Capítulo 13

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Junto meus materiais e os levo para o meu quarto. Se minha mãe chegar e encontrar a sala bagunçada, vai me chamar atenção — ela odeia ver a casa desarrumada.

Enquanto organizo tudo na escrivaninha, escuto um barulho vindo do vidro da janela. Me viro rapidamente e vejo pedrinhas sendo lançadas. De imediato penso que é o Zack. Mas, ao abrir a janela, para minha surpresa, é o Seth.

— Oi? — digo com o rosto confuso.

— Oi...

— Só um minuto...

Desço as escadas, abro a porta e saio, chamando por ele.

— Seth, venha aqui...

Ele caminha até a varanda.

— Oi, Alisson.

— O que faz aqui a essa hora?

— Queria te ver... Estou incomodando?

— Não... só não esperava por isso.

— Eu ia te mandar mensagem, mas preferi vir pessoalmente... Como você está?

— Bem. E você?

— Também estou bem...

Olho para o chão, sem saber o que dizer para continuar a conversa. Até que me lembro do cinema.

— Então... vai poder ir ao cinema?

— Sim...

— Que bom! Fico feliz que vai. Achei que o Sam não fosse deixar.

— Não é como se eu precisasse da permissão dele...

— Achei que ele fosse seu irmão mais velho...

— Não de sangue.

— Como assim?

Lanço um olhar confuso enquanto me sento no banco da varanda.

— É complicado... — diz ele, sentando ao meu lado.

— Me conta...

— Desde que meu pai morreu, comecei a andar muito com os meninos...

— Sinto muito pelo seu pai, Seth...

— Tudo bem, já faz algum tempo...

— E o Sam, então, é o quê seu? Algum parente?

— Basicamente. A Emilly, namorada do Sam, é minha prima. E minha irmã mesmo, a Leah, você já conheceu.

— Verdade! Vocês até se parecem um pouco...

— Pode acreditar, somos bem diferentes...

— Por que acha isso?

— Temperamento — diz ele com um sorriso — o jeito dela é assim mesmo... Ela carrega uma culpa pela morte do nosso pai.

— Por quê? O que aconteceu com seu pai?

— Ele teve um infarto...

— E por que ela se sentiria culpada por isso? Infelizmente isso é algo que não se pode controlar...

— Porque o infarto aconteceu por causa de algo que ocorreu com a minha irmã naquele dia... Mas sei que não foi culpa dela. Meu pai já tinha problemas no coração, e não aguentou...

— E sua mãe?

— Minha mãe está bem...

— Qual o nome dela?

— Sue...

— Um nome muito bonito...

— Obrigado — diz ele com um sorriso gentil.

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