ANTONIO RÜDIGER

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Pedido da: lua_do_hiei (mil desculpas a demora).

Eu não estava planejando sair naquela noite. Depois de uma semana cheia de estudos e trabalho, tudo que eu queria era uma noite tranquila em casa. Mas Ana, minha amiga e praticamente minha consciência ambulante, tinha outros planos.

— Clara, você está em Madrid, pelo amor de Deus! Não pode desperdiçar isso! — ela insistiu, já mexendo no meu guarda-roupa em busca de algo para eu vestir.

Me rendi à sua energia contagiante. Pouco depois, estávamos em uma boate lotada no centro da cidade. Luzes coloridas piscavam no ritmo da música eletrônica, e eu me perguntava se sair tinha sido uma boa ideia.

Fui até o bar, decidida a começar a noite com um mojito. Enquanto esperava, senti alguém se aproximar.

— Mojito? Boa escolha — disse uma voz grave, levemente rouca.

Eu me virei e dei de cara com um homem alto, de pele bronzeada e um sorriso que parecia iluminar o ambiente. Reconheci imediatamente: Antônio Rüdiger, jogador do Real Madrid.

— É o que dizem — respondi, tentando soar casual, embora meu coração estivesse acelerado.

— Posso garantir. Sou quase um especialista — ele disse, com um sorriso de lado que parecia uma assinatura.

Conversar com ele foi mais fácil do que eu imaginava. Antônio não era apenas o atleta famoso que eu via na televisão. Ele era engraçado, inteligente e tinha um jeito descontraído que fazia qualquer um se sentir à vontade.

Depois de um tempo, ele me convidou para dançar. E, bom, quem sou eu para recusar? A música era contagiante, mas o que realmente me envolvia era a presença dele. Sentir o calor de seu corpo próximo ao meu, o jeito como ele me olhava… eu me sentia como se fosse a única pessoa naquela pista de dança.

No meio de uma música mais lenta, nossos olhares se cruzaram de novo. Ele sorriu antes de se inclinar. E então me beijou.

.

Depois de horas dançando e conversando, notei que o clube estava esvaziando. Eu já estava pensando em chamar um táxi quando ele sugeriu:

— Minha casa não é longe daqui. Se quiser, podemos continuar a conversa lá.

Fiquei surpresa com o convite. Não parecia algo planejado, mas sim espontâneo, sincero.

— Está me convidando para conhecer sua "coleção de mojitos"? — brinquei, tentando disfarçar minha hesitação.

Ele riu, um som grave e caloroso.

— Prometo que são os melhores de Madrid.

Concordei. Algo nele me transmitia segurança, além de um encanto irresistível. Caminhamos pelas ruas tranquilas da cidade, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo.

Quando chegamos à sua casa, fiquei impressionada. Não era ostentosa, mas tinha um toque de sofisticação e conforto. A decoração refletia sua personalidade: moderna, mas com detalhes aconchegantes.

— Pode se sentar. Vou preparar algo especial para você — disse ele, indo até a cozinha aberta.

Enquanto ele mexia nos ingredientes, aproveitei para admirar a vista da varanda. A cidade parecia tão calma vista dali, como se estivéssemos em nosso próprio mundo.

Ele voltou com dois copos.

— Mojito, versão Rüdiger — anunciou, entregando um deles para mim.

Tomei um gole. Era surpreendentemente bom.

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