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Dois meses depois

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Dois meses depois...

Acordei com uma fresta de sol fraco passando pela cortina do quarto. Pisco algumas vezes pra me acostumar com a claridade do início do dia invadindo nosso quarto. Hoje é domingo, sem corridas, sem caos, apenas um dia calmo e tranquilo.

Me viro na cama vendo que Charles já não estava ali mais. Ouso barulhos distantes vindo da cozinha e um cheirinho muito bom de café. Acho que alguém está preparando nosso café da manhã.

Ontem foi o dia de descobrirmos o que o baby da Lis e do Max era. Ela já está de três meses, o que é surpreendente já que no casamento deles ela estava de um mês de gravidez a gente não sabia ainda, na cabeça de todos nós ela ainda estava de poucas semanas.

E adivinhem? É uma menina, sim, meu irmão vai ser papai de uma menina. Todos ficaram absurdamente felizes, Melina então nem se fala, ficou radiante por saber que terá uma priminha.

Ontem, depois do pequeno chá revelação no apartamento deles, Carlos e Rebecca pediram para a gente se podiam levá-los para a casa deles pois iam ao shopping com eles hoje. Obviamente deixamos e os gêmeos amaram a ideia.

Eu e Charles aproveitamos nosso tempo sozinhos, acho que aproveitamos até demais ontem a noite. Hoje durante o dia ficaremos sozinhos também, o que é raro de acontecer depois que eles nasceram. Vamos aproveitar bastante isso.

Bom, me levantei e vesti uma camiseta do Charles que achei jogada no chão, prova de ontem. Amarrei meu cabelo em um coque bagunçado e fui pro banheiro fazer. Fiz minha skincare diária e escovei os dentes.

Saí do banheiro e saí do quarto também a procura do Charles. Fui até o cozinha e lá estava ele, de costas mechendo em alguma coisa na bancada da cozinha. ela estava só com uma calça molhada preta e um pano de prato jogado no ombro. Que visão meus amigos, que homem.

— bom dia Charlie — vou em sua direção

— bom dia loirinha — se vira rapidamente e vem até mim ficando na minha frente tampando minha visão de seja lá o que ele estava fazendo ali na bancada

— o que estava fazendo? — tento olhar por cima de seu ombro mas é impossível

Mesmo depois de 5 anos ele continua com o mesmo corpo definido e parece uma porta.

— eu vou levar o café da manhã na cama — põe as mãos na minha cintura me puxando mais pra si

— mas eu já levantei — ponho os braços ao redor do seu pescoço

— é só voltar pra cama, amourdá um beijo no meu pescoço

Esse homem viu, ainda bem que é só meu.

— tá bom então, só porque você vai levar — lhe dou um selinho

Ele ri e retribui o selinho.

Me separo dele e volto pro quarto. Me sentei na cama e cruzei as pernas apenas esperando. Aproveitei pra pegar meu celular e mandar uma mensagem pra Becca, perguntei dos gêmeos e falei pra ela que íamos buscá-los a noite. Não demorou muito pra ela me responder falando que eles tinham acabado de acordar o coitado do Carlos pulando na cama e agora eles iam tomar café para poderem ir pro shopping. Eles estão em ótimas mãos.

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