O silêncio da noite se estende ao nosso redor, preenchido apenas pelo som da nossa respiração e pelo leve farfalhar das cobertas enquanto nos ajustamos, buscando conforto um no outro.
O calor do corpo de Seth é reconfortante. Aos poucos, sinto meus músculos relaxarem contra ele, embora a tensão continue sussurrando no fundo da minha mente. Sua mão desliza suavemente pelas minhas costas — um toque gentil, quase distraído — como se ele quisesse me lembrar, sem palavras, que está aqui.
— Você está bem? — ele pergunta, a voz baixa contra o meu cabelo.
Respiro fundo antes de responder.
— Eu não sei... Só estou tentando não enlouquecer com tudo isso.
Ele suspira, os braços apertando-me um pouco mais, como se quisesse me envolver por inteiro e me proteger do mundo.
— Eu sei que é muita coisa. Queria poder tornar tudo mais fácil pra você.
Me viro levemente para encará-lo, meus olhos encontrando os dele na penumbra. Há uma ternura ali que me faz esquecer, por um instante, do que está nos rondando.
— Você já está fazendo isso, Seth.
Ele sorri de leve, mas há algo em sua expressão que me aperta o peito — um cansaço silencioso, como se carregasse um peso maior do que deveria. Como se achasse que precisava fazer mais, mesmo já fazendo tudo.
Mordo o lábio antes de perguntar, com suavidade:
— E você? Como está lidando com tudo isso?
Ele hesita. Por um instante, parece dividido entre me poupar ou ser honesto.
— Preocupado — admite, por fim.
— Comigo?
— Com você. Com o que pode acontecer. Com o fato de não sabermos se ele está mesmo atrás de você. Com os Volturi. Com os Cullen...
Minha mão se move sozinha, pousando sobre o peito dele, sentindo o ritmo firme do seu coração sob a pele quente. Ele cobre minha mão com a dele, entrelaçando nossos dedos num gesto íntimo e silencioso.
O silêncio nos envolve novamente, espesso e confortável. Fecho os olhos, o cansaço começando a vencer.
— Você não precisa ficar acordado a noite toda...
Ele solta um riso baixo, a voz rouca e aconchegante.
— Não se preocupa comigo. Eu aguento.
Suspiro, me aconchegando mais contra ele.
— Eu sei que sim. Mas quero que relaxe, pelo menos enquanto estiver comigo.
Seth não responde de imediato. Apenas me observa, os dedos deslizando devagar pelos meus. Quando fala, sua voz é calma, mas cheia de sentimento.
— Acredite... é quando estou com você que eu mais consigo relaxar.
Abro os olhos e encontro os dele de novo. Há tanta coisa naquele olhar: carinho, desejo, um traço de culpa, talvez. Como se ele quisesse me proteger de tudo, até de si mesmo.
— Mas eu quero te proteger também — digo, com a voz embargada. — Vejo o quanto tudo isso te afeta. Eu... só queria poder tirar esse peso de você.
Ele fecha os olhos ao sentir meu toque em seu rosto, soltando um suspiro longo, como se finalmente deixasse escapar um pouco da tensão que carrega. E quando os abre novamente, há algo diferente ali. Um brilho intenso, um carinho que aquece minha alma.
— Eu te amo — ele murmura, e aquelas palavras atravessam meu peito como uma onda de calor, dissolvendo qualquer dúvida.
Meu coração tropeça dentro de mim. Não sei se foi o jeito como ele disse isso ou a certeza absoluta em seus olhos. Mas sei que é real.
— Eu também te amo — respondo, sem hesitar.
Seth sorri, um sorriso suave, quase tímido. Então, ele se inclina e me beija. Um beijo lento, profundo, cheio de significado.
Debaixo das cobertas, o calor entre nós começa a crescer. Ele se aproxima mais, o corpo se moldando ao meu com naturalidade, como se fôssemos feitos para isso. Seu toque é suave, exploratório. Os dedos deslizam pela minha pele descoberta, causando arrepios que percorrem minha espinha.
Sua mão repousa em minha cintura, puxando-me gentilmente para mais perto. Meus dedos brincam com a borda da camiseta dele, puxando-a devagar, quase sem perceber. Seth respira fundo, e quando me olha, seus olhos escuros revelam um desejo contido, mas presente.
