FREDERICO VALVERDE

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Era um dia agitado em Madri, daqueles que te deixam mais ansiosa do que deveria. Eu havia acabado de sair de uma reunião, o celular vibrava constantemente com mensagens sobre prazos, e meu único desejo era um café forte e um momento de silêncio. Caminhando distraída pela Gran Vía, acabei esbarrando em alguém.

"Perdón," disse ele, com um sotaque que imediatamente chamou minha atenção.

Levantei os olhos, pronta para pedir desculpas também, mas minhas palavras ficaram presas na garganta. À minha frente estava Federico Valverde, jogador do Real Madrid. Ele vestia uma camisa preta que realçava os ombros largos e um sorriso quase tímido que parecia deslocado em alguém tão conhecido.

"Não, desculpa, foi minha culpa", respondi, sentindo o rosto corar.

Por um segundo, ele me olhou como se me conhecesse. Seus olhos percorreram meu rosto, e então ele falou:
"Você é Mina Bonino, não é? Vi seu programa outro dia. Você tem uma forma apaixonada de falar. Gostei disso."

Fiquei sem reação. Ser reconhecida por alguém como ele não era exatamente algo comum no meu dia a dia. Tentei manter a compostura.

"Ah... obrigada. E você, bom, você é Federico Valverde."

"Fede," corrigiu ele, com um sorriso fácil. "Eu posso te chamar para um café? Parece que você também precisa de um momento longe do caos."

Era tão espontâneo que, antes mesmo de pensar, eu aceitei. Caminhamos até um café discreto e quase vazio, onde nos sentamos em uma mesa de canto. Havia algo nele que era magnético, uma mistura de confiança e simplicidade que me fazia esquecer quem ele era.

Ele perguntou sobre meu trabalho, e eu contei sobre a pressão de prazos e as noites sem dormir. Quando percebi, estava desabafando mais do que pretendia. Ele me ouviu com atenção, os olhos fixos nos meus, como se nada mais importasse naquele momento.

"Você carrega muito peso, Mina. Deve ser difícil", disse ele, e havia uma sinceridade em sua voz que me desarmou.

"Bom, acho que você entende. Sua vida também não deve ser exatamente fácil, certo?"

Ele deu de ombros, mas o sorriso diminuiu. "Às vezes, as pessoas esquecem que somos humanos. Que também erramos, que também sentimos. É bom conversar com alguém que não está esperando que eu seja perfeito."

A conversa continuou, deslizando naturalmente entre risadas e reflexões. Quando o sol começou a se pôr, o clima mudou. A luz dourada atravessava a janela, criando um ambiente quase mágico. Ele se inclinou um pouco mais para perto, e a distância entre nós parecia diminuir a cada segundo.

"Mina", ele disse baixinho, como se testasse meu nome em seus lábios. "Você me faz sentir... confortável. Isso é raro para mim."

Meu coração acelerou. Havia algo nos olhos dele, uma intensidade que me prendia. Nossas mãos estavam próximas sobre a mesa, e, quando ele tocou a minha, foi um gesto tão natural que não pensei em recuar.

"Eu também sinto isso", admiti, minha voz quase um sussurro.

Ele sorriu, e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele se aproximou mais. Seus dedos tocaram de leve meu rosto, deslizando até minha nuca. E então aconteceu: o primeiro beijo.

Foi suave no início, quase como uma pergunta, mas se tornou mais profundo, mais intenso. A mão dele na minha cintura me puxou para mais perto, e eu me perdi completamente na sensação. O calor do corpo dele parecia atravessar qualquer barreira, e eu podia sentir a força contida nos seus movimentos.

Quando finalmente nos afastamos, os olhos dele estavam fixos nos meus, como se quisesse gravar aquele momento na memória.

"Isso foi..." comecei, mas minha voz falhou.

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