Assim que o barulho de uma grande explosão foi ouvido, Lunna parou o carro e como uma pegadinha do destino era a mesma ponte de seu passado. Ainda sentada no banco do motorista observou o lugar, ninguém a vista naquele local isolado. Seu corpo ainda repleto de gotas de sangue e ensopado de água molhava toda a poltrona. Apenas com sua blusa em seu corpo Lunna parecia estar quase nua, um corpo bem cuidado e delineado que dava apenas medo por estar com sangue de outra pessoa. A porta do carro forá aberta e como se estivesse com medo ela colocou um pé de cada vez no chão frio, seus olhos pareciam de uma pessoa completamente desolada com o rímel borrado manchando sua face. A margem da ponte a convidava novamente para um mergulho profundo na escuridão de seus pensamentos ainda mais obscuros que antes. Ao olhar perto da margem do rio, Lunna pode ver um brilho famíliar um farol de carro acesso claramente fraco como se quisesse esconder algo. Ir até séria uma ótima forma de recusar o pedido de seu corpo de pular naquele rio profundo. Ainda descalsa e quase sem roupa caminhou calmante sobre a encosta hora segurando em alguns matos que haviam crescido ali para não cair. O carro já estava mais próximo dela quando observou que alguém abria a porta do passageiro . Uma menina saia correndo em direção a mata que ficava próxima ao rio e o homem apenas gritava observava ela se distanciar.
- Você vai depender de mim para ir embora Cássia, pare com isso e volte aqui.
Lunna parou sem se preocupar em sua exposição ou não. Apenas observou aquela cena estranha e provavelmente trágica. O homem olhou em direção a Lunna notanto seus trages diferentes mas não percebendo que seu corpo continha sangue e seu rosto completamente borrado pela maquiagem.
- Quem é você?
Lunna se aproxima ainda mais fazendo com que o homem note sua aparência desastrosa.
- Meu Deus, quem é você.
Lunna não falou absolutamente nada apenas observa a garota entrar dentro da mata com os cabelos soltos e um vestido rosa claro em seu corpo. Se aproximou ainda mais do homem que não saiu do lugar.
- O que fez com ela ?
Apontando para a mata sem desviar os olhos do homem magro e alto de roupas simples, apenas uma bermuda e uma regata azul com uma sandália nos pés.
- Não é da sua conta moça, ela é minha namorada.
Lunna olhou de forma tenebrosa levantando uma das sobrancelhas.
- Eu perguntei, o que fez com ela ?!
O homem notoriamente assustado seguiu para dentro do carro sem perceber que Lunna havia abaixado e pegado alguma coisa no chão. Ela por sua vez apressou seus passos indo em direção a porta do motorista a abrindo em um piscar de olhos. Não houve tempo daquele homem pronunciar alguma palavra, ela já havia o golpeado forte na cabeça com uma pedra não muito grande fazendo com que ele desmaiasse. A chave ja estava na ignição e o carro pronto para dar a partida.
- Não precisa responder.
Lunna retirou a chave e bateu a cabeça do homem contra o volante fazendo com que a buzina ecoasse. Trancou o carro e seguiu por onde a garota havia corrido, caminhou por alguns minutos ate escutar um choro vindo de tras de uma arvore grande com muitos galhos e folhas largas.
- Ele abusou de você não foi ?
A pergunta fez com que o chorro secasse e o rosto de uma garota de aparentemente 17 anos aparecesse para ela.
- Quem é você?
- Sou uma amiga, quem sabe. Me diga, ele abusou de você ?
Cássia uma garota meiga e doce de olhos negros e pele clara. Seu rosto era fino e seus lábios carnudos classificado como um belo atrativo para homens. Seu corpo não muito bem formado mostrava que o interesse daquele homem não era simplesmente beijos.
- Ele é meu namorado, me chamou para sair e me trouxe aqui. Eu não sabia que viria nesse lugar, não sou daqui. Ele disse que me daria um lindo presente de aniversário mais que o presente também séria para ele.
Os olhos de Cássia já estavam inchados e seu rosto deprimido.
- Eu acabei de sair de uma situação parecida. Mas vou te ajudar.
Lunna estendeu as mãos para Cássia que segurou e levantando-se.
- Você esta molhada, tomou chuva ?
Lunna sorriu não respondendo Cássia.
- Vamos, te levo para casa.
Cássia notou o estado de Lunna muito pior que o dela e ao limpar as mãos no vestido observou manchas de sangue.
- Meu Deus, o que houve moça ?
Lunna parou instantaneamente a olhando.
- Quebrei minha garrafa de vinho francês quando entrei no meu carro. Tomei uma bela chuva no caminho para casa. Afinal pode me chamar de Sófia.
Cássia assentiu e continuou seguindo a suposta Sófia ate seu carro.
- Meu namorado, ele ainda esta lá.
- Vamos, quero que veja uma coisa.
As duas seguiram pelo caminho de terra batida em direção ao carro do namorado de Cássia. O silêncio deixava Cássia desconfortável e ver aquela mulher sua frente apenas com uma blusa molhada no corpo a deixava ainda pior. O carro estava próximo e Cássia parou novamente.
- Eu não quero vê-lo, por favor.
Lunna pegou nas mãos da garota que voltava a chorar.
- Não precisará vê-lo nunca mais.
Cássia abaixou a cabeça e a seguiu. Pegando a chave Lunna abriu o carro sem olhá-la nos olhos.
- Pegue o que é seu, pegue tudo e depois me ajude aqui.
- Como você tem a chave do carro ? O que você fez ?
Cássia viu o corpo de Maurício debruçado nos dois bancos da frente.
- Ele mereceu, ele fez com você o que todos querem. Mais uma prova de que homens só querem isso. Ninguém vai descobrir não se preoculpe. Afinal, você toma remédios ?
Cássia deu alguns passos para trás mas concordou com a mulher a sua frente. Ele havia se aproveitado dela e sua familia nunca deixaria aquilo de uma forma qualquer.
- O que você quer com os remédios ?
Cássia abriu a porta e pegou uma bolsa vermelha com detalhes pretos. Alguns remédios estavam dentro dela.
- Estão aqui, só tenho esses..
- Vai servir.
Lunna pegou os remédios na mão e puxou o corpo ainda com vida de Maurício enfiando-os em sua boca.
- Para que isso ?
Cassia não entendia aquela cena.
- A polícia vai encontrar o corpo e nada melhor do que supor que ele tenha se dopado. Retire tudo que é seu de dentro do carro. Ande logo !
Lunna notou o olhar assustado de Cássia.
- Ele merece ! Você perdeu algo importante e ele vai perder também.
Segurando Maurício e colocando-o de qualquer forma Lunna colocou a chave na ignição e fechou a porta.
- Me ajude a empurrar o carro ate o rio.
Lunna e Cássia empurraram o carro ate uma pequena elevação onde o mesmo desceu em disparada capotando pela pirambeira ate cair no rio.
- Vamos ! Nosso serviço aqui terminou.
Lunna caminhou em direção a ponte enquanto Cassia a seguia.
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Querido Diário
Mystery / ThrillerVocê confia em alguém? Abra a porta e entre no mundo de Lunna e descubra o que uma mente e um coração ferido é capaz de fazer. Não confie em ninguém pessoas mentem e algumas podem morrer por isso. " Eu era apenas uma garota, inocente adimito. Mas...
