A Armadilha

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Delegacia de Polícia

Asami entrou na sala que dava para o espaço de interrogatório e encontrou Mako observando pela vidraça.

Asami: É verdade? – perguntou, com a ansiedade evidente na voz.

Mako: Sinto muito, Asami. Todas as dez remessas foram roubadas.

A tristeza tomou conta dela, pesando em seus ombros.

Asami: Não sei por quanto tempo mais consigo manter a empresa funcionando... Demorei uma eternidade para conseguir esses contratos, mesmo com a Bara garantindo por mim. O que devo fazer agora?

Mako: Não se preocupe, vou descobrir quem está por trás disso. A chefe Beifong está prestes a interrogar o próximo capitão. – Ele ligou o sistema próximo para que pudessem ouvir a conversa na sala ao lado.

Lin: Eu sei que foi um longo dia, mas me conte o que aconteceu.

Capitão: Fomos emboscados, não muito longe do porto. Não ouvimos nada.

Lin: E havia algo mais de incomum no ataque? – questionou.

Capitão: Sim. Bombas estavam presas ao navio. Explodiram de um jeito que nunca tinha visto antes. Não tinham fusíveis... pareciam ser detonadas remotamente.

Mako franziu a testa.

Mako: Isso soa exatamente como as bombas do Centro Cultural.

Asami: Para onde você vai? – perguntou, preocupada.

Mako: Preciso pegar algumas evidências.

Nesse momento, Varrick entrou na sala.

Varrick: Asami, acabei de receber a notícia! Roubaram meus barcos favoritos da 5ª à 10ª posição na frota! Nomeei o 5º em homenagem à minha mãe. Descanse em paz, Rocky Bottom...

Asami: Estou fazendo tudo o que posso para trazer as Indústrias Futuro de volta ao auge, mas as vendas estão no ponto mais baixo de todos. Eu realmente não sei o que fazer. – confessou, abatida.

Mako retornou à sala de interrogatório com uma bandeja contendo uma foto e um dispositivo.

Mako: Chefe, acho que há uma conexão entre esses ataques e o do Centro Cultural.

Lin: Certo, garoto, o que você tem? – perguntou, interessada.

Mako colocou o detonador sobre a mesa.

Mako: Eu e Bara capturamos os Agni Kais que estavam com esse dispositivo. Durante o interrogatório, eles disseram que uma parte desconhecida os contratou para explodir o Centro Cultural e entregou isso a eles. Acredito que os dois casos estejam conectados. – Ele se virou para o capitão. – Você viu alguém carregando alguma coisa?

Capitão: Estava muito escuro... Nem eu nem meus homens conseguimos identificar um rosto, muito menos se estavam levando algo.

Mako: Então não adianta tentar identificar pelas fotos. – disse, frustrado.

Lin: Esta é a única pista concreta que temos. Senhora Sato, Varrick, gostaria que se juntassem a nós na sala.

Eles entraram.

Lin: Estamos em um impasse. Todos os capitães relatam a mesma coisa, e Mako apontou uma conexão entre os roubos e a explosão. Minha proposta é simples: uma operação disfarçada. Montaremos uma carga falsa, preparada pela minha equipe. Mako e Bara patrulharão o convés. Assim, poderemos prender os culpados em flagrante e encerrar os dois casos.

Asami: Vamos fazer isso. – assentiu, firme.

Varrick: Claro que sim! Eu adoro estar em planos!

Lin: Mako, traga seu parceiro e estejam prontos amanhã à noite. Estão dispensados.

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