Trinta e Um

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Ola leitora! finalmente dando as caras por aqui pra pedir desculpas pela demora. Muita coisa aconteceu que me tomou muito tempo e nosso amado casal Kerim e Camila teve que ficar de lado, mas aqui estou novamente com capítulo novo.Vou liberar um capítulo por semana oque me dá mais tempo de me organizar! Obrigada a quem ainda está por aqui e boa leitura!


Camila

— Acha mesmo que Elif não sabia sobre os planos do senhor Aksoy? — perguntei, apoiando meu rosto no peito de Kerim, sentindo o ritmo calmo de sua respiração.

— Elif não é a melhor das pessoas, mas acredito que não estava mentindo — respondeu ele, sua mão acariciando suavemente meu cabelo.

— Ela parece amar muito você — continuei, mordendo o lábio enquanto me lembrava das várias vezes em que Elif havia me atacado por puro ciúme. — E também é muito bonita...

— Está tentando me convencer a me casar com ela? — Kerim segurou meu rosto, me fazendo encará-lo com um olhar intenso. — Porque isso não vai funcionar.

— Mas você nunca cogitou aceitar? — insisti, curiosa e um pouco ansiosa com a resposta.

Ele se sentou na beirada da cama, claramente irritado com meu interrogatório.

— Elif sempre foi como uma irmã para mim, assim como Aslan e Yusuf. Nós crescemos juntos nessa casa, e eu jamais consegui pensar nela de outra forma.

— De outra forma? — perguntei, buscando clareza em suas palavras.

Ele se virou para mim, os olhos carregados de uma intensidade que não esperava.

— Da forma como penso em você, Camila — ele confessou, e meu coração disparou.

— De que forma? — brinquei, tentando aliviar a tensão, mas seus olhos estavam sérios e cheios de paixão quando ele me puxou para si, me sentando em seu colo.

— Cada segundo perto de você, sem poder tocá-la, é quase como uma tortura — sussurrou ele, sua voz rouca tocando profundamente meu coração. — Eu penso em você desde o momento em que entrou naquele carro em Nova York, e mesmo que eu tenha tentado esconder isso de mim mesmo...

Suas palavras foram cortadas por um beijo apaixonado, um que carregava toda a sinceridade e profundidade de seus sentimentos, um beijo que selava qualquer dúvida sobre o lugar que eu ocupava em seu coração.

— Vamos voltar pra cama — ele sugeriu com um sorriso travesso.

Eu ri, balançando a cabeça diante de sua audácia.

— Não podemos, sua avó deve estar esperando para o café da manhã. Não quero que ela me odeie mais por manter o neto dela preso no quarto.

Kerim deu de ombros, ainda segurando um sorriso.

— Ela já sabe que você não tem culpa de nada. Além do mais, acho que ganhou alguns pontos com ela depois de tudo o que aconteceu.

— É, mas ainda assim, melhor não arriscar.

— Tem certeza disso? — Kerim me puxou para mais perto, seus braços firmes, mas gentis, enquanto girava o corpo sobre o meu, em um movimento ágil. Seus lábios encontraram os meus com uma suavidade que, apesar de delicada, foi suficiente para reacender o fogo entre nós. O toque dele, sempre tão intenso e ao mesmo tempo gentil, me fez esquecer momentaneamente do mundo ao nosso redor.

— Isso é um golpe baixo — sussurrei com um sorriso, minhas palavras se misturando ao calor dos seus lábios.

Ele riu suavemente, o som vibrando entre nós enquanto me olhava com aquele brilho travesso no olhar.

— Eu nunca disse que jogava limpo — murmurou de volta, antes de me beijar de novo, dessa vez com mais urgência, como se quisesse garantir que eu entendesse exatamente o que ele sentia.

Aquela proximidade, o calor de seu corpo pressionado contra o meu, e a forma como ele sabia exatamente como me tocar, me deixavam incapaz de resistir.

— Oque está faz...— as palavras morreram nos meus labios quando ele escorregou para baixo deixando um rastro de beijos em minha pele que queimava como fogo.


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Depois do café da manhã, enquanto Kerim se dirigia ao escritório, fiquei sozinha, debatendo se deveria ligar para Brooke. No entanto, hesitei, sabendo que não conseguiria esconder os recentes acontecimentos dela, o que certamente a faria se preocupar ainda mais.

— Você parece bem.

Aslan me surpreendeu com sua aproximação repentina, fazendo-me dar um pequeno salto.

— Parece que assustá-la está se tornando um hábito — ele comentou com um sorriso leve.

— Kerim me disse que você o ajudou a me encontrar — falei, tentando mudar de assunto e expressar minha gratidão.

— Eu apenas dei uma pista; ele deduziu o resto — Aslan respondeu modestamente.

— Obrigada, mesmo assim — agradeci, sentindo um misto de alívio e apreensão pelo que ainda poderia vir.

— Vocês precisam tomar mais cuidado com meu avô, ele não irá parar enquanto não conseguir o que quer — Aslan advertiu, seu tom sério sublinhando a gravidade da situação.

— Você não parece de acordo com os planos dele — observei, notando uma tensão em sua expressão que revelava mais do que suas palavras poderiam dizer.

— Meu avô me tirou tudo o que eu mais desejava, nada mais justo do que dar o troco — confessou Aslan, a amargura tingindo suas palavras.

— Do que você está falando? — comecei a perguntar, curiosa sobre as profundezas das intrigas familiares que pareciam se desenrolar ao nosso redor.

— Tome cuidado, Camila — interrompeu ele rapidamente, olhando por cima do ombro antes de se afastar, deixando-me com mais perguntas do que respostas.

Fiquei parada, processando a conversa, a seriedade de suas palavras ecoando em minha mente. A complexidade das relações e dos conflitos dentro da família de Kerim era algo que eu ainda estava tentando entender totalmente. Com um suspiro, decidi que precisava ser ainda mais cautelosa, tanto por mim quanto por Kerim, enquanto nos movíamos neste tabuleiro de xadrez onde cada jogada poderia ter consequências imprevisíveis.

|Contratada para amarOnde histórias criam vida. Descubra agora