C:29 - EU SOU O REI. EU SOU A LEI.

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2722 palavras

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2722 palavras

Quando o sol, preguiçoso, adentrou o aposento, esgueirando-se pelas finas brechas da persiana, o calor lhe tocou a pele com a suavidade de dedos de amante e o acordou. Dorian abriu os olhos com relutância, sentindo o peso do sono ainda sobre seus ombros, o corpo marcado pela tensão de uma noite em claro. Ele se espreguiçou, o estalo dos músculos quebrando o silêncio, um suspiro exalando de seus lábios, um alívio momentâneo. Mas ao olhar para o lado, percebeu algo que não esperava, algo que, por um instante, fez com que o tempo parasse. Thaya de Arthman, tão nua quanto ele, dividia o mesmo lençol, o corpo exposto de forma desafiadora, sem o pudor que ele imaginara. Seus cabelos avermelhados, espalhados desordenadamente sobre o travesseiro, eram como um fogo apagado, mas ainda assim vibrante, como se guardassem o calor das chamas da noite anterior.

Dorian permaneceu imóvel por um momento, os olhos fixos nela, como se tentasse entender a cena que se desenrolava diante de si. Thaya, a mulher cuja presença sempre o encantara, agora repousava ali, inconsciente dos seus olhos, em um estado de vulnerabilidade que ele nunca imaginara ver. Não que ele se importasse com isso. Ela não era de ser poupada ou protegida — ao contrário, era mais perigosa quando parecia ser frágil. Mas havia algo na maneira como ela respirava, em sua pele suave e inatingível, que o fez pensar. Ela era um enigma.

Com o mínimo de movimento possível, ele se levantou, a cama rangeu suavemente sob seu peso, e, enquanto ela continuava imersa no silêncio do sono, ele se vestiu rapidamente, como um homem que sabia o que precisava fazer. A pressa não vinha de um temor, mas da necessidade de seguir com seus próprios planos, sem dar a ela a chance de ver que, em algum nível, ele ainda a temia. Thaya poderia ser uma aliada, mas o jogo deles nunca seria simples, e Dorian sabia que a última coisa que ela queria era ser subestimada.

Ele vestiu as roupas com precisão, sem pressa demais, mas também sem o luxo de um momento de contemplação.

No enquanto, a quietude da manhã foi interrompida quando batidas apressadas soaram através da porta. Dorian havia terminado de se vestir quando ouviu e em um instante, a cama rangeu e a jovem acordou assustada.

— Quem é? — Thaya perguntou, cobrindo seus seios com o lençol, tentando disfarçar o desconforto.

— Não sei, não abri a porta. — respondeu Dorian, sua voz calma, mas alerta.

— Então abra. — Ela o encarou com um olhar de urgência.

— Esconda-se. Depressa. — Dorian ordenou, seu tom firme como sempre, mas uma sombra de preocupação escorria por entre as palavras.

Enquanto ele se afastava em direção à porta, Thaya rapidamente se levantou da cama. Com um movimento ágil, ela se jogou ao chão e se escondeu sob a cama, seus movimentos rápidos e silenciosos como uma serpente. A tensão no ar era palpável, e Dorian, sem hesitar, foi até a porta e a abriu.

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⏰ Última atualização: May 08, 2025 ⏰

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𝐈𝐍𝐐𝐔𝐄𝐁𝐑Á𝐕𝐄𝐈𝐒: 𝑺𝒂𝒏𝒈𝒖𝒆 𝒆 𝑷𝒓𝒂𝒕𝒂Histórias para pegar e não largar. Descubra agora