A Rainha da Terra

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Aeronave

Bumi e Kai se encaravam, prontos para um duelo amistoso.

Jinora: Seja leve nos pés, tio Bumi. Lembre-se: você precisa ser rápido e ágil. – aconselhou.

Bumi: Pode deixar, mocinha. Já me meti em muitas encrencas, sabia? – Ele olhou para Kai e completou – Mas você ainda é só um garoto, então vou pegar leve. Não quero machucar uma criança.

Mal terminou de falar, Kai o derrubou com uma rápida Dobra de Ar, tirando-o do chão.

Jinora riu suavemente e correu para ajudar Bumi a se levantar.

Jinora: Tio Bumi, você precisa melhorar sua postura.

Kai se aproximou, estendendo a mão para Bumi.

Jinora: Kai, você foi realmente muito bom.

Kai coçou a cabeça, meio sem jeito.

Kai: Obrigado, Jinora. Você é uma ótima professora.

Jinora corou levemente enquanto ajudava Bumi a se levantar.

Korra, Tenzin e Bara observavam a cena de um ponto mais alto da aeronave.

Korra: É emocionante estar em uma missão diplomática para Ba Sing Se – disse, olhando para Bara. – Você conhece a Rainha da Terra, certo? Como ela é?

Bara: Imagine Raiko, mas dez vezes pior. Ela acha que tudo no Reino da Terra pertence a ela, como se estivéssemos apenas de passagem. Acredita que lhe devemos tudo o que ela deseja.

Bara: Ela até tentou me obrigar a casar com uma nobre para me manter em Ba Sing Se. E, mesmo depois que não deu certo, insiste em me reivindicar como o Avatar dela.

Ele fez uma pausa antes de continuar.

Bara: Ouvi dizer que o pai dela, apesar de fácil de manipular, era um rei melhor. Pelo menos o anel inferior era mais limpo e menos lotado. Meu tio contou que ele levava uma vida mais modesta do que a que vemos hoje.

Tenzin: Acha que conseguirá lidar com ela diplomaticamente? Ouvi dizer que não é exatamente amigável com Raiko.

Bara deu um sorriso discreto.

Bara: Não se preocupe. Só falo o que penso para Raiko porque ele não pode fazer muita coisa contra mim. A Rainha da Terra, porém, é alguém com quem prefiro manter um relacionamento cordial.

Korra colocou a mão no ombro de Bara, num gesto de apoio.

Korra: Não se preocupe, talvez seja mais fácil com a minha presença, certo?

Bara: É verdade. E agradeço a todos por estarem aqui comigo.

Bolin apareceu correndo, eufórico.

Bolin: É aqui, Mako! Chegamos! Aqui é onde nosso pai cresceu! Venha ver!

Mako se aproximou, erguendo a mão.

Mako: Calma, calma, já estou indo.

A aeronave começou a sobrevoar o anel inferior, uma região abarrotada de construções e com um odor nada agradável.

Korra: O anel inferior parece terrível – comentou.

Mako e Bolin taparam os narizes, e Bolin murmurou:

Bolin: Esse cheiro é horrível. Não é de admirar que nosso pai tenha partido.

Bara: É verdade, mas mesmo com tantas dificuldades, as pessoas ainda encontram maneiras de se divertir e manter a esperança. – Ele olhou para os irmãos – Vamos ficar por um tempo aqui, então terão várias oportunidades para procurar sua família no anel inferior.

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