Segurei em sua cintura com tanta firmeza que acredito que ela se assustou, sempre a toquei com tanta delicadeza como se Caroline fosse quebrar, mas é porque eu tinha certeza que ela não fugiria de mim se eu fosse firme, então agora cravei meus dedos em sua cintura e a olhei nos olhos, ela estava um pouco embargada pelo álcool, mas estava com aquele olhar de garota que está confusa e não sabe o que fazer. Eu não queria indecisão, queria aquela Caroline confiante, queria sentir que não havia dúvidas sobre o que ela queria comigo e gostaria de ver seu desejo no seu olhar como vi tantas vezes. Eu recuei, me afastei de seu corpo e comecei a soltar aos poucos sua cintura. Minha mente me impedia de terminar de soltar, pois em dois anos nunca senti seu perfume tão próximo como agora, seu corpo tão quente com o verão da Califórnia, seu hálito refrescante mesmo com o cheiro do vinho e sua boca tão agradável entreaberta para eu beijar-la. Dei um longo suspiro e tirei minhas mãos de seu corpo fino e modelado, percorri o dedo pelo seu rosto macio e guardei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha para fitar melhor os detalhes de seu rosto tão angelical.
Antes que eu pudesse pensar em mais algo, senti sua mão vir até meus cabelos negros e me puxar pela nuca. Eu não lutei, apenas deixei nossos lábios se tocarem por alguns minutos, até ela abri-los para que eu pudesse envolver nossas línguas e provar do seu sabor novamente. Um beijo saudoso, nada gentil e muito apreçado, como se dependêssemos daquilo para continuarmos vivas e sinceramente, eu não me sentia tão viva assim há anos. O seu beijo estava mais firme, era como se até seu beijo tivesse amadurecido, tentei ao máximo não sentir ciúmes para não interromper o nosso beijo. Ela me puxou pela camiseta me fazendo subir em cima dela, não neguei pois jamais pararia de beija-lá novamente, não perderia essa oportunidade. Gostaria de dizer tantas coisas, falar da saudade que eu senti, dos desejos que eu reprimi e se ela soubesse quantas vezes cogitei pegar um avião e correr atrás dela, mas o que me fez desistir é que eu jamais saberia onde encontrá-la.
Me senti ser sugada de meus pensamentos quando sua mão saiu da minha nuca e foi para a minha bunda, me apertando contra sua pélvis, tentei arfar, mas ela prendeu seus lábios nos meus me impossibilitando. Desci os beijos para seu pescoço, ela gemeu quando passei minha língua por sua jugular, pude sentir seu coração pulsar em minha língua de tão acelerado que estava. Sorri enquanto a beijava novamente, eu também acelerava seus batimentos, eu também causo efeitos nela.
— Você está tão cheirosa. — falei no pé de sua orelha, tão baixinho que não soube se ela conseguiu entender.
Ela puxou meu rosto de volta para o meu pescoço, me fazendo beijar ali e descer beijando até o meio de seus seios naquele colete que os realçava tanto. Enquanto eu beijava fui abrindo os botões e percebi que ela estava sem sutiã, seus peitos cheios tombando para os lados me fez aguar de desejo, eu apenas queria chupar cada pedacinho daqueles seios e dela. Não perdi tempo, apenas a olhei nos olhos e os envolvi em minha boca, fui sútil segurando a vontade de sugar seu corpo todinho.
— Pela primeira vez me sinto perdida em seu corpo. — falei voltando para a sua boca.
— Me leva para a sua cama, tenho certeza que lá você irá se achar em mim. — falou com sua voz mais sexy possível.
Agarrei em Caroline e a carreguei até meu quarto, com suas pernas enroladas em minha cintura e sua boca colada na minha. Ela estava tão mais leve, mas com o corpo mais forte e bem definido. A joguei na cama, vendo seu corpo em minha cama, os seios descobertos e a pele com marca de bronzeado. Tirei minha camiseta sem desgrudar o olho de seu corpo, mas senti seus olhos queimar minha pele e aquilo me constrangeu, fiquei apenas de cueca e subi pelo seu corpo. As cortinas estavam abertas e os postes iluminavam o meu quarto, dando uma ótima visão de seu rosto me fitando e do seu corpo se despindo. Que delícia!
Voltei a beijar me desfazendo de seu colete e agora tentando abrir seu cinto. Ela afastou seus lábios do meu para sorrir, suas mãos saíram de mim e foram para seu cinto e os abriu com tanta facilidade. Ela tocou em meu rosto com sua palma macia e passou a me encarar com aqueles olhos tão castanhos.
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The Lake House (Dayrol)
Hayran KurguLondres: tempos atuais. Fui enviada da Califórnia para cá na tentativa estúpida de resolver mais um caso. O que eu não acho ruim, viajar tem sido meu alicerce para fugir de alguns problemas pessoais, mas não há nada de bom em casos assim. Uma garo...
