O som insistente do despertador me arranca de um sono profundo. Abro os olhos com dificuldade, e a penumbra da manhã ainda envolve o quarto. Meu corpo protesta contra a ideia de deixar o aconchego da cama, mas um pequeno alívio me invade.
Dessa vez, não houve pesadelos.
Solto um suspiro e me sento, esfregando os olhos enquanto o silêncio ao meu redor se torna mais evidente. O quarto parece imóvel, como se o tempo ainda não tivesse começado a correr.
Olho em direção a cadeira da minha escrivaninha e me lembro da minha noite anterior com Seth, não consigo evitar de soltar um breve sorriso nos meus lábios
Com um pouco de esforço, me levanto, alongando os braços antes de seguir para o banheiro.
É hora de enfrentar mais um dia.
A água fria contra meu rosto ajuda a dissipar os últimos vestígios de sono. Apoio as mãos na pia e encaro meu reflexo no espelho. Meus olhos ainda carregam o peso do sono.
Depois de me arrumar, desço as escadas e encontro a casa mergulhada em um silêncio familiar. O cheiro de café recém-passado se espalha pela cozinha.
Pego uma maçã e a mordo distraidamente enquanto olho pela janela. Lá fora, a névoa paira sobre as ruas, envolvendo tudo em um véu cinzento. A paisagem tem um ar fantasmagórico, do tipo que combina perfeitamente com Forks.
O som dos passos da minha mãe ecoa pela sala de jantar, seguido pelo ruído baixo de louça sendo organizada na pia. Meu pai está sentado à mesa, concentrado no jornal, a xícara de café esquecida ao lado.
— Você está pronta? — a voz da minha mãe me puxa de volta. Ela está de pé perto da porta, segurando as chaves do carro.
— Sim. — respondo, pegando minha mochila e dando uma última mordida na maçã antes de jogá-la no lixo.
Meu pai ergue os olhos por cima do jornal.
— Bom dia, querida.
— Bom dia.
Ele sorri, satisfeito, e volta a se concentrar na leitura. Minha mãe já está na porta, impaciente.
— Vamos, ou você vai se atrasar.
O ar frio da manhã me envolve assim que saímos de casa. O céu continua nublado, e a névoa parece ainda mais espessa agora. Entro no carro e coloco o cinto enquanto minha mãe liga o motor.
O caminho até escola é silencioso, apenas o som do motor e o murmúrio baixo da rádio preenchendo o espaço. Minha mãe lança alguns olhares na minha direção, mas não diz nada. Talvez esteja esperando que eu inicie uma conversa, mas não sei o que dizer.
Ao chegarmos, minha mãe para o carro no estacionamento da escola e mantém as mãos no volante por um instante, hesitante. Seu olhar encontra o meu, como se estivesse buscando as palavras certas.
— Tenha um bom dia, filha. — sua voz soa suave, mas há um peso subjacente nela.
Forço um sorriso, tentando ignorar a sensação de que ela queria dizer algo mais.
— Obrigada, mãe.
Ela não desvia o olhar de imediato, e por um momento, sinto que está prestes a insistir, no assunto que deixava sua expressão preocupada. Mas, no último segundo, ela apenas suspira e sorrir.
Pego minha mochila e saio do carro, sentindo o vento frio arrepiar minha pele. Respiro fundo antes de seguir para a entrada da escola.
As vozes dos alunos ecoam pelos corredores conforme caminho até meu armário. Tento focar nos rostos conhecidos, no burburinho de conversas e risadas ao meu redor, mas meu corpo ainda sente o calor da noite anterior.
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Imprinting
FanfictionSinopse: Alisson Carter, uma menina que é acomodada com sua vida em Forks, que sofre pela falta de amigos e pela ausência dos pais que só pensam em trabalho. Sua vida muda drasticamente quando ela resolver fazer um trabalho da escola na floresta da...
