028. eu voltarei

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Rio se virou, olhando nos olhos de Agatha, uma chama de provocação no olhar. Ela deslizou os dedos suavemente entre os lábios de Agatha, que fechou os olhos por um instante, sentindo o toque delicado. Então ela apertou as bochechas de Agatha com agressividade, uma atitude de cumplicidade silenciosa, antes de beijar seus lábios com intensidade. O beijo foi profundo, cheio de desejo, e Agatha gemeu baixinho contra sua boca, sentindo o coração bater mais rápido.

Rio sorriu ao sentir a reação de Agatha e, sua voz rouca, mas cheia de desejo, disse: — Estou com uma sede por você... — Aquelas palavras fizeram Agatha sorrir de volta, sentindo a conexão crescente entre as duas.

Com um movimento rápido, Rio puxou Agatha para a cama, fazendo o colchão ranger levemente. Agatha olhou para ela, um olhar misto de surpresa e expectativa, mas sabia que nada mais importava naquele momento. Ela só queria gozar, queria ter um momento de prazer. Rio, com o seu poder, trancou a porta do quarto e sussurrou no ouvido de Agatha: — Só por precaução... — As palavras de Rio eram carregadas de segurança, como se tudo ao redor não passasse de um mero detalhe.

O clima entre elas estava carregado, Rio deslizou seus dedos nos braços de Agatha trazendo leves arrepios, mas, antes que pudessem continuar, uma batida suave na porta interrompeu o ambiente. O som foi como um sinal, e as duas se afastaram um pouco, surpreendidas pela interrupção.

— Mamãe... eu tô com fome, — a voz do menino veio do outro lado da porta, interrompendo o momento com um toque de inocência.

Rio parou na mesma hora, olhando para Agatha com um sorriso cúmplice e aquele olhar de quem ainda queria mais. Agatha, por sua vez, soltou uma risada suave, mais divertida do que frustrada, e disse, brincando: — Empatando a diversão... Não, continua. — Agatha então se levantou, ainda sorrindo, e foi até o armário para se vestir.

Rio, com um olhar descontraído, vestiu suas roupas enquanto Agatha fazia o mesmo. O momento íntimo que tinham compartilhado ficou suspenso, mas ainda presente, como uma promessa no ar. Agatha destrancou a porta do quarto, e, em um instante, o menino entrou correndo, com seus olhos brilhando de animação. Ele foi direto para os braços de Agatha, que o abraçou com carinho.

— Mamãe... Rio! — o menino exclamou, apertando as duas com força, como se quisesse absorver todo o carinho do mundo. Agatha se aproximou ainda mais, envolvendo os dois em um abraço caloroso e acolhedor.

Agatha olhou para Rio, com um sorriso no rosto, e falou com ternura: — Vamos comer, vou fazer o café da manhã para você, meu bem. — Seu tom de voz era suave, mas cheio de afeto, como se todo o resto do mundo não importasse naquele momento, só a paz e o conforto de sua família.

Rio sorriu, sentindo o calor do momento. Ela olhou para Agatha com um carinho silencioso, sabendo que, apesar das interrupções, o amor entre elas era inquebrantável.

O trio seguiu para a cozinha, onde o dia começaria de uma maneira simples.

[...]

Agatha estava na cozinha, terminando de preparar panquecas. Colocava mel em uma e, com um toque final, adicionava chantilly, criando uma apresentação digna de um café da manhã especial. Enquanto isso, Nick estava sentado à mesa, balançando as pernas e esperando ansiosamente. Rio estava encostada na bancada, com os braços cruzados e um olhar preguiçoso, mas atento.

Agatha parou por um instante, segurando a lata de chantilly. Seus olhos encontraram os de Rio, e ela sorriu de um jeito travesso, como se uma ideia maluca tivesse acabado de surgir. Mas, ao invés de dizer algo, apenas voltou a preparar as panquecas. Rio arqueou a sobrancelha.

— Está tramando alguma coisa, Agatha? — Rio perguntou, com um tom que misturava curiosidade e diversão.

— Eu? Claro que não... — Agatha respondeu, sem sequer olhar para ela, mas o sorriso continuava em seus lábios.

Rio riu de leve e se afastou da bancada, pegando uma panqueca do prato que já estava pronto. — Vou fingir que acredito.

