A manhã mal começava a clarear quando Natasha acordou, o corpo inteiro protestando ao menor movimento. Ela soltou um gemido involuntário ao tentar se levantar, o que imediatamente atraiu Wanda, que permaneceu na cabana durante toda a noite, em silêncio, apenas observando-a.
A vampira estava ao lado dela em um piscar de olhos, as mãos firmes segurando-a pelos ombros para evitar que se movesse de forma brusca.
— Devagar — murmurou Wanda, a voz baixa, como se temesse quebrar o silêncio matinal. — Acho que você quebrou uma costela. Se continuar se movendo assim, só vai piorar.
Natasha cerrou os dentes, tentando se afastar das mãos frias que agora a apoiavam. Com um olhar firme, ela empurrou a vampira para o lado, ignorando a dor que se intensificava com o gesto.
— Não preciso da sua ajuda, Wanda — rebateu, os olhos cheios de desconfiança e raiva. — Posso muito bem cuidar de mim mesma.
Wanda arqueou uma sobrancelha, claramente irritada, mas se manteve firme ao lado dela.
— Não estou perguntando se precisa da minha ajuda — respondeu, cruzando os braços e mantendo o olhar fixo em Natasha. — Só estou garantindo que você não vai fazer nenhuma besteira antes de se curar. E, a julgar pelo seu estado, isso vai demorar.
Natasha bufou, mas ao tentar se levantar, a dor a fez recuar. Ela se viu obrigada a aceitar o braço de Wanda como apoio, mesmo que cada fibra do seu ser gritasse para afastar a vampira.
Wanda a ajudou a se acomodar melhor, observando cada expressão de dor que Natasha tentava esconder. Havia algo quase fascinante na força que a humana demonstrava, mesmo machucada e frágil.
— Deve ser difícil admitir que precisa de mim, não é? — Wanda comentou, um sorriso de canto nos lábios. — Acho que é a primeira vez que vejo você assim… tão vulnerável.
— Vulnerável, mas não fraca — retrucou Natasha, cerrando o olhar para Wanda. — Se está pensando que essa situação muda algo entre nós, está muito enganada.
Wanda soltou uma risada baixa, quase desdenhosa.
— Relaxa, querida. Se quisesse aproveitar da sua "vulnerabilidade", já teria feito isso há muito tempo — respondeu, provocativa, mas com uma seriedade escondida nas entrelinhas. — Estou aqui porque escolhi ficar.
Natasha revirou os olhos, tentando ignorar a presença constante da vampira, mas não conseguia se desvencilhar dela completamente. Wanda parecia determinada a permanecer ali, seja para incomodá-la, seja por uma razão que Natasha ainda não conseguia decifrar.
As horas se arrastavam, e Wanda insistia em ajudar Natasha nas coisas mais simples, como alcançar um copo de água ou ajeitar o travesseiro. A ruiva tentava ignorá-la, mas cada movimento seu era acompanhado por um olhar atento e um sorriso provocativo de Wanda, como se estivesse se divertindo com a situação.
— Não tem outro lugar para estar? — Natasha perguntou, tentando soar indiferente.
— Tenho, mas nenhum que seja tão interessante quanto aqui — Wanda respondeu com um tom casual, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Natasha soltou um suspiro de exasperação, mas uma pequena parte dela não podia negar a estranha sensação de segurança que a presença de Wanda trazia, apesar de todo o rancor que ainda carregava. E talvez, em algum nível que ela ainda não queria admitir, o fato de Wanda ter ficado ao seu lado durante a noite e agora durante a manhã mexia com ela de uma forma desconfortavelmente profunda.
— Só não pense que isso significa que vou começar a confiar em você — Natasha murmurou, evitando o olhar penetrante da vampira.
Wanda se aproximou um pouco mais, a expressão suavizando por um breve instante.
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Evil - Agathario
RandomPara quitar as dívidas de sua família, Rio Vidal é entregue à vampira Agatha Harkness. Determinada a não aceitar esse destino, ela tenta fugir, mas logo descobre que escapar de Agatha não será tão simples quanto imaginava.
