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KERIM
Acordei com o sol invadindo o quarto, filtrando pelas cortinas de forma suave. Pisquei algumas vezes, ajustando-me à claridade, mas logo senti que algo estava errado. Estiquei a mão, esperando encontrar Camila ao meu lado, mas tudo o que toquei foi o lençol frio. A ausência dela me atingiu como um soco no estômago.
Levantei-me rapidamente, os olhos varrendo o quarto. O silêncio era opressor. Olhei para a cama, o banheiro, e nada. "Talvez ela tenha ido pegar algo ou estivesse na varanda", pensei, tentando manter a calma. Fui até a janela, mas não havia sinal dela. O desconforto crescia em mim como uma tempestade prestes a desabar.
Minha mente já estava em alerta. Camila nunca sairia sem me avisar. Algo estava profundamente errado. Peguei o telefone e disquei para a recepção, tentando controlar a tensão na minha voz enquanto esperava alguém atender.
— Recepção, como posso ajudar? — a voz despreocupada do outro lado da linha fez meu estômago revirar de ansiedade.
— Aqui é Kerim Yaman. Vocês viram minha acompanhante? — As palavras saíram mais rápidas e urgentes do que eu queria.
Houve um silêncio que pareceu durar uma eternidade.
— Ah, sim, senhor Yaman — a recepcionista finalmente respondeu. — A senhorita Galvão pediu um táxi há cerca de duas horas e deixou o hotel.
Meu coração parou. Duas horas? Por que ela sairia sem me avisar? Eu não conseguia processar o que acabara de ouvir. Minha mente girava com possibilidades. E se algo tivesse acontecido com ela? Ou pior, e se ela tivesse sido forçada a sair?
— Um táxi? Tem certeza? — Perguntei, a voz tensa, tentando processar aquilo.
— Sim, senhor. Ela parecia apressada, mas não solicitou ajuda adicional. — A recepcionista falava com calma, sem entender o impacto da informação.
Agradeci secamente e desliguei. Por um momento, fiquei paralisado, o telefone ainda na mão, enquanto tentava encaixar as peças. Duas horas sem sinal dela. Onde ela poderia ter ido? Por que não me avisou? Meu coração estava a mil, e antes que minha mente pudesse pensar em outra coisa, a preocupação tomou conta.
Troquei de roupa o mais rápido que pude, meu corpo agindo quase no automático enquanto eu tentava ligar para Camila. Uma, duas, três vezes, mas nada. O telefone só chamava, e cada toque sem resposta fazia o pânico crescer. Minha mente estava a mil, criando cenários horríveis do que poderia ter acontecido.
Estava quase pronto para deixar o quarto e correr atrás dela quando, de repente, a porta se abriu. Parei no meio do quarto, a mão ainda no celular. E lá estava ele: Hazar Aksoy.
O frio na espinha foi imediato, e meu corpo inteiro ficou tenso. Eu sabia que a presença dele não significava nada de bom.
— Se você for atrás dela, eles vão matá-la — ele disse, a voz calma, mas carregada de ameaça. Seus olhos não desviavam dos meus, cheios de uma frieza calculada.
Senti meu coração afundar. As palavras dele ecoaram na minha mente, me atingindo como um soco no estômago. Por um segundo, fiquei imóvel, tentando entender o que ele estava dizendo.
— O quê? O que você fez com ela? — perguntei, minha voz rouca, cheia de raiva e medo.
Ele deu um sorriso frio e se aproximou um pouco mais, como se estivesse saboreando o caos que estava prestes a desencadear.
— Ela fez a escolha certa, Kerim. Decidiu se afastar por vontade própria, por entender o risco que corria ao ficar ao seu lado. — Ele cruzou os braços, sua postura dominadora. — Agora é a sua vez de fazer a escolha certa.
Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Camila tinha saído por causa dele, por causa das ameaças que ele havia feito. Meu corpo inteiro tremia de raiva, mas no fundo, a preocupação por Camila me impedia de explodir. Ele tinha controle sobre ela, sobre mim, e sabia disso.
— Se você a ama de verdade — continuou Hazar, com uma frieza que me deu náuseas — vai deixar as coisas seguirem o curso que devem seguir. Caso contrário, você já sabe o que pode acontecer. E confie em mim, eu cumpro minhas promessas.
Minha mente gritava para reagir, para atacá-lo, mas o medo de que algo realmente pudesse acontecer com Camila me paralisou. Cada segundo ali, diante dele, era como um pesadelo que eu não conseguia acordar.
— Vá atrás dela, e será o fim. Fique e faça o que precisa ser feito, e talvez ainda haja uma chance de sairmos todos disso sem maiores perdas.
Eu sabia que ele estava me prendendo em um jogo que eu nunca quis jogar, e agora a vida de Camila estava em risco. A raiva e o medo dentro de mim se misturavam, me deixando à beira de um colapso. Tudo o que eu queria era correr para ela, mas agora eu sabia que se desse um passo errado, o preço seria alto demais.
Olhei para Hazar, minha respiração pesada, tentando controlar a tempestade dentro de mim.
— Você vai pagar por isso — murmurei, minha voz baixa, mas carregada de raiva.
Ele apenas deu de ombros, como se a ameaça não tivesse nenhum peso para ele.
— Faça a escolha certa, Kerim. Pelo bem dela... e pelo seu.
Ele se virou e saiu do quarto, deixando para trás o silêncio mais opressor que eu já tinha sentido na vida. Eu fiquei ali, tentando entender o que fazer, sabendo que qualquer decisão agora tinha consequências que eu não estava pronto para encarar.
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|Contratada para amar
RomanceCamila, uma mulher determinada e batalhadora, trabalha incansavelmente limpando casas nos Estados Unidos, sonhando em proporcionar uma vida melhor para sua família. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Kerim, um bilionário turco, carrega o fardo d...
