hearts will be broken

109 8 2
                                        

Acordei com o alarme das cinco da manhã, meus olhos ardiam de tanto sono. Conseguia ver pelas amplas janelas que o nascer do sol estava lindo, caminhei até as janelas e puxei a cortina e a luz entrou pelo meu quarto, fiquei alguns minutos encostada olhando a vista e deixando a claridade me acordar aos poucos. Meu corpo realmente despertou assim que teve contato com a água fria, me ensaboei com minha melhor espuma para que ela pudesse sentir meu cheiro pela casa, pelo menos pela última vez pois não contava em vê-la novamente tão cedo. Conforme fui me massageando meu corpo foi se esquentando com as imagens de Caroline, como seu rosto é lindo e expressivo, em como sua boca é macia e gentil e em como sua voz é linda, cantando e... ah, gemendo.
Meus dedos foram ao óleo de banho, despejei em minha mão e mesmo sentindo que seria algo horrível de se fazer, levei a minha ereção. Massageei de leve, com os olhos fechados, me lembrando dos seus olhos presos nos meus, das suas mãos em meu pênis, das coisas que ela conseguia fazer sendo tão inexperiente.

Carol... — sussurrei jogando a cabeça para trás, meu maior desejo é que ela estivesse comigo nesse chuveiro.

Conforme as cenas foram vindo fui massageando mais rápido, descendo a mão pelo comprimento, toquei em meus seios os apertando e sentindo uma enorme vontade de gemer alto, mas comprimi o som com meus lábios fechados e gozando uma boa quantia de quem não age igual adolescente ha bons meses. Voltei para baixo da ducha, sentindo a água me consumir e abaixar meus batimentos cardíacos. Sumi com as evidências de uma suposta diversão e me sai do banho me enrolando em uma toalha aquecida.
Já vestida me retirei do quarto indo diretamente a cozinha passar um café preto com a enfiem sensação de estar sozinha, enquanto a cafeteira fazia o trabalho fui caminhando até o quarto de Carol, a porta estava entreaberta mas não conseguia vê-la, me espreitei mais um pouco e pude ver alguns fios ruivos saindo debaixo da coberta e a silhueta de seu corpo modelado debaixo do edredom. Caminhei lentamente até seu lado da cama, puxei a coberta de seu rosto e o vi ser iluminado me mostrando os olhos inchados e o rosto avermelhado, deslizei o dedo por sua pele lisa. Arfei.

É feio entrar sem bater. — seus lábios se moveram antes de abrir seus olhos.

Queria saber se está bem, antes de ir... — falei sussurrando.

Estou brincando, você está na sua casa. — disse se sentando na cama. Ela está linda! — Estou de saída também. — disse levantando.

Aonde vai? — perguntei colocando as mãos nos bolsos.

Não faz isso... — me repreendeu.

O que? — virei de costas, pois ela simplesmente começou a se trocar em minha frente

Não se apegue. — me virei novamente, ofendida pela resposta descarada — Pode olhar, não é nada novo para você. — era tudo novo ainda.

Guarda esse ego no bolso, Caroline. — falei deslizando os olhos por ela.

Eyes don't lie. — disse em seu inglês mais puxado, me arrepiei — Você nega a si mesma. — falou colocando a sua camiseta.

Caroline... — falei a seguindo pelo ambiente.

— Eu amo como chama meu nome... — outro arrepio — você tem óleo de cabelo? — perguntou se olhando no espelho.

No meu banheiro. — ela entrou em meu quarto sem pedir licença, foi rápida até o banheiro.

Fique, eu já vou... tem café. — falei virando as costas.

Seu banho foi bom? — a vi me olhar por cima do espelho. — Consegue me deixar em um lugar? — ela mudou de assunto quando me viu ruborizar, não havia como ela saber.

The Lake House (Dayrol)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora