Os próximos quinze dias passaram voando, entre consultas, transportadoras e muito, mas muito trabalho. Alfonso não demonstrava, mas já estava exausto da correria que aquela mudança trouxe para a rotina dos dois. Ainda assim, bastava chegar em casa e encontrar Anahí entre dezenas de caixas, ou vê-la na cozinha da confeitaria provando das próprias receitas, para que todo desgaste se tornasse insignificante.
Naquele fim de tarde, depois de se despedir dos últimos clientes, um sentimento de nostalgia tomou conta de Anahí. Relembrou de quando tomara a decisão de alugar aquele espaço, do medo que tivera do seu negócio não prosperar, e como naquele momento ela se sentiu insegura por precisar tomar decisões sozinha, sem um lugar seguro para voltar, caso tudo desse errado.
Para a sua felicidade, porém, aqueles medos haviam ficado para trás. A confeitaria se tornara um verdadeiro sucesso desde o primeiro dia e, acima de tudo, ela não estava mais sozinha. Alfonso havia se tornado seu porto seguro.
E lá estava ele, fechando as cortinas, diminuindo a iluminação do ambiente, conferindo a temperatura dos freezers para que as bebidas não congelassem. Alfonso cuidava de cada detalhe com o mesmo zelo de quem protegia um sonho, que também passara a ser seu.
A viagem para Londres estava marcada para o dia seguinte, e Anahí não fazia ideia de quando retornaria. Alfonso se dispôs a visitar Charles com mais frequência e ajudá-lo no que fosse preciso, mas, com o avanço da gravidez, ela não conseguiria acompanhá-lo sempre, por mais que desejasse.
Ela balançou a cabeça, afastando qualquer resquício de medo ou ansiedade. Não era hora para pensar naquilo, principalmente porque Alfonso estava absurdamente atraente naquela calça jeans escura e camisa preta. Nos últimos dias ele se desprendera das roupas formais, deixando a diplomacia de lado e encarando seu novo lado empreendedor.
Alfonso terminou de conferir o último freezer e desligou a iluminação principal, deixando acesas apenas as luzes amarelas sobre o balcão.
Alfonso: Pronto, acho que podemos dizer oficialmente que encerramos esse capítulo.
Anahí permaneceu em silêncio, observando cada detalhe da confeitaria. Passou a mão sobre o balcão, em despedida.
Anahí: Vou sentir falta daqui. – Ergueu o olhar até ele.
Alfonso aproximou-se por trás, envolvendo a cintura dela com os braços.
Alfonso: Não é um adeus, é só o começo de uma nova fase. – Disse, inclinando a cabeça para cheirar os cabelos dela.
Ela apoiou a cabeça no ombro dele e sorriu, mas bastou virar o rosto para encontrá-lo que toda melancolia desapareceu. A barba por fazer, a camisa justa nos braços, o perfume discreto, tudo nele era gostoso demais para conseguir manter a compostura.
Anahí: Você faz ideia do quanto está bonito hoje? – Proferiu e Alfonso riu baixo.
Alfonso: Achei que estava observando a confeitaria. – Mordiscou a orelha dela, arrancando um gemido suave.
Anahí: Eu estava...até você ficar assim, tão próximo. – Enquanto ela falava, Alfonso girou o corpo dela devagar, deixando que apoiasse as costas no balcão.
Alfonso: Engraçado, eu também esqueço absolutamente tudo quando tenho você aqui, grudada em mim. – Devolveu, um sorriso sacana surgindo em seus lábios.
Anahí: E o que você está esperando para ficar dentro de mim? – Instigou, a voz lenta.
Alfonso: Você pedir.
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Refém do Desejo
FanfictionUm gemido rouco ecoou no quarto de hotel, o êxtase puro e sublime do encontro de dois corpos que se deliciavam, enquanto sucumbiam aos próprios instintos. Os lençóis de seda egípcia, aninhavam agora, as pernas enlaçadas, gesto que se transformara no...
