VOLTEIIII AMORES!
Essa história é do Biel, jogador do Bahia.
O sol começava a se pôr quando ouvi o som da chave girando na fechadura. Meu coração deu um salto tão forte que quase pude ouvir o eco no peito. Era ele. Era agora. Tantas vezes imaginei esse momento, planejei como dar a notícia, mas estar prestes a fazê-lo de verdade me deixava com as mãos suadas e as emoções borbulhando.
A porta se abriu devagar, e Biel entrou com aquele jeito cansado, os cabelos um pouco bagunçados e a pele ainda úmida de suor. O olhar dele encontrou o meu, e o cansaço nos olhos desapareceu como mágica, substituído por um sorriso que ainda me fazia sentir borboletas no estômago, mesmo depois de tantos anos juntos.
— Oi, amor — ele disse, deixando a mochila cair no chão com um baque surdo.
— Oi, vida — respondi, me aproximando dele com um sorriso nos lábios. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, enrosquei meus braços em volta do pescoço dele, puxando-o para um beijo demorado.
Ele não precisou de mais convite. Sua boca encontrou a minha com aquele misto de ternura e desejo que só ele sabia equilibrar tão bem. As mãos dele deslizaram para minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. Senti o calor familiar de seus dedos subindo um pouco mais pelo meu quadril, apertando de leve. Suspirei contra os lábios dele, sorrindo.
— Saudade, hein? — ele murmurou, com um brilho divertido nos olhos.
— Sempre — sussurrei, mordiscando o lábio inferior dele.
Ele riu baixinho, mas algo na minha expressão o fez inclinar a cabeça, curioso.
— O que foi? Você está com uma cara de quem aprontou alguma coisa.
— Talvez eu tenha mesmo — respondi, deslizando os dedos pela nuca dele. — Mas primeiro, vai tomar um banho. Tenho uma surpresa pra você.
Os olhos dele brilharam com aquela faísca de antecipação.
— Uma surpresa? Melhor eu correr então.
Ele deu um beijo estalado na minha testa antes de subir as escadas, os passos apressados. Quando ele sumiu pelo corredor, soltei o ar que nem sabia que estava prendendo. Olhei para a sala, onde tudo estava perfeitamente arrumado. A pequena caixa branca repousava na mesa de centro, enfeitada com uma fita rosa. Ao lado, uma foto do ultrassom e um bilhete simples: “Estamos crescendo.”
Helena, nossa filha primogênita, brincava com seus bloquinhos no tapete, a concentração no rostinho me fez sorrir. Ela era o nosso milagre, nossa primeira grande alegria, e agora estava prestes a ganhar uma irmãzinha.
— Vamos contar para o papai, princesa? — sussurrei.
Helena me olhou, seus grandes olhos castanhos brilhando, e bateu palminhas. Era impossível não sorrir com aquela energia tão pura.
Logo Biel desceu as escadas, os cabelos ainda molhados, uma camiseta simples moldando os músculos dos ombros. Ele parou quando viu a caixinha na mesa e a expressão no meu rosto.
— Cedriny, o que é isso? — perguntou, a voz baixa e carregada de expectativa.
— Vem cá — pedi, estendendo a mão para ele.
Ele se sentou ao meu lado no sofá, Helena rindo entre nós. Peguei a caixinha e entreguei para ele. Biel olhou para mim uma última vez antes de soltar a fita com cuidado. Ele abriu a tampa e ficou imóvel quando viu a imagem do ultrassom.
Por um segundo, o tempo parou. Depois ele me encarou, os olhos marejados, a voz falhando.
— É... é o que eu estou pensando?
— Sim, amor. Vamos ter outra menina.
Uma lágrima deslizou pela bochecha dele enquanto o sorriso mais lindo do mundo se espalhava pelo rosto. Ele colocou a caixa de lado e puxou meu rosto para mais um beijo, este cheio de gratidão e ternura. As mãos dele seguraram meu rosto com carinho, os polegares afastando lágrimas que eu nem percebi que haviam caído.
— Você me faz o homem mais feliz do mundo, Cedriny — murmurou contra meus lábios, antes de descer os beijos pela minha mandíbula até o pescoço. Senti um arrepio gostoso subir pela espinha.
— Eu te amo tanto, Biel — sussurrei, os dedos se perdendo nos cabelos dele.
Helena, com um senso perfeito de timing, puxou a camiseta dele e riu alto. Nós dois rimos junto, ele abaixando para pegá-la no colo e a encher de beijinhos na bochecha.
— Ei, princesa, você vai ser a melhor irmã mais velha do mundo — ele disse, apertando-a contra o peito.
— Mamãe disse que é outra neném — ela respondeu, com aquela voz doce que me derretia.
— É sim, meu amor — confirmei, sorrindo.
Biel colocou Helena no chão e voltou para mim. Ele se ajoelhou e, com um carinho infinito, passou a mão pela minha barriga ainda discreta.
— Oi, meu amorzinho. Papai já te ama muito.
Fechei os olhos, deixando aquele momento nos envolver. Nossa família estava crescendo, e o amor que tínhamos parecia se multiplicar a cada segundo.
— Obrigada por sonhar comigo, amor — sussurrei, sentindo a felicidade transbordar.
Ele subiu de novo até meus lábios, selando aquele momento com um beijo profundo.
A vida nunca foi tão doce.
Fim.
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IMAGINE JOGADORES
Fiksi PenggemarAceito pedidos! Minha primeira vez fazendo isso!!📍 Autora: Ana💖
