35'- lying again

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🎵 and do you hide your identity
where you hide your grin

boa leitura!

◾️Dulce◾️

Eu com certeza não estou pronta para emoções, então quando eu abro a porta da cabine do banheiro e sou empurrada de volta para dentro com alguém segurando minha cintura com uma mão enquanto a outra cala a minha boca, minha primeira reação é me debater. Meu grito sai abafado contra os dedos dele, mas isso não impede que ele me jogue contra a parede e pressione seu corpo contra o meu, me prendendo totalmente nesse pequeno espaço.

Continuo tentando chutar e bater nele, mas é claro que não sou tão forte. Ainda assim, não estou facilitando as coisas. E quando eu consigo chutar a sua barriga, ele passa seu braço sobre o meu peito e tira de um dos bolsos um canivete dourado. Só assim eu fico completamente estática e arregalo os olhos. Ele sorri e direciona a ponta do canivete para o meu olho esquerdo. A lâmina está tão perto que tudo em volta dela se desfoca na minha visão.

— Não é tão corajosa agora, uh? — ele zomba.

— Christopher, isso não tem graça.

— Não tem? — ergue uma sobrancelha. — Achei que isso te deixava excitada.

— Agora não. — mantenho meu semblante sério e firme, mas faço questão de grudar minhas costas na parede para me afastar o máximo que posso do canivete.

— É por estar brava? — ele passa a parte não cortante do canivete no meu rosto, descendo o objeto frio pela minha bochecha. — Ficou com raiva quando me imaginou entre as pernas da Maite?

— Vai se foder! — ralho entredentes.

Quando ele solta uma risada irônica, meu desejo de matá-lo aumenta.

— Agora sabe um pouco como eu me sinto, meu anjo. — a lâmina passa para a minha outra bochecha. — Quando eu soube o que você fazia para sobreviver, tive vontade de colocar fogo nessa cidade toda.

— Dá pra parar? — peço tensa quando percebo que a lâmina está descendo para o meu pescoço.

— Eu nem comecei.

O metal desce pela minha garganta e eu engulo em seco involuntariamente. Ouço a porta do banheiro ser aberta do lado de fora da cabine onde estamos. As vozes de duas garotas se misturam, soando altas e animadas. Christopher estreita o olhar para mim como se me desafiasse a pedir ajuda. E eu poderia, eu deveria mesmo fazer isso. Mas por alguma razão, meu corpo me trai e eu fico sem reação alguma até ouvirmos as meninas saírem do banheiro.

— Boa menina. — ele sorri de forma maldosa. — O que eu deveria fazer para te punir? — indaga com um semblante distraído, ainda fazendo desenhos com a lâmina na pele do meu pescoço.

— Me punir? — desdenho antes de engolir em seco quando sinto ele pressionar o objeto em um local mais sensível. — Você deveria ser punido.

— Sabemos que isso não vai acontecer. — ele tenta colocar o joelho entre as minhas pernas, mas eu as mantenho fortemente fechadas. — Abre. — diz com seriedade.

— Não.

— É melhor fazer o que eu mando.

— Não! — repito olhando bem em seus olhos.

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