87 Dias

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Opa! Bão?

Então, estou sumido por alguns motivos, o primeiro que eu falei né de ter algumas responsabilidades novas no serviço, mas a outra é que eu sou autista e TDAH, que delicia!
Então eu ainda estou acostumando com trabalhar em home office e procurando algumas coisas que podem me ajudar com a liberação de dopamina, além da academia durante a manhã e 'tá sendo foda!
Então é-

Mas é isso!
Boa leitura!

GATILHOS: ASSASSINATO.

***

87 dias até o próximo expurgo

Nayeon tinha tentado ficar o máximo possível no hospital, tinha dado o máximo de desculpas o possível, arranjado dores que nunca teve em toda a sua vida, usando sua ansiedade para ficar mais alguns dias, procurando qualquer sequela das agressões de sua mãe, qualquer coisa!

Mas não conseguia mais.

Seria liberada em três dias.

- Eu estou com medo... - Admitiu contra o peito de Chaeyoung, em alguns momentos se arrependia de ter as deixado entrar no quarto, Tzuyu e os médicos concordavam que houve uma grande melhora depois daquilo.

- Eu sei... você poderia sair antes e voltar para casa com a gente, meu apartamento é seguro.

- Tenho uma amiga que serviu comigo no exército, ela ficou conosco aqui no hospital, posso tentar chamar ela para trabalhar com a gente para ficar pessoalmente com você.

- Não... isso.. eu tenho medo por vocês.

- Você não precisa pensar na gente, Nayeon, você está em perigo. Mais do que qualquer uma de nós.

- E se fizer isso vocês também estarão, mais que o normal. Eu... vocês agora sabem o que pode acontecer, porque eu me escondia de vocês. Eu não posso deixar meus pais chegarem em vocês.

- Nayeon...

- Meu amor... eu pelo menos tenho Jeongie pra me proteger, mas e você? Quem é que vai te proteger, Yeonnie?

- É isso que vocês precisam entender... é por isso que eu preciso... que eu tentei... não tem como ninguém me proteger...

Jeongyeon sentiu seu peito doer, sabia perfeitamente que aquilo era verdade, Chaeyoung estaria segura enquanto estivesse ao seu lado, conhecia o apartamento da Son como a palma de sua mão, tinha acesso às câmeras de segurança de todo o prédio - e tinha alguns motivos para terem escolhido um e não uma casa em um condominio -, do apartamento em si, armas escondidas em lugares específicos por ele, mas... Nayeon?

Quem iria contra os Im para ajudar Nayeon?

Jeongyeon.

Ela iria.

- Vai ficar tudo bem... - Yoo sussurrou, seus lábios pressionando contra a cabeça de Nayeon. - Eu vou te tirar de lá.

A Im riu irônica, não era possível, não queria nem que a Yoo pensasse naquilo, não queria que as esperanças delas subissem.

- Não ri de mim, Nayeon. Eu vou conseguir, você vai ser nossa esposa e eu vou tirar esse sobrenome maldito de você.

- Olha por esse lado. - Chaeyoung chamou a atenção com um sorriso leve. - Quando nossa mulher conseguir, você terá dois sobrenomes para escolher.

Sem perceber, Nayeon soluçou com o choro preso em sua garganta, sair daquela casa sempre foi o seu maior sonho, sair para ser a esposa daquelas duas seria tudo que a faria feliz, talvez criar alguns bebês com ela com todo amor que seus pais nunca a deram, mas parecia tão distante, tão impossível.

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