Capitulo 17 - Boa de cama

1.3K 155 30
                                        


Natasha tentava afastar da mente as palavras de Wanda sobre ser boa de cama, mas elas continuavam a ecoar em sua cabeça, repetidas vezes. Percebendo o incômodo, Wanda deu uma risada baixa.

— Sabe que posso ler seus pensamentos, né? — Perguntou Wanda rindo.

Natasha bufou.

— Você não tem esse direito, sabia?

— Então por que não admite que não para de pensar nisso? — Wanda sorriu, provocando. — Sobre eu ter falado que sou boa de cama?

— Porque não quero saber, Wanda.

— Seus pensamentos te traem, Romanoff. — Os olhos de Wanda percorreram o corpo de Natasha de maneira avaliativa. — Mas, se quiser, posso transar com você sem compromisso. — Ela sorriu, mordaz. — E prometo não te morder. E você pode avaliar se sou boa de cama mesmo.

Natasha ficou sem reação por um instante, tentando processar a proposta ousada. Respirou fundo, buscando manter o controle.

— Você está perdendo a noção, Wanda. E eu nem sei por que ainda está aqui. — Ela tentou se levantar, mas uma dor repentina a fez perder o equilíbrio. Num instante, Wanda a segurou pela cintura, rápida como sempre, mantendo-a próxima.

Natasha sentiu o rosto esquentar ao encarar aqueles olhos intensos tão de perto, sem saber se afastava a vampira ou se deixava o momento acontecer.

Natasha sentiu o toque firme das mãos de Wanda em sua cintura, e, por um momento, o ambiente pareceu se estreitar. O rosto da vampira estava perto, os olhos a observavam com uma intensidade que a fazia sentir algo entre fascinação e desconforto.

— Eu disse que não te morderia, Romanoff. — Wanda falou em um tom provocador, com um leve sorriso.

Natasha tentou desviar o olhar, mas Wanda não soltou sua cintura, e o movimento só as aproximou ainda mais.

— Wanda, me solta. — ela sussurrou, tentando soar firme, mas a voz saiu um tanto trêmula.

— Talvez eu devesse — disse Wanda, mas não fez nenhum esforço para soltá-la. Em vez disso, deixou a ponta dos dedos deslizarem levemente pela cintura da ruiva, um toque suave, mas suficiente para fazer Natasha prender a respiração.

— É sério, Wanda. — Natasha tentou de novo, mas, naquele instante, sua determinação parecia enfraquecer, como se parte dela estivesse curiosa demais sobre o que poderia acontecer se não resistisse.

Wanda inclinou a cabeça, a expressão agora mais séria.

— Então me diz para parar de vez, Romanoff. Se você quiser mesmo que eu vá embora, só precisa dizer isso.

Natasha sentiu-se perdida entre o desejo e a razão. Aquela era Wanda, filha da mulher que ela odiava e, ao mesmo tempo, alguém que ela estava começando a enxergar de outra forma. O silêncio se prolongou, e, sem perceber, sua mão subiu levemente até o braço de Wanda.

— Isso é loucura. — murmurou, quase como um desabafo para si mesma.

— Eu sei. — respondeu Wanda, os olhos baixos, agora mais vulneráveis. — Mas, talvez... — Ela hesitou, como se estivesse à espera de uma resposta, de um sinal.

Natasha, então, surpreendeu-se ao relaxar um pouco mais, cedendo àquele momento. Afinal, naquele instante, talvez fosse isso que ambas precisavam.

Natasha não resistiu mais. Os olhares intensos entre as duas bastaram para que o desejo reprimido explodisse, e ela tomou os lábios de Wanda em um beijo urgente e carregado de intensidade. Wanda correspondeu, puxando-a para mais perto, sem pressa, mas com firmeza. Natasha sentiu o toque das mãos da vampira percorrendo seu corpo, como se cada movimento fosse estudado para fazê-la ceder ainda mais, e a resistência que ela insistia em manter foi se dissolvendo.

Evil - AgatharioHistórias para pegar e não largar. Descubra agora