A HISTORIA DE ALEC JÁ ESTÁ NO PERFIL!
ALEC
Eu amo minha irmã mais do que qualquer outra coisa nesse mundo, de verdade. Mas a crise de pânico de Megan me serviu como uma luva.
Vê-la sendo levada até o altar pelo próprio marido é algo que me deixa totalmente aliviado.
Ficar tão exposto assim, para mim, é um tiro no pé. Tem muita gente aqui e mais da metade não faz ideia de quem eu sou ou de onde surgi. Então elas vão tentar se aproximar, fazer perguntas e eu vou acabar tendo que matar aquela que me irritar primeiro.
O que ocasionaria um pequeno caos. Não que eu não goste, para ser sincero eu adoraria ver sangue para todos os lados desse lugar, mas Lucius me fuzilaria sem pensar duas vezes.
A melhor opção é continuar nas sombras.
Por enquanto...
Desde que saímos daquele inferno era nítido que Meg estava a um passo de surtar. Olhos assustados, sempre escondida atrás de Lucius como uma criança com medo do homem do saco.
Alerta a todo instante com tudo e todos.
Não que eu também não seja assim, sou bem pior. Mas minha irmã não, ela não precisa estar em alerta o tempo inteiro, não precisa viver com medo. Ela não merece.
Observo a cena a minha frente e um suspiro de alívio escapa ao vê-la bem e sorrindo enquanto o padre fala asneiras para os dois.
Recebo um cutucão e encaro o homem ao meu lado.
- Ao menos finja estar feliz, filho. - Rolf pede.
Rolf Zimmer. O homem que mesmo que eu não tenha seu sangue me trata com o mesmo carinho e cuidado que tem por Meg, sua neta.
Quando nos encontramos pela primeira vez, ao me abraçar disse palavras que ficarão guardadas por minha vida inteira.
-Não ligo de onde veio ou se não tem meu sangue, você é meu neto querido a partir de hoje. Eu mataria e morreria por você, agora tem uma família Alec.
O homem me adotou como um filho desde então.
- Eu estou feliz, Rolf. - Afirmo.
- E eu acredito, porém seu olhar assassino para todos ao redor não está ajudando.
Dou de ombros e reviro os olhos.
- Eu não ligo, não sou de aparências. Não consigo fingir que não quero acabar com esse show e ir para casa o quanto antes.
Sua risada discreta me faz dar um sorriso ladino.
Graças a falta de paciência do meu cunhado, logo o padre finalizou a cerimônia e todos se espalharam pelo enorme jardim para aproveitarem a festa. O que é uma ótima chance de me misturar na multidão e vazar daqui rapidinho.
Amanhã ligo para Megan e parabenizo o casal. Hoje só preciso de uma dose de whisky e cama.
Enquanto caminho para os fundos da casa onde deixei meu carro algo se choca contra meu corpo, ou melhor, alguém.
- Mas que porra! - Xingo ao ver a mulher na minha frente ainda de joelhos devido ao esbarrão. - Você é cega garota?
Ela levanta rapidamente com os olhos assustados, mas desvia o olhar do meu enquanto limpa os joelhos.
- Me desculpa! Eu sinto muito! Estava distraída, não quis machucar você, me perdoa por favor! - Tagarela enquanto divide a atenção entre mim e seu joelho ralado.
A garota tem bem menos do que minha altura, o cabelo que bate na cintura é liso e preto assim como a roupa que visto. Sua pele é tão alva que tenho certeza que posso ver as veias de seus braços sem muito esforço.
- Tanto faz, só preste atenção por onde anda.
- Meu nome é Liandra, mas pode me chamar de Lia, qual o seu? - Pergunta com um sorriso enorme no rosto.
Antes que outra grosseria saia da minha boca, outra pessoa interrompe.
- Liandra! Algo errado?
Encaro o homem atrás da garota que logo o abraça de lado.
- Está tudo bem pai, eu apenas esbarrei nesse moço e estava me desculpando.
- Peço que releve a desatenção de minha filha senhor Zimmer, ela é só uma adolescente encantada com o mundo fora da nossa mansão.
Um pequeno detalhe que esqueci de mencionar, eu precisava de um sobrenome e Rolf fez questão que eu usasse o seu. Fim.
- É melhor ter mais atenção na garota.
Digo antes de dar as costas e continuar o trajeto que estava fazendo.
Ja dentro do meu carro, observo de longe a intenção entre pai e filha. A garota tagarela sem parar enquanto o pai tenta manter a pose durona, mas falha ao ver o sorriso da filha.
Desde que passei a viver no mundo real, aprendi que conviver com outros seres humanos é extremamente estressante.
Falam demais, perguntam demais e gostam de nos tocar sem permissão.
Por isso evito ao máximo outras pessoas, salvo Meg que apesar de adorar conversar, me entende e se contém ao máximo quando está comigo. Lucius também não é uma má companhia, ele é tão silencioso quanto eu.
Ryan e família me tiram do sério. A não ser pela filha deles, que eu entendo perfeitamente ser um bebê em fase de aprendizado, logo seus murmúrios para tentar formar palavras não me irritam.
Ao longe vejo Rolf percorrendo os olhos por todo o jardim, concerteza me procurando. Arranco com o carro e saio o quanto antes dali.
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RUSSO
RomanceUm sonho e um rosto foi o bastante para Lucius ficar obcecado por ela. Mas quem é essa mulher? Ela existe mesmo ou é tudo imaginação de sua cabeça? Megan é uma garota com marcas do passado que faz de tudo para esquecer o terror que viveu, mas o pas...
