032. você é minha

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Rio colocou a taça de vinho na mesinha ao lado da planta, o som suave do cristal tocando o móvel quebrando o silêncio da noite. Ela apagou o cigarro de Agatha, seu olhar se fixando nos olhos azuis que brilhavam sob a luz suave da sacada. As duas se observavam por um momento, um silêncio confortável, mas carregado de desejo.

Com um gesto suave, Rio retirou a taça de vinho da mão de Agatha, colocando-a ao lado da sua. Agatha assoprou a fumaça para o lado, o cheiro levemente adocicado se misturando ao ar fresco da noite. Então, Rio tomou a iniciativa, segurando o pescoço de Agatha e deslizando seus dedos pelo cabelo da mulher, arranhando levemente sua nuca. O toque era delicado, mas possessivo, e Agatha gemeu baixinho, sentindo o calor e a energia que Rio emanava.

Quando Agatha tentou se aproximar para beijá-la, Rio se afastou ligeiramente, sorrindo de maneira maliciosa. Um sorriso que dizia mais do que palavras poderiam expressar. Agatha, ainda com os olhos carregados de desejo, não esperou e, com um movimento rápido, a beijou.

O beijo se encaixou perfeitamente, como se o destino tivesse planejado aquele momento. Suas línguas se encontraram, dançando lentamente, explorando o sabor um do outro, em um ritmo suave, quase hipnótico. O som do beijo, os suspiros entre cada troca de carícias, fazia o mundo ao redor delas desaparecer, como se o tempo tivesse parado.

Agatha, ainda sentindo o desejo crescer, levou a mão até a cintura de Rio, apertando-a com firmeza, sentindo a pele quente da mulher sob seus dedos. Em seguida, com um toque mais ousado, ela deslizou a mão livre pela coxa de Rio, deixando um leve aperto, o que fez Rio pressionar suas coxas ainda mais, um gesto involuntário, mas carregado de intenções.

O beijo se interrompeu por um momento, as duas ofegantes, seus lábios rosados e inchados, refletindo a intensidade do momento. Agatha olhou para Rio com um sorriso sutil, ainda sentindo a conexão elétrica entre elas, enquanto Rio a observava com um olhar possessivo e ao mesmo tempo terno.

— Eu não consigo me cansar de você — disse Agatha, a voz suave, quase inaudível, enquanto seus dedos brincavam com o cabelo de Rio, continuando a explorar a suavidade de sua pele.

O beijo foi interrompido.

— Alguém pode nos ver — alertou Rio, sua voz baixa, mas firme, enquanto depositava um beijo suave na bochecha de Agatha e deslizava a mão pelas laterais de seu rosto, acariciando com delicadeza.

Agatha inclinou levemente a cabeça contra a mão de Rio, sorrindo de canto, os olhos ainda brilhando.

— Quem liga? Você se importa? — respondeu Agatha, com um toque de provocação em sua voz.

Rio balançou a cabeça em um silencioso "não", seus olhos entregando um misto de resignação e desejo contido. Ela respirou fundo, um leve sorriso surgindo em seus lábios antes de se levantar.

Agatha permaneceu sentada, os olhos seguindo os movimentos de Rio com curiosidade. Sua expressão estava cheia de interrogações silenciosas, mas ela preferiu não perguntar nada. Em vez disso, pegou sua taça de vinho e, em um único gole, terminou o líquido que já havia perdido o frescor.

A noite estava calma, mas carregada de uma energia que apenas elas podiam sentir. O vento noturno brincava com as cortinas da sacada, enquanto Rio dava passos lentos em direção à porta, mas hesitava, como se parte dela quisesse ficar. Agatha, com um sorriso sutil, sabia que a conversa entre elas ainda não tinha acabado.

Agatha entrou no quarto silenciosamente, mas o que encontrou a fez parar no mesmo instante.

Rio estava deitada na cama, sua figura iluminada pela luz suave que escapava da sacada. Seus cabelos negros estavam espalhados pelos travesseiros como uma moldura caótica e sensual. Ela abriu lentamente as coxas, o tecido fino de sua camisola revelando mais do que escondendo, enquanto sua mão percorria seu próprio corpo de maneira provocante.

Seus olhos, intensos e convidativos, estavam fixos em Agatha. Não havia hesitação em seu olhar; pelo contrário, ele transbordava confiança e desejo.

Agatha permaneceu onde estava, encostada no batente da porta de vidro, um sorrisinho indecifrável se formando em seus lábios. Ela cruzou os braços, observando cada movimento de Rio com uma calma provocativa.

