Capítulo Trinta e Um

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Pela manhã, já levanto da cama ansiosa para ver Jason de novo.

Todos acordam determinados a cumprir suas atividades de desenvolver qualquer coisa que seja útil no plano de ataque. O que me deixa energizada, o que é irônico para o que eu vou fazer agora.

Soldados algemaram Jason e o trouxeram para a sala de tortura, que vim ter conhecimento a menos de uma hora. E além disso nunca foi usada. Com certeza meu pai criou apenas por precaução. Pensar nele me faz sentir sua falta, e tento respirar fundo para aliviar a tensão no peito.

Entro na sala de tortura, e tudo fica claro: uma sala branca com uma cadeira no centro na qual sabe-se lá o quê que ela faz. Megan chega pontual como sempre.

— A cadeira conectada ao cérebro do indivíduo, reconhece estímulos como raiva, ironia, mentira, pensamentos inadequados e dispara corrente elétrica por todo o corpo. — ela responde meus pensamentos.

— E o que a eletricidade causa nele?

— Dor. — óbvio Heather!

— Ah. Com certeza eu vou gostar dessa cadeira.

— Foi a melhor criação do seu pai. — ela diz, olhando para a cadeira como se fosse uma obra de arte.

— É mesmo? — o aperto no peito ao me lembrar dele volta.

Jason aparece, e os soldados o prendem na cadeira, ligando fios à sua cabeça, seus braços, pernas e tórax. O desgraçado me encara, como se eu tivesse feito algo de muito ruim com ele. "Calma, foi o meu pai quem inventou essa bugiganga, ok? Só estou experimentando em você."

Adoraria tornar esse pensamento numa ação, afim de provocá-lo, mas não irei ganhar muito com isso. Decido então ir direto ao ponto.

— Jason McLaurent's, principal aliado do presidente da República. Soldado Militar, espião, e ministro do país desaparecido a sete meses. Qual foi a sua missão aqui?

— Me infiltrei no Departamento afim de descobrir e passar todas as informações relevantes para o presidente. E principalmente, ele desconfiava de que Michael Stinfer tivesse família. Quando eu descobri que ele tinha, por conta própria decidi explodir tudo, matá-lo, porque aí a sua família daria as caras. Mas ele me flagrou fuçando as suas coisas, me prendeu antes de colocar o plano em ação e desde então, perdi o contato com a Casa Branca.

— Então não sabia do sequestro?

— Não, apenas deduzi que viriam para me buscar e destruir essa pocilga, mas... — ele toma um choque, e eu me assusto com o seu grito. Xingamentos também são motivos de um choque básico. Essa cadeira é muito boa.

— Mas...?

— Mas parecem que eles mudaram o plano. — suas têmporas estão vermelhas e suas veias pularam para fora. Agora ele está me assustando, parece que vai se transformar num monstro. Espero que a cadeira detecte esse tipo de manifestação também.

— Então o governo não sabe da minha existência, pelo menos como filha legítima de Michael?

— Acredito que não. Como disse, ele me pegou antes que eu pudesse comunicar ao presidente.

— Achou mesmo que eles viriam lhe buscar? Acho que esqueceram de você. — digo, o sorriso mais maléfico nos lábios.

— Vá para o inferno! — ele grita de novo entre dentes, a cadeira sendo mais intensa dessa vez.

— Prendam na Quarentena! — ordeno aos soldados.

— Por mim, o Sr. Stinfer já deveria tê-lo matado. — Megan fala com aspereza.

A HerdeiraOnde histórias criam vida. Descubra agora