Rio e Agatha desceram as escadas juntas, atraindo olhares enquanto atravessavam o hall até o restaurante do hotel. A combinação das roupas delas era quase como um espetáculo à parte: Rio, com seu estilo marcante e uma postura confiante, contrastava perfeitamente com a elegância sedutora de Agatha.
Ao entrarem no restaurante, a iluminação suave refletiu os detalhes brilhantes no vestido de Agatha, enquanto o couro da calça de Rio parecia absorver a atenção de quem olhava. Elas foram conduzidas até uma mesa próxima à janela, que dava vista para as luzes da cidade à noite.
— Eu juro, esse lugar tem uma energia diferente à noite — disse Agatha, apoiando o queixo na mão enquanto observava as luzes ao redor.
— A única coisa que me interessa aqui é você — Rio respondeu sem rodeios, seus olhos fixos nos de Agatha.
Agatha riu baixo, mexendo na borda da taça de vinho que acabara de ser servida. — Você realmente sabe como manter o clima intenso, hein?
Rio inclinou-se levemente sobre a mesa, sua voz mais baixa. — Não é sobre manter o clima. É sobre você. Não consigo tirar os olhos de você desde que entrou naquele quarto hoje à noite.
Agatha corou levemente, desviando o olhar por um momento antes de voltar a encará-la. — E você acha que eu consigo ignorar você? Com essa camisa... essas calças... e essa confiança?
Rio deu um sorriso de canto, satisfeita. — Estamos empatadas então.
Enquanto esperavam o jantar, a conversa fluiu de forma natural. Elas falaram sobre o dia, sobre Nick, e até brincaram sobre o incidente na piscina.
— Você ainda está pensando naquelas mulheres? — perguntou Agatha, quebrando o gelo com um tom casual.
— Não — respondeu Rio, com um sorriso leve. — Não merecem nem um pensamento meu.
Agatha ergueu a taça, brindando à resposta. — Isso que eu gosto de ouvir.
Quando os pratos chegaram, o aroma delicioso tomou conta da mesa. Rio observava Agatha com atenção enquanto ela começava a comer, o jeito dela fazia tudo parecer encantador.
— Você sempre faz isso? — perguntou Agatha, percebendo o olhar intenso de Rio.
— Fazer o quê? — Rio retrucou, inclinando-se levemente.
— Me olhar como se fosse me devorar — Agatha respondeu, provocativa, com um sorriso nos lábios.
Rio sorriu, seus olhos brilhando. — Sempre. E acho que não vou parar tão cedo.
Agatha riu, um som que fez o peito de Rio aquecer. Elas continuaram jantando, aproveitando a companhia uma da outra enquanto a noite lá fora ficava cada vez mais silenciosa. O restaurante começou a esvaziar, mas para elas, parecia que o tempo tinha parado.
Rio, sem desviar o olhar, segurou a mão de Agatha sobre a mesa. — Quando estamos assim, eu percebo que todo o resto não importa. Só você.
Agatha apertou os dedos de Rio, retribuindo o olhar. — E eu sinto o mesmo. Sempre senti.
Rio não desviava o olhar de Agatha enquanto conversavam, a intensidade de seus olhos deixando claro que sua mente já estava em outro lugar. Elas continuaram a jantar tranquilamente, mas Rio, sempre provocativa, começou a mover a mão que antes segurava a de Agatha sobre a mesa.
Discretamente, ela a deslizou para baixo, tocando a coxa de Agatha por cima do tecido do vestido.
Agatha arqueou uma sobrancelha, tentando não demonstrar nada além de um sorriso casual, mas seus olhos brilhavam com um misto de surpresa e diversão.
— Rio... — Agatha murmurou, mantendo o tom calmo enquanto olhava para ela, mas havia um leve tom de alerta em sua voz.
— Hm? — Rio respondeu, fingindo desinteresse enquanto seus dedos traçavam pequenos círculos na coxa de Agatha.
Agatha respirou fundo, tentando manter a compostura enquanto olhava ao redor do restaurante, certificando-se de que ninguém estava prestando atenção nelas.
— Você sabe que isso não é uma boa ideia aqui, não sabe? — sussurrou Agatha, inclinando-se ligeiramente para Rio.
Rio sorriu, inclinando-se para mais perto também, deixando sua voz baixa e rouca. — Só estou marcando território, meu amor.
Agatha riu baixinho, balançando a cabeça. — E acha que precisa disso? Já te disse que não tem ninguém mais no mundo além de você.
Rio deslizou os dedos um pouco mais para cima, mas logo parou, apenas apertando levemente a coxa de Agatha antes de retirar a mão, satisfeita com o efeito que causou.
— Eu sei disso. Só gosto de te lembrar de vez em quando — Rio murmurou, com um sorriso travesso.
Agatha respirou fundo, ajeitando o vestido e lançando um olhar de advertência a Rio, mas seus olhos brilhavam com um calor inconfundível.
— Você é impossível — disse Agatha, tentando parecer séria, mas o sorriso entregava o contrário.
— Só com você — respondeu Rio, piscando antes de voltar a comer, como se nada tivesse acontecido.
Agatha se recompôs, ainda sentindo o toque de Rio ecoando na pele, e as duas continuaram o jantar, embora o ar entre elas estivesse definitivamente mais carregado.
Rio terminou o último gole do vinho e repousou a taça sobre a mesa, olhando para Agatha com um sorriso curioso.
— E aí, amor... quer pedir alguma sobremesa? — perguntou Rio, inclinando-se um pouco para frente.
Agatha retribuiu o sorriso, mas seus olhos estavam cheios de malícia. — Quero sim.
— E o que seria? — Rio arqueou uma sobrancelha, intrigada.
Agatha se aproximou um pouco mais, baixando o tom de voz, mas deixando a provocação clara. — Você.
Rio piscou, surpresa, e depois soltou uma risada rouca. — Isso foi direto.
Agatha deu de ombros, tentando parecer casual enquanto segurava o riso. — Brincadeira! — disse, piscando para Rio. — Vou pedir um petit gâteau. E, claro, a gente divide.
Rio balançou a cabeça, sorrindo. — Típico de você, sempre pensando em dividir as coisas boas comigo.
Quando a sobremesa chegou, o aroma de chocolate derretido com sorvete de baunilha fez ambas sorrirem. Agatha foi a primeira a pegar a colher, cortando um pedaço pequeno e perfeito.
— Vamos ver se você merece — disse Agatha, com um tom brincalhão, enquanto levava a colher até a boca de Rio.
Rio inclinou-se, fechando os lábios ao redor da colher. Seus olhos estavam fixos nos de Agatha, e ela fez questão de saborear lentamente, soltando um suspiro exagerado.
— Hum... perfeito — murmurou Rio, lambendo os lábios. — Mas tenho certeza de que ficou melhor porque veio de você.
Agatha riu, balançando a cabeça, mas estava visivelmente encantada. Ela pegou um pedaço para si e depois voltou a alimentar Rio, repetindo o gesto com um carinho que não precisava de palavras.
— Você é muito fofa quando está assim — disse Rio, em um tom mais suave, olhando para Agatha com um brilho diferente nos olhos.
— Assim como? — perguntou Agatha, com a colher ainda na mão.
— Doce. Atenciosa. Minha.
Agatha sorriu, segurando o olhar de Rio por alguns segundos antes de cortar mais um pedaço da sobremesa. — Sempre fui sua, Rio.
E assim, elas continuaram dividindo o petit gâteau, entre risos, olhares intensos e um carinho que preenchia o ambiente.
