Phoenix

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Sabe aquele ditado: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço? Então, eu dei um conselho para Jade sobre não transar muito e se acalmar, mas eu não estava fazendo nada disso. Todo momento que eu tinha livre com Martin eu aproveitava para tirar um pedacinho dele. Ele era irresistível. As situações eram diferentes, porque Jade não queria transar tanto assim, já eu queria a todo momento. Martin não me negava nada, apenas tocá-lo. Eu ainda estava trabalhando nessa questão com ele, mas ele não abria mão do controle. Eu ainda faria isso, eu só teria que ter paciência.

O ritmo de exercícios tinha começado de novo e eu estava morta. Nós começamos a usar armas e dessa forma, as coisas ficaram ainda mais interessantes. Havia duas portas no quarto de Martin e uma delas era o esconderijo de todas as melhores armas que poderiam existir.

Pistolas alemãs, Berettas, Glocks, Ruger e outras milhões parecidas, além dos rifles e das snipers. Era muita arma pra pouca pessoa.

- Atire. - Martin sussurrou do meu lado e eu atirei. - Não, você está fazendo isso errado. - Ele completou quando errei o alvo.

- Sério? - Perguntei soando sarcástica. Era a décima primeira vez que eu errava o alvo gigante que ele tinha posto para mim.

- Pegue nessa arma mais forte, mais firme, com mais certeza do que está fazendo. Parece que você não sabe nem pegar em uma arma!

- Martin, essa é a primeira vez que eu estou pegando em uma arma de fato, então, menos, por favor. - Exclamei saindo do meu estado calmo. E me levantando. Nós estávamos deitados no chão como soldados e eu estava tentando atirar no alvo com o braço esticado. Ainda tinham várias outras posições para eu atirar, mas eu não estava conseguindo nem na primeira, imagine nas outras!

- Atire de novo. Agora com mais firmeza e mire no alvo. - Revirei os olhos com as indicações desnecessárias de Martin e me concentrei no alvo a 50 metros da minha visão.

Respirei uma vez e fechei o olho esquerdo mirando o cano da Glock no centro do alvo.

- Um...

- Não conte. Estou tentando ao máximo. - Sussurrei antes que Martin começasse sua contagem inútil das últimas onze vezes.

Me concentrei mais uma vez no alvo e atirei. A bala bateu na última circunferência do alvo, bem longe do centro, mas pelo menos eu consegui acertar o alvo.

- Mais uma vez. - Ele sussurrou com medo de que eu perdesse o foco e não conseguisse acertar mais o alvo. Atirei mais uma vez e acertei o alvo pela segunda vez, dessa vez mais perto do centro. - Mais...

Fiz uma sequência de tiros à medida que Martin sussurrava e um deles bateu no centro. Parei os tiros e olhei para Martin com os olhos arregalados. Eu tinha conseguido?

- Sim! Yeah, yeah, yeah! - Ele disse me agarrando pela cintura e me dando um beijo leve nos lábios. Sorri para ele e subi em cima de seu tronco que já tinha se virado. - Não vamos transar aqui.

- Quem disse? - Perguntei sorrindo e me abaixando para morder seu pescoço.

**

- Tudo bem, fiquem bem. - Disse para Bárbara e Marian e desliguei a chamada. Elas estavam bem e o treinamento tinha avançado para as armas, assim como eu. Bárbara já tinha beijado Alex!!! Finalmente!

No resto estava tudo certo. Eu tinha evoluído nas pesquisas sobre sistemas, chaves, entradas e passagens para entrar no sistema da SOG e as meninas tinham evoluído nas pesquisas delas. Estava tudo indo para um caminho desejável.

- Precisamos conversar. - Martin entrou na cozinha no momento em que abaixei a tela no computador.

- Tudo bem.

Atrás do PerigoOnde histórias criam vida. Descubra agora