Sinopse: Alisson Carter, uma menina que é acomodada com sua vida em Forks, que sofre pela falta de amigos e pela ausência dos pais que só pensam em trabalho.
Sua vida muda drasticamente quando ela resolver fazer um trabalho da escola na floresta da...
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Acordei, e passei o dia inteiro pensando em Seth.
Estava ansiosa pelo final da semana, sabia que na sexta-feira o veria novamente.
Não nos encontrávamos desde o dia em que caminhamos juntos pela praia de La Push.
Ou, pelo menos, era isso que meus pais pensavam.
Seth nunca estava realmente longe.
Todas as noites, ele passava em frente à minha casa — ou pelos arredores.
Vigiava-me de longe, em sua forma de lobo. Só ia embora quando tinha certeza de que eu estava bem e segura.
Eu sempre sabia quando ele havia estado por aqui, porque, todas as noites, ao partir, ele me enviava uma simples e significativa mensagem no celular:
"Boa noite, durma bem."
Hoje, meus olhos percorrem a escuridão entre as árvores, buscando qualquer sinal dele. A rua está silenciosa, tranquila. O único som que se ouve é o do vento balançando as folhas. A luz amarelada dos postes cria uma tênue iluminação, desenhando sombras suaves no asfalto.
Por um momento, pensei que conseguiria enxergá-lo, escondido no breu que dominava o lado de fora. E então, no meio da penumbra, percebi um par de olhos brilhantes me observando.
Meu coração acelerou. Eu sabia que era ele.
Um sorriso suave se formou em meus lábios. Eu precisava vê-lo de perto — sentir seu calor, seu toque, ouvir sua voz.
Sem hesitar, fiz algo que nunca havia feito antes, saí de casa escondida. Sabia que não iria muito longe — no máximo até o outro lado da rua.
Vesti um casaco, calcei meus tênis. O ar gélido da noite já podia ser sentido pela janela.
Desci as escadas em passos leves e silenciosos, cuidando para não fazer barulho. Fechei a porta com cuidado, evitando qualquer som que pudesse alertar meus pais.
Lá fora, a noite estava ainda mais fria do que eu imaginava. O vento cortante arrepiava minha pele, mas isso não me impedia.
Meus passos eram lentos e hesitantes enquanto eu me aproximava das árvores. Os olhos dourados continuavam fixos em mim, brilhando na escuridão. A cada passo, meu coração batia mais forte. Eu desejava, com todas as forças, que fosse realmente Seth ali.
E então, ele saiu das sombras.
Um lobo enorme, de pelagem densa e dourada, com olhos atentos e profundos. Os mesmos olhos que eu havia visto da janela.
— Oi — murmurei.
Ele se aproximou devagar, e dei mais um passo à frente, até que não havia mais espaço entre nós.
— Estava com saudades — sussurrei.
Seth soltou um som baixo, algo entre um suspiro e um ronronar suave, pressionando o focinho contra meu rosto. O calor do seu corpo irradiava sobre mim, afastando todo o frio da noite.
Minhas mãos tocaram sua pelagem espessa, sentindo o ritmo constante da sua respiração. Era como se o mundo inteiro parasse quando estávamos assim, juntos.
Uma chuva fina começou a cair, encharcando lentamente o chão sob meus pés. Mas nada disso importava.
Tudo o que eu queria era estar ali, com ele — mesmo que ele não pudesse falar comigo em palavras.
— Você fica muito tempo aqui — murmurei, deslizando meus dedos até sua orelha, que se moveu sob meu toque.
Seth piscou devagar, como se dissesse que não se importava.
Então, como se estivesse me repreendendo com um olhar firme ele, deu um passo à frente, como se estivesse me empurrando de volta com o olhar. Era quase uma ordem silenciosa: “Vá para dentro.”
— Você não devia ficar na chuva também... — debati, com um leve sorriso.
Ele inclinou a cabeça, os olhos dourados cintilando sob a luz fraca do poste. Então, como se me respondesse, bufou, e sua respiração quente se misturou ao ar gelado.
— Tá bom, tá bom, eu vou entrar — concedi.
Ele apenas me olhou, firme e silencioso, e com o focinho, roçou levemente meu rosto, como uma despedida silenciosa. Meu coração apertou, desejando, por um instante, que ele pudesse ficar comigo a noite inteira.
— Boa noite, Seth — murmurei, acariciando entre suas orelhas uma última vez antes de me virar.
Caminhei de volta para casa, sentindo seu olhar me acompanhar até o último segundo.
Subi para meu quarto, aliviada por não ter sido descoberta por meus pais — e, mais ainda, feliz por tê-lo visto.
Tirei os sapatos e o casaco, e me deitei na cama. Passei uns vinte minutos vagando em meus pensamentos, com o olhar fixo no teto e o coração aquecido pela lembrança do encontro.
Até que meu celular vibrou.
Peguei-o, e vi uma notificação de mensagem:
"Boa noite, durma bem."
Sorri.
Ele nunca falhava.
Agora, posso dormir em paz, contando os segundos para vê-lo novamente amanhã.