— Vai ficar só olhando? — provocou Rio, sua voz baixa e carregada de desejo.

Agatha inclinou a cabeça ligeiramente, os olhos brilhando com malícia.

— E perder essa cena? Nem pensar — respondeu ela, sua voz tão suave quanto perigosa, como se estivesse saboreando cada segundo daquela visão.

Rio sorriu, mordendo levemente o lábio enquanto continuava a deslizar a mão, seus dedos brincando com sua intimidade e o gesto um convite silencioso para que Agatha se juntasse a ela.

Rio soltou um suspiro carregado de prazer, apertando um de seus seios com mais intensidade, enquanto seus olhos fixavam-se nos de Agatha, que permanecia sentada no banco em frente à penteadeira. A luz suave do quarto criava um jogo de sombras em suas figuras, intensificando a atmosfera carregada de desejo.

Agatha, com o rosto levemente corado, levou seus dedos para dentro do roupão que usava. Seus movimentos eram lentos, quase calculados, mas sua respiração revelava o turbilhão de sensações que a dominava. O olhar entre as duas era um diálogo mudo, carregado de promessas e provocações.

Rio arqueou as costas levemente, exibindo sua sensualidade com um ar provocante. Seus dedos continuaram a brincar com sua intimidade, enquanto seu corpo se movia de forma instintiva, refletindo o prazer que aumentava a cada segundo.

Agatha, incapaz de resistir à intensidade do momento, começou a massagear seu próprio clitóris, os olhos nunca deixando os de Rio. Ela observava cada movimento da mulher deitada na cama, cada expressão, cada gemido suave que escapava de seus lábios.

Quando seus dedos deslizaram para dentro dela mesma, o gesto foi quase uma rendição ao ambiente carregado de tensão. Rio sorriu, seus lábios curvando-se em um gesto de pura malícia, enquanto seus próprios movimentos se tornavam mais intensos.

— Você gosta de assistir, não é? — murmurou Rio, sua voz rouca, carregada de provocação.

Agatha respirou fundo, soltando um leve gemido, mas não respondeu. Ela sabia que não precisava de palavras. O que acontecia entre elas naquele instante era muito mais do que isso: era uma conexão crua, primal, impossível de ser ignorada.

Rio deslizou os dedos lentamente para fora de si, os olhos brilhando com um misto de luxúria e controle, enquanto observava cada reação de Agatha. Ela se levantou da cama, sua postura era de pura confiança, como se soubesse exatamente o que estava fazendo.

Agatha permaneceu sentada, ainda movendo os dedos de forma lenta, o corpo estremecendo ao ver Rio se aproximar. Quando Rio chegou à penteadeira, ela se inclinou, apoiando uma das mãos no encosto da cadeira onde Agatha estava. Com a outra, deslizou os dedos pelo pescoço de Agatha, descendo até a abertura do roupão.

— Está se divertindo, minha bruxa? — Rio sussurrou, seus lábios muito próximos do ouvido de Agatha, enquanto seus dedos afastavam o tecido do roupão, revelando mais de sua pele.

Agatha ergueu o olhar para ela, os olhos cintilando com desafio e desejo.

— Apenas apreciando o espetáculo. Você faz questão de me provocar, não é? — respondeu, a voz baixa, mas carregada de intensidade.

Rio riu suavemente, um som que era ao mesmo tempo sedutor e perigoso. Ela se ajoelhou diante de Agatha, deslizando suas mãos pelas coxas dela até segurá-las com firmeza.

— Provocar você é a melhor parte do meu dia — Rio murmurou, inclinando-se para capturar os lábios de Agatha em um beijo ardente, as mãos apertando as coxas da mulher com intensidade.

Agatha gemeu contra os lábios de Rio, suas mãos movendo-se para o cabelo dela, puxando levemente enquanto o beijo se aprofundava. O roupão já não era mais uma barreira, caindo de seus ombros e deixando Agatha completamente exposta.

Rio se afastou, apenas o suficiente para olhar para Agatha, admirando-a.

— Você é minha, Agatha — sussurrou, com a voz carregada de autoridade e adoração.

Agatha sorriu, desafiadora como sempre, mas havia uma doçura escondida ali.

— Sempre fui.

𝐒𝐨𝐛 𝐨 𝐯é𝐮 𝐝𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞-𝐀𝐠𝐚𝐭𝐡𝐚𝐫𝐢𝐨Onde histórias criam vida. Descubra agora