O ritmo de exercícios estava tranquilo e eu conseguia conciliar os exercícios físicos com os intelectuais muito bem. Ainda sobrava tempo para trabalhar um pouco e apreciar a bela vista que Martin proporcionava todas as manhãs. Ele não tinha tocado em mim novamente, mas as provocações estavam cada vez mais quentes. Com isso, ele impedia que eu o tocasse. A regra era clara: você não me toca se eu não te tocar. Ele também não tinha me beijado mais e eu estava desapontada. É lógico que eu havia tentado de todas as formas fazer com que aqueles lábios vermelhos e carnudos tocassem os meus novamente, mas isso não estava acontecendo. Era uma pena. Quanto mais ele me negava, mais eu tinha vontade. Parecia contraditório, mas sempre é.
Martin também não havia me colocado na rotina dos exercícios pesados de novo. Eu desconfiava que aquele dia era porque eu estava sendo malcriada por provocá-lo. Sim, eu sei. Continua sendo injusto. Ele podia colocar aquelas mãos ásperas e quentes em mim e eu só tinha que ficar olhando para aquela bunda sarada e aquele corpo delicioso. Ele não costumava ser justo quando ele me queria.
Eu não sabia em que pé estávamos na relação, uma vez que eu não tinha sentido seus lábios desde a vez em que eu falei com minhas amigas. O que conta uma semana. Eu não estou reclamando. Mentira, talvez eu esteja, mas porra! Quando ele quisesse ele podia me ter, porque eu não seria tão difícil quanto ele estava sendo comigo.
Nas lutas, ele sempre ganhava, mas eu comecei a aprimorar meus movimentos e a bater mais forte. Bárbara ficaria orgulhosa. Cheguei até a colocar Martin no chão uma vez e ele não ficou nada feliz, pois nos segundos seguintes, era eu que estava no chão.
"- Você precisa olhar por onde anda..." – Ele falou pra mim nesse dia. Sim, eu tinha que bater nele o suficiente para ele não andar durante uma semana. Ele estava merecendo isso mesmo.
Eu estava começando a mudar um pouco da minha personalidade fechada e fria nas últimas semanas. Eu estava mais carinhosa e mais falante. Culpo Martin por essa mudança. Não que eu não estivesse gostando. Era uma culpa boa.
Começamos o dia com Martin batendo na minha porta para me acordar. Ele fazia isso todas as manhãs e quando seu humor estava um pouco melhor, eu encontrava uma xícara de café em cima da minha mesa no quarto. Ele só me deixava tomar uma xícara antes de nós corrermos. No máximo uma fruta. Depois que voltássemos eu podia comer um leão, mas antes, nem pensar. Com isso, eu já tinha emagrecido alguns quilos. Não que eu precisasse, mas algumas gordurinhas se transformaram em músculos. Eu estava seca. Eu gostava do meu porte físico e pretendia continuar trabalhando ele, mesmo depois da STO.
É... se eu tivesse viva até lá...
Depois dos exercícios, nós lutávamos durante uma hora e eu tentava ganhar. Era divertido. Eu podia tocar em Martin sem que ele tirasse minhas mãos correndo alarmado. Aproveitava para colocar as mãos em lugares um pouco proibidos e toda vez que eu fazia isso, Martin me olhava com uma carranca formada no rosto e os olhos azuis pingando aviso. Queria ver como funcionava a mente de Martin quando eu fazia isso. Ele não deixava transparecer nada, mas eu sabia que por dentro ele estava desesperado pelo meu toque.
Eu fingia que não escutava seus banhos demorados. Ele costumava tomar banho de 3 a 5 minutos. E quando demorava um pouco mais que isso, eu desconfiava que ele estava se masturbando. Não que eu acreditasse realmente naquilo. Como eu já disse mais de uma vez, ele era quieto e atento. Não iria desperdiçar gotas de um orgasmo para o chão, certo? Ele podia usar comigo. Não seria esforço nenhum. Sim, eu estava me oferecendo. Mas não aguentava mais aquela tensão entre as pernas.
Enfim... depois que nós lutávamos, nós íamos para o porão e ele plugava aqueles negócios gelados na minha cabeça e fazia milhões de perguntas. Algumas repetidas, algumas novas. E eu apenas respondia. Ele não me provocou mais e não me tocou. Eu estava pensando que Martin tinha desistido de ficar comigo. Minha frustração estava se transformando em decepção. Eu iria fazer uma última tentativa. Se depois disso, nada funcionasse, eu desistiria de Martin. Era difícil ver dessa forma, porque a atração física era insuportável, mas tudo na vida é superado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Atrás do Perigo
Storie d'amoreElla está cercada. Alguém está atrás dela e de suas amigas e ela precisa correr. Ela não sabe de absolutamente nada e só o passado conturbado de um homem misterioso pode lhe dar algumas respostas. Um tiro e uma fuga. "Que merda está acontecendo?" va...