Nick, que estava observando tudo, pegou o garfo e cutucou sua panqueca impaciente. — Mamãe, posso comer?

— Claro que pode, meu amor. Mas primeiro, espera o chantilly — respondeu Agatha, adicionando uma camada generosa na panqueca do garoto antes de deslizar o prato para ele.

Rio se aproximou da mesa e bagunçou o cabelo de Nick, que sorriu para ela. — Eu tenho que sair daqui a pouco — Rio disse casualmente. — Tenho uma pilha de corpos para buscar...

Agatha olhou para ela com falsa reprovação, enquanto Nick franzia o rosto curioso, mas já acostumado com as falas de Rio.

— Eu amo meus corpos... — Rio continuou, inclinando-se para dar um beijo no topo da cabeça de Nick — ...e amo sua mãe. — Ela olhou para Agatha, com um brilho provocativo nos olhos. — E também amo você, moleque.

Nick riu, balançando a cabeça. — Eu também amo você, Rio.

Agatha colocou as mãos nos quadris, observando a cena com um olhar carinhoso. Ela sabia que Rio tinha seu jeito peculiar, mas aquele era o coração da casa, o que tornava tudo especial.

Nick terminou rapidamente sua panqueca e, depois de um gole de suco de uva, saltou da cadeira.

— Vou assistir, mamães — ele anunciou, já correndo para a sala sem esperar por resposta.

Agatha balançou a cabeça, rindo da energia do garoto. — Ele nunca termina a refeição por completo. Eu senti tanta falta do barulho dele.

Rio riu, pegando os copos da mesa. — É energia de criança, meu bem. Deixa ele gastar isso enquanto ainda pode. — Ela caminhou até a pia com os copos, mas, antes de colocá-los na bancada, voltou até Agatha e a puxou delicadamente pela cintura.

— O que foi agora? — Agatha perguntou, levantando uma sobrancelha enquanto Rio a encarava com aquele sorriso que ela já conhecia bem.

— Nada, só um momento antes de ir. — Rio inclinou a cabeça e encostou a testa na de Agatha, seus olhos fixos nos dela. — Não posso ter um momento especial com a minha mulher?

Agatha tentou não sorrir, mas acabou cedendo. — Não é justo... você sabe que eu gosto disso. Você sabe disso, sua pervertida!

— Sei. — Rio respondeu, deslizando as mãos pela cintura de Agatha e deixando os copos na pia de lado. Ela a puxou para mais perto, seus lábios roçando de leve os dela, sem pressa, a conexão estava tão forte.

Agatha soltou um suspiro, tentando manter um tom sério. — Você vai mesmo me deixar aqui com tudo isso pra lavar?

Rio riu baixinho, dando um beijo rápido, mas cheio de intensidade, nos lábios de Agatha. — Estou te ajudando, não estou? — disse, pegando os outros copos da mesa e os colocando ao lado da pia.

Quando terminou, ela voltou a se aproximar de Agatha, deslizando os dedos pelo rosto dela e segurando-a pela nuca. — Eu preciso ir, mas prometo que volto rápido.

— Promete mesmo? — Agatha perguntou, tentando não soar tão afetada pela presença de Rio, mas o calor na sua voz a entregava.

— Prometo de dedinho. — Rio inclinou-se para sussurrar no ouvido dela. — E, quando eu voltar, podemos terminar aquela ideia que você teve mais cedo... com o chantilly.

Agatha abriu um sorriso, desviando os olhos para disfarçar o rubor em seu rosto.

— Você é impossível. — Ela deu um leve empurrão em Rio, que riu e roubou mais um beijo antes de se afastar. — Mais é a minha insuportável.

Rio caminhou até a porta, lançando um último olhar para Agatha, que ainda estava encostada na pia.

— Eu amo você — Rio disse, com a sinceridade que sempre fazia o coração de Agatha derreter.

— Também te amo, Rio — Agatha respondeu, sua voz tão baixa que mal conseguiu ouvir, mas o sorriso que ela deu foi mais do que suficiente.

E com isso, Rio saiu, deixando o perfume dela ainda no ar e a promessa de um retorno ansiosamente esperado.

𝐒𝐨𝐛 𝐨 𝐯é𝐮 𝐝𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐞-𝐀𝐠𝐚𝐭𝐡𝐚𝐫𝐢𝐨Onde histórias criam vida. Descubra agora