confessou Natasha, rindo.
— Ótimo, facilita meu trabalho — respondeu Carol, segurando a mão dela com um sorriso travesso.
Os dedos entrelaçados de Carol traziam um calor reconfortante. Sem perceber, os passos as levaram até o apartamento de Carol. Entraram ainda rindo, e Carol puxou Natasha para um beijo inesperado. O mundo ao redor sumiu; o toque dos lábios de Carol eram firmes e suave ao mesmo tempo, algo que Natasha não sabia que precisava até aquele momento.
Mesmo alta da bebida sua cabeça sempre a traia, sempre algum gesto, algum toque diferente da loira a leva de volta ao passado. A wanda. A maldita vampira que havia deixando tantas marcas nela. Ela podia não admitir. Podia não externar. Mas ninguém nesses dez anos conseguiu chegar aos pes da vampira na cama.
Natasha tentou se concentrar no toque de Carol, naquele beijo que era ao mesmo tempo gentil e cheio de uma intensidade calorosa. Mas, enquanto as mãos de Carol deslizavam pelas suas costas, algo dentro dela começou a resistir, um peso familiar a puxando para longe daquele momento presente. Lembranças de Wanda emergiram, tão vívidas que quase a faziam ver o rosto dela, ouvir sua voz.
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Evil - Agathario
RandomPara quitar as dívidas de sua família, Rio Vidal é entregue à vampira Agatha Harkness. Determinada a não aceitar esse destino, ela tenta fugir, mas logo descobre que escapar de Agatha não será tão simples quanto imaginava.
