Julianne parou por um momento na porta do quarto de Meryl apenas para poder admirá-la. A loira lhe pareceu tão charmosa e tão linda enquanto lia seu livro, com o óculos quase na ponta do nariz, tão imersa na leitura. Ainda custava a acreditar que a relação de tantos anos, estava mudando de configuração.
Sorrateiramente, sentindo necessidade de estar em contato com seu corpo, Julianne se aproximou, tirou o livro das mãos dela, tomando o cuidado de marcar a página, tirou-lhe os óculos, com uma perna em cada lado do seu corpo, se aconchegou em Meryl, deitando em seu peito, encaixando o nariz em seu pescoço, inalando profundamente o seu perfume.
— Jules, querida...você está com os cabelos tão molhados e está me molhando também!
— Desculpa! - pediu com a voz abafada, pois sua boca estava praticamente colada ao pescoço de Meryl - Mas é que eu precisava ficar assim com você.
— E pode ficar o quanto quiser, mas pegue a toalha para que eu seque seus cabelos. - pediu divertida, achando graça daquela faceta manhosa de Jules e que a agradava tanto.
Julianne levantou a contra gosto, pegou a toalha e se virou de costas para ela, suspirando com aquele cuidado tão carinhoso, pois se comprazia que mexessem em seus cabelos. A medida que ia secando-os os penteava também, para que não ficassem embaraçados.
— Pelo jeito você e a Chris fizeram as pazes!
— Sim...acho que estamos bem.
— Você acha? Bom, pelo gemidos que ouvi daqui, acho que deveria ter certeza. - disse em provocação, deixando Julianne um tanto desconcertada.
— Oh Mer...simplesmente aconteceu...espero que não tenha te deixado chateada com isso.
— Está tudo bem querida. Não vou dizer que não fiquei um pouquinho...mas só um pouquinho enciumada, querendo estar com vocês, mas entendi que precisavam desse momento a sós. Na verdade a Christiane precisava ter você só para ela, para exorcizar todo esse mal estar por conta da Niamh e depois não é como se tivessem me traindo ou excluindo. De certa forma, sabíamos que podia acontecer.
— Sim, a gente sabia. É que talvez eu não seja tão diplomática quando você! - Apertando os braços de Meryl que estava em volta de sua cintura. - E isso vale entre nós também. Acho que precisamos de um tempinho somente nós duas, mesmo porque minha relação com você é diferente da que tenho com ela, afinal, nos conhecemos a tantos anos e de repente, sem que nenhuma de nós tivéssemos controle, tudo mudou.
— Confesso que também estou absorvendo tudo isso. Sobre o por que o desejo entre a gente só aconteceu agora? - Tecendo trança boxeadora nas madeixas ruivas.
— Eu já tinha te visto nua outras vezes, com biquinis, roupas extremamente sexys, mas nunca te olhei com tanto desejo como aquele dia no camarim.
— Mas uma coisa é fato. Hoje não temos mais maridos, roubando nossa atenção. Tão carentes e tão dependentes e talvez isso tenha nos limitado e agora o amor que sempre senti por você, está carregado de paixão, de desejo e eu estou definitivamente adorando viver isso e foi de fato muito desconfortável ver a Niamh tão próxima. Não sou possessiva, mas não nego que me senti ameaçada.
— Eu também te amo muito Mer, e talvez eu tenha achado engraçado esse clima de ciumes, mas não foi minha intenção causar desconforto em vocês duas.
— Não há do que se desculpar sweety. Você é sabe que é livre, aliás liberdade é uma das suas maiores características. És uma força da natureza e eu não estou aqui para te controlar.
— Eu sei disso, mas tenho que admitir, que talvez no lugar de vocês duas, não tivesse me controlado! - rindo do próprio comentário - A Niamh se declarou para mim e fui clara em dizer que tenho compromisso e que é sério e abrir mão do que temos, não é uma opção e depois, só se eu fosse muito tola para trocar duas mulheres maravilhosas, que me deixam cada vez mais apaixonadas por uma que considero apenas colega de trabalho.
