- ACORDAAAAAA - grita Bia em meu ouvido. Dou um salto da cama, enrosco o pé no cobertor e caio de cara no chão. Bia ri descontroladamente ao ponto de ficar sem ar.
- Ridícula - esbravejo indignada, sento no chão e procuro segurar o riso que insiste em sair por meus lábios.
- Desculpa amiga (risos escrotos)... perdão (risos)... é que temos que estudar (risadas fracas).
- Desculpo coisa nenhuma, quase quebrei a cara - digo articulando com os braços.
- É como diz o ditado, vamos fazer o quê? - diz ela levantando as mãos.
- Há, há, há - retruco batendo palmas. Me dirijo para o banheiro e escovo meus dentes. Quando volto para o quarto Bia me espera com os livros já em mãos. - Misericórdia, espera eu acordar direito - resmungo me jogando na cama novamente.
- Cafira White, levanta dessa cama agora mesmo... ou eu falo para seu avô que você não quer estudar, ai poderá dar tchau as regionais - diz ela com um sorriso maléfico.
- Qual o motivo de ainda estarmos aqui batendo papo ao invés de estudar? - Falo levantando bruscamente e puxando seu braço em direção a varanda.
Nós sentamos em um pequeno sofá verde e começamos a atacar os livros. De cinco em cinco minutos me distraio com a brisa marítima que invade minhas narinas. Nunca desejei tanto estar no mar. - Fira, pelo amor de Deus - implora Bia pela milésima vez.
- Desculpa amiga, o mar me chama - respondo encarando as ondas.
- Esqueça o mar por umas horinhas, se não passar na prova de segunda não perderá apenas as regionais, mas vai reprovar - ela me encara. - É isso que quer?
- Segunda? - pergunto arregalando os olhos. - A prova é segunda?
- Sim, a prova de recuperação, e sua ultima chance, é segunda agora - ela joga um livro gigante em minha direção.
Faço cara de desespero e mergulho nos livros, preferia a água salgada do mar verde, mas preciso estudar. Finalmente consigo me concentrar e mandamos ver nos estudos. Depois de mais ou menos cinco horas olhando livros e mais livros, com a bunda dura, as costas doendo e apenas uma pequena pausa para um rápido almoço, decidimos que era o suficiente.
- Obrigada Deus por ter me dado uma amiga inteligente para me ajudar a passar de ano - digo juntando as mãos e olhando para o céu.
- Tenho que ir pra casa Fira, já esta tarde - diz ela me abraçando.
- Certo - concordo. Seguimos ate a sala onde meu avô assiste o noticiário do fim da tarde.
- Como foram os estudos meninas? - Pergunta ele sem desviar a atenção da televisão.
- Se Cafira não aprendeu a matéria hoje, sinceramente, ela vai viver vendendo suas artes na praia - disse Bia me encarando.
- Eu aprendi, vou detonar na prova - digo mandando beijinhos para ela.
- Acho bom - fala meu avô.
- Pode levar Bia pra casa vô? - Pergunto jogando as chaves do carro ao lado dele.
- Claro, vamos? - Pergunta levantando.
Seguimos para o carro. A casa de Bia fica a poucos minutos da minha, por isso logo estamos de volta em casa. - Sugiro que vá descansar peixinho - diz vovô depositando um beijo em minha testa.
- Vou sim - Beijo sua bochecha e vou para a cozinha. Faço um lanche bem reforçado, torradas, suco de laranja e uma maçã. Subo as escadas lentamente e tomo um banho demorado. Me deito olhando o teto e logo estou adormecida.
[...]
Meu domingo foi um saco, fiquei estudando a maior parte do tempo e só sai de casa para passear com Kiara, minha pitbull. Por ordem de minha tia fui me deitar cedo, tinha a prova que decidiria meu futuro no dia seguinte.
Capítulo curtinho :p
Mas espero que gostem ;)
Beijos Nildos
NatáliaB.
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Filha do Mar [Em Revisão]
FantasyCafira vivia a vida comum de uma típica adolescente de 16 anos, mas tudo vira de cabeça para baixo no seu décimo sétimo aniversário. Uma voz do além, uma profecia e uma cauda? Muitas coisas precisam ser explicadas a ela. Será que Cafira obterá as re...