036. ferias no cruzeiro

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Agatha e Rio decidiram fazer uma viagem de cruzeiro. Ambos estavam mortos de cansaço, especialmente o Nick. Agatha saiu do quarto silenciosamente, não querendo acordar Rio nem Nicolas. Ela os observou por um momento; a cena serena de ambos adormecidos trouxe-lhe uma sensação de paz. Os suaves movimentos de Rio enquanto dormia e o jeito tranquilo de Nicolas a fizeram sorrir levemente. Mas, com um suspiro silencioso, Agatha decidiu que precisava de um pouco de ar fresco para clarear a mente.

Ela caminhou pelos corredores do navio até a parte externa, onde a brisa salgada do mar e o som das ondas quebrando sob o casco do cruzeiro lhe trouxeram um pouco de alívio. A noite estava tranquila, e as estrelas no céu pareciam brilhar com uma intensidade reconfortante.

Foi então que ela notou a figura de Catarina, que estava encostada na beirada, olhando para o mar. Agatha hesitou por um momento, mas então decidiu se aproximar. Catarina a notou imediatamente, e seu sorriso surgiu, embora desta vez com um tom mais amigável do que o provocante de antes.

— Ah, você — Catarina disse com um sorriso suave. — Não está conseguindo dormir também? — perguntou, observando Agatha.

Agatha olhou para o horizonte por alguns segundos antes de responder, a brisa tocando seu cabelo com suavidade.

— Sim, eu... achei que sair um pouco ajudaria a clarear a mente — Agatha respondeu com um tom tranquilo. — Não costumo dormir bem em lugares assim. E você?

Catarina riu suavemente, ajeitando os cabelos que estavam levemente bagunçados pelo vento. Ela parecia mais relaxada agora, sem a pressão de uma abordagem ousada.

— Oh, estou exausta. Meu filho deu um trabalho danado hoje... — ela comentou, com um leve sorriso, como se se divertisse com a situação. — Crianças são sempre imprevisíveis, não é mesmo?

Agatha sorriu de volta para a mulher.

— Com certeza. Eu tenho o Nicolas, que é um pouco... desafiador às vezes — Agatha comentou com um tom tranquilo, fazendo uma pausa. — Ele tem energia para dar e vender, sempre correndo e fazendo perguntas.

Catarina assentiu, seus olhos brilhando com uma compreensão mútua.

— Ah, eu sei como é. O meu filho também tem energia de sobra. Ele não para um segundo, e quando parece que finalmente vai descansar, começa a fazer outra coisa. É uma maratona constante — disse Catarina, gesticulando com as mãos, como se tentasse capturar a ideia. — Eu adoro ele, mas tem dias que é difícil acompanhar.

Agatha deu uma risadinha, sentindo que a conversa estava se tornando mais agradável. Catarina parecia ser uma mulher prática, mas também compreensiva quando se tratava de lidar com as surpresas que as crianças podiam trazer.

— Eu entendo perfeitamente. Nicolas, por exemplo, tem essa mania de perguntar sobre tudo, o tempo todo. Às vezes, só quero um momento de silêncio, mas aí ele começa de novo — Agatha comentou com uma leveza no tom.

Catarina riu baixinho.

— Eu conheço esse tipo. Quando o meu filho não entende algo, ele faz a mesma coisa. Mas, no fundo, você fica pensando que é bom que eles estejam curiosos, né?

Agatha observou Catarina por um momento, sentindo uma conexão mais genuína na conversa. Às vezes, essas interações despreocupadas eram mais fáceis de lidar, sem as pressões ou tensões que podiam surgir em outros contextos.

— Com certeza. E, no fim das contas, a gente acaba adorando essa curiosidade deles — Agatha respondeu com um sorriso suave.

Catarina olhou para ela, mais uma vez parecendo apreciar a companhia de Agatha.

𝐒𝐨𝐛 𝐨 𝐯é𝐮 𝐝𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞-𝐀𝐠𝐚𝐭𝐡𝐚𝐫𝐢𝐨Onde histórias criam vida. Descubra agora