Capítulo 111

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Anahí virou o rosto para encarar o homem que estava sentado na cama. Os olhares se cruzaram e ela sentiu seus olhos marearem. Ficaram se olhando por longos minutos, sem trocar uma palavra. Então ele estendeu uma mão em direção a ela, chamando-a. Anahí respirou fundo e soltou o ar pela boca.

Precisavam conversar, colocar os pingos nos is, lavar a roupa suja, discutir a relação. Não tinha certeza de que aquele seria o momento certo, mas agora tudo o que ela queria era um abraço. Caminhou a passos lentos até ele e sentou-se ao seu lado. Apoiou as mãos, uma de cada lado do corpo sobre o colchão. Olhava para a parede, evitando ao máximo o contato com os olhos dele, assim tão próximos. Se olhasse para ele naquele momento não resistiria.

Alfonso: Eu agi como um tremendo idiota quando permiti que a Fabiola ficasse no nosso apartamento – suspirou, Anahí o olhou triste, soltando uma risada fraca.

Anahí: Nosso apartamento? Pensei que era o seu apartamento! – disparou irônica e voltou a olhar para a parede a sua frente.

Alfonso: Nosso apartamento sim! – ela assentiu sem tirar o sorriso irônico dos lábios, ainda olhava para a parede a sua frente - Me exaltei naquele momento, fiquei irritado contigo. A principio não vi nada demais em Fabiola ficar lá, que fosse por uma noite – Anahí o olhou brava, ele enxugou a lágrima que caiu na bochecha dela. Anahí tirou a mão dele com violência e voltou a encarar a parede mais uma vez – Depois percebi a burrada que fiz... Quando me pediu para Chris ficar por uns dias no apartamento eu me opus, por ciúmes... – justificou-se e Anahí negou com a cabeça, as lágrimas caiam. Alfonso também chorava agora e sua voz ficava embargada – e quando a Fabiola chegou eu fiz completamente o contrário do que tinha lhe dito em relação ao Chris. – ele deu um beijo demorado no ombro dela e Anahí soluçou alto – me perdoa pequena... volta pra mim, pro nosso apartamento...

Anahí: Não posso – falou negando com a cabeça - Você me magoou e eu n...

Alfonso: Não me ama mais? – perguntou dando um beijo na curva do pescoço dela. Anahí fechou os olhos e apertou os lábios para abafar o gemido. Ele roçou o nariz ali e depositou mais dois beijos.

Anahí: Isso é golpe baixo – falou quase sussurrando. Alfonso sorriu.

Alfonso: Jogando sujo te trago de volta pra mim? – sorriu, voltando a beija-la no pescoço, no rosto.

Anahí sorriu e o encarou. Os olhos dele fixaram-se nos lábios rosados e carnudos dela. Fechou os olhos ao sentir o toque dos lábios de Alfonso sobre os seus. Iniciaram um beijo lento, cheio de saudade. Logo a língua de Alfonso adentrou a boca de Anahí e o beijo tomou outras proporções. As mãos dele que estavam nos cabelos dela, desceram para a cintura e coxas, trazendo-a para cima de si enquanto ele deitava na cama. Percebendo o que aconteceria, Anahí travou, parou o beijo.

Anahí: Não... Precisamos conversar bebê – disse ofegante.

Alfonso: Conversar? – questionou um tanto desnorteado – porque a gente não mata a saudade e depois conversamos? – fez uma carinha fofa a olhando, Anahí negou com um bico nos lábios.

Anahí: Precisamos resolver as coisas antes... Temos muito o que conversar – suspirou e levantou-se da cama, afastando-se um pouco dele. Alfonso foi atrás dela, parando a sua frente.

Alfonso: Se bem te conheço quer saber se houve algo entre mim e Fabiola... – deduziu e viu Anahí fechar os olhos. Ele colou sua testa na dela, deu-lhe um selinho demorado e sorriu. – ela tentou, mas não houve nada, nunca aconteceria nada entre a gente. Sabe por quê? – Anahí negou de olhos fechados, ainda com a testa colada na dele – Porque eu amo uma mulher incrível, linda, loira, ciumenta, às vezes é chata... – ela soltou uma gargalhada gostosa – tem os olhos mais lindos que eu já vi em toda a minha vida... – trocaram um beijo rápido.

Ele então segurou as mãos dela e se encararam, olhos nos olhos. Alfonso beijou as mãos de Anahí.

Alfonso: Quanto mais tempo passo ao seu lado, mais tenho a certeza de que nasci para amar você. Quando nos conhecemos, senti no seu olhar uma familiaridade antiga, eterna, vinda de outras vidas. Foi amor à primeira vista, e não paixão. Era como se tivesse encontrado o meu lugar no mundo. Só depois de amar você é que me vi apaixonado por você. – beijou as mãos dela que sorriu emocionada - Com o tempo, fui me apaixonando pelo seu jeito de falar, pelos seus gostos, pelo seu rosto. O meu amor se aqueceu, se encheu de vida, agitou a minha alma. Hoje, me sinto completo ao seu lado, me sinto feliz, e a cada dia que passa eu amo você mais e mais. – roçou seu nariz no dela dando-lhe um selinho rápido - Eu quero te beijar, te abraçar, eu quero ter você. Dormir e acordar ao teu lado. Sentir teu cheiro, sentir o sabor do teu amor. Ser pra você a melhor coisa que já aconteceu em sua vida. Nunca mais te fazer sofrer, chorar talvez, mas apenas de felicidade. Calar uma de nossas brigas com um "eu te amo" ou com um beijo. Chamar-te de meu amor, minha pequena, minha linda, minha princesa, minha vida, meu tudo! – finalizou e Anahí avançou nos lábios dele.

Não era maisnecessário nenhuma conversa. Ela o amava e ele a amava também, isso bastava.Seriam felizes juntos, formaria uma família com ele. Deixaria de lado essabriga boba por conta de ciúmes e o amor falaria mais alto. Ficar sem Alfonsoera uma tortura, precisava dele para que seus dias se tornassem mais coloridos.    

Eu Nasci Para Amar Você - Livro 01Onde histórias criam vida. Descubra agora