— Não podemos... precisamos ter cuidado. Eu não quero que você se arrependa depois — ele sussurra, a voz misturando desejo e preocupação.
Sorrio, com doçura e um toque de provocação.
— Eu sei. Só... quero aproveitar esse momento com você.
Sussurro, deixando que meus dedos deslizem até o peito dele, roçando de leve sua pele quente.
Seth sorri, mas ainda carrega uma tensão nos ombros. A mão dele desliza pela lateral da minha perna, o toque leve, quase inocente, mas que provoca sensações intensas e íntimas.
Fecho os olhos, tentando controlar a avalanche de sensações que ele desperta. Cada gesto dele é um cuidado, uma pergunta silenciosa: “Está tudo bem?”. E eu respondo com o corpo, me aninhando mais contra ele, buscando seu calor.
Seus dedos, agora mais audaciosos, tocam a parte de trás da minha coxa, roçando a pele exposta com ternura. Não há pressa, nem promessas além do agora — mas cada toque é uma afirmação do que sentimos.
Quando ele me beija de novo, é mais leve, mas carregado de emoção. Os lábios dele tocam os meus como se estivessem dizendo tudo o que não conseguimos colocar em palavras.
O beijo se aprofunda, ainda suave, mas intenso. Seus braços me envolvem, apertando-me contra ele, e a proximidade faz meu coração acelerar. Meus dedos percorrem a lateral da sua camiseta, sentindo o tecido ceder sob minhas mãos. Então, sem pensar demais, começo a puxá-la devagar. Quando meus dedos tocam sua pele quente, um arrepio percorre meu corpo.
Seth suspira baixo, mas não se afasta. Em vez disso, seus olhos me observam com uma intensidade silenciosa. Sua respiração se torna mais pesada, e ele sussurra meu nome — Alisson — como se fosse algo sagrado.
Puxo a camiseta um pouco mais, revelando sua pele aos poucos. Meus dedos traçam círculos lentos por seu abdômen, subindo até o peito, onde o calor dele pulsa sob minha mão. Ele fecha os olhos por um instante, tentando manter o controle, mas a mão em minha coxa agora se move com mais firmeza, como se ele também estivesse sendo arrastado por esse momento.
Há um fogo silencioso entre nós. Não urgente, mas profundo. E sei que estamos nos descobrindo, nos entregando, centímetro por centímetro.
Quando Seth beija meu pescoço, solto um suspiro, o corpo arqueando em resposta. O som baixo que escapa dos seus lábios contra minha pele faz meu coração disparar. Seus dedos apertam minha cintura com mais força, como se quisesse gravar em mim a certeza de que estamos ali, juntos.
Me deixo levar por cada toque, cada beijo, cada suspiro. Meus dedos deslizam pelas costas dele, sentindo a rigidez dos músculos sob a pele quente. Ele se move levemente, mas não recua. Há uma urgência contida em nós dois — e ao mesmo tempo, uma ternura que torna tudo ainda mais intenso.
— Alisson... — ele murmura novamente, a voz rouca, carregada de emoção.
Sorrio para ele, com afeto e desejo. Minha mão explora mais livremente agora, e ele levanta os braços, permitindo que eu tire sua camiseta. Sua pele nua brilha à luz suave que entra pela janela, e meu coração dispara ao tocá-lo, sentindo cada músculo sob meus dedos.
Seth geme, um som grave, quando minha mão desliza por seu peito. Sua mão encontra minha coxa e sobe com mais ousadia, seus dedos tocando a pele da parte interna da minha perna — e a sensação é uma explosão elétrica, íntima, real.
Cada gesto dele é uma mistura perfeita de respeito e desejo. Ele me beija com mais intensidade agora, seus lábios e mãos se movendo com o mesmo ritmo lento e inevitável do que está crescendo entre nós.
Nos perdemos no toque, no calor, no amor silencioso que pulsa em cada centímetro de pele compartilhada. E, por um momento, nada mais importa além do que estamos sentindo ali.
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Imprinting
FanfictionSinopse: Alisson Carter, uma menina que é acomodada com sua vida em Forks, que sofre pela falta de amigos e pela ausência dos pais que só pensam em trabalho. Sua vida muda drasticamente quando ela resolver fazer um trabalho da escola na floresta da...