— O que temos está sendo realmente maravilhoso!
— Você é tão linda e é tão bom tê-la aqui para mim. - disse com um olhar num misto de inocência e atrevimento, abaixando lentamente a alça da camisola de Meryl, deslizando suavemente a ponta de seus dedos pelo seu braço, subindo para o pescoço, a puxando para um beijo, demorado, explorando cada detalhe daquela boca, percorrendo pelo seu queixo, pescoço, colo até chegar nos seios, pelos quais ela tinha verdadeiro fascínio.
Demorou ali, alternando entre um seio e outro, entre lambidas e chupadas vigorosas, arrancando suspiros da mais velha e a medida que o fazia, apertava as próprias pernas, tamanha excitação, o que não passou desapercebido por Meryl.
— Parece que tem alguém aqui um tanto, digamos...necessitada de um carinho mais quente. - provocou, tocando sua intimidade, fazendo Jules arfar com aquele toque, sentindo aquele dedo longo a explorando com cuidado - Deixe-me cuidar de você querida. - afastando as pernas da ruiva, a querendo exposta, colocando uma de suas pernas em cima de sua barriga.
— Que delícia! Só faz mais forte - pediu manhosa!
— Jules, Jules! Sempre tão afoita. Calma querida...não precisamos de pressa. Deixe-me senti-la. Tudo o que é gostoso a gente aprecia com calma... - olhando intensamente pra ela na intenção de provocá-la. - Se eu te pedir uma coisa, você faz?
Julianne ficou um pouco confusa, pois não tinha ideia do que Meryl pediria, porém jamais recusaria atendê-la, seja lá o que fosse, estava ali disponível e entregue as vontades dela, quase submissa.
— Faço o que você quiser...me pede! - respondeu em desafio.
— Se toca pra mim? - pediu bem próximo ao seu ouvido, arranhando seu pescoço com os dentes, sem tirar os dedos de sua intimidade a sentindo mais desesperada, rebolando - faz dias que sinto esse desejo. Você faria isso por mim, querida. - com a voz suave e delicada, que lhe era comum, mas tão carregada de "más intenções" e isso fez a outra sentir uma forte pontada em seu ventre em excitação.
— E como você quer que eu faça? - perguntou quase não conseguindo usar palavras.
— Senta nos seus calcanhares...agora abre bem as pernas pra mim e deixe-me aprecia-la Sweet.
Julianne a atendeu prontamente, ante aquele pedido excitante mente inusitado. Sentia prazer em se exibir para a mais velha e fazia questão em olha-la nos olhos como se a desafiasse, pois era nítido o quanto a outra também estava excitada, na mesma sintonia, porém a encarava de um jeito que se assemelhava e muito a sua icônica personagem Miranda Priestly, fazendo Julianne ir ao delírio, intensificando ainda mais os seus toques, arrependendo seus dedos com mais afinco para dentro de sua boceta e com a outra mão massageava os seios com força, apertando-os, beliscando os biquinhos coral tão entumescidos, causando uma dor leve, o que aumentava o seu prazer.
— Não não....mais devagar Sweet.... você não vai tirar de mim o prazer de te apreciar, vai? Se você gozar o show acaba e não queremos isso, não é? - se aproximou de Jules , segurando sua mandíbula, acariciando os lábios com o polegar, o qual a ruiva chupou com tanto desejo, como se precisasse sentir algo em sua boca e essa mensagem foi compreendida por Meryl, que lhe deu um beijo de língua, logo se separando encostando-se na cabeceira da cama - continue meu bem, e me avise quando estiver no limite. - mesmo que seu tom de voz parecesse doce, estava carregado de autoritarismo e Jules estava absolutamente disposta em obedecer.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Legado do Desejo
FanfictionTrês mulheres consagradas no cinema se encontram durante as gravações de um filme europeu, em um luxuoso castelo afastado. Meryl Streep, sempre racional e controlada, se vê envolvida em uma teia inesperada de desejo e sedução, ao perceber que há mui...
