Capítulo 9 "Bem-vindo à minha casa"

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Elena

Fiquei tão nervosa quando vi Carol sangrando. Eu tenho muito medo de perdê-la, aquela maluca. Ela bebeu um pouquinho além da conta, fiquei até me sentindo culpada por ter deixado ela sozinha.

Mas Zac foi tão incrível comigo, que eu não pude dizer não a ele, quando me chamou pra área vip. Me sinto bem ao seu lado, ele pediu meu telefone, demonstrou interesse. Mas será que se ele soubesse o meu segredo, será que ainda se interessaria?

Estaciono em frente a casa de shows e buzino quando vejo Zac, ele está com Carol no colo.

- O que houve? - Desço apressada e corro até eles. - Ela está sentindo alguma coisa? - pergunto preocupada pelos cortes na cabeça.

- Acho que é só alegria demais, se é que você me entende. - Zac fala e sorri.

- Eu quero minha cama, Elena! Vem com a gente Zac, ele tá sem carro, o irmão o deixou.

- É verdade Zac?

- Sim, ele se despediu mas eu nem lembrei na hora, estava distraído te admirando dançar.

Senti meu rosto queimar, devo estar muito vermelha.

- Se você não quiser não tem problema Elena, eu pego um táxi. -sinto Carol me beliscar. - Ai, ai.

- O que foi Zac?

- Nada, é que a Carol tá muito pesada. - digo segurando o riso.

- Vem Zac! Coloca ela aqui atrás. - falei abrindo a porta do carro. - Você vai na frente tá ok.

- Você me deve uma. - disse baixinho e piscou pra mim enquanto eu a colocava no banco.

O caminho foi silencioso, eu estava muito nervosa com ele ao meu lado.
Sentindo seu cheiro, tentava não olhar pra ele, mas me pegava olhando a todo momento. Nem sei como não bati o carro, esse homem é um perigo. Ele me olhava o tempo todo, eu acabei ficando nervosa, ele percebeu e parou.

Olhou pra trás e disse que a Carol tinha apagado. Essa vaca me paga, ela acha que eu não sei o que ela está fazendo. Não estava tão bêbada assim.
Entrei na garagem do prédio e Zac pegou Carol no colo.

- Pode entrar Zac, seja bem-vindo. - disse abrindo a porta. E o guiei até o quarto da Carol. - Eu vou pegar umas coisas pra cuidar dos ferimentos e já volto.

- Tudo bem, pode ir eu fico aqui com ela. - ele falou e deitou Carol na cama.

- Você já tá aqui, agora vê se não estraga tudo. Faça o que fizer não a beije de surpresa, não faça nada no impulso, deixa no ar entendeu? - disse cochichando.

- Tá bom! Shhhiii, ela vai te ouvir.

- Achei o que estava procurando! Tá tudo bem por aqui? - perguntei assim que voltei.

- Tá sim, ela continua apagada.

- Por pouco tempo, vou limpar os cortes e desinfetar, aí vou suturar sem anestesia que ela acorda. - eu ri.

Comecei a limpar os cortes, eram superficiais. Mas eu aproveitava pra apertar um pouco e notava a careta de dor que Carol tentava esconder Como pode ser tão cara de pau? Ela estava fingindo.

- Zac você pode me acompanhar até a sala por favor? - disse me levantando.

- Claro! - ele disse e me acompanhou.

- Eu vou joga-lá debaixo da água fria, você aguarda aqui só um pouquinho? Tem cerveja na geladeira, você aceita? Ou um café? - disse já indo até a cozinha.

SAVE MEOnde histórias criam vida. Descubra agora