Capítulo 41 " A verdade sempre aparece" ( parte1)

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Thamy

Ferrada.

Essa era a palavra que resumia a minha situação.

Por que ele tem que ser tão lindo?
E ao mesmo tempo tão babaca.

Por quê?

Enquanto estou no assento do avião partindo para o Canadá, olho pro lado e ele sorria enquanto conversava com o Ike.

E que sorriso!

Eu não podia ter me apaixonado. Na verdade eu não queria ter me apaixonado. Mas mesmo tentando não ceder aos sentimentos que nasciam dentro de mim, eu não consegui.

Quando eu imaginava que ele era casado, tentei manter a maior distância possível. Porque mesmo ouvindo as safadezas dele por aí, eu nunca me prestaria a ser a outra.

Mas as coisas foram mudando, ele foi se aproximando e eu mesmo sem querer dei um espaço ainda maior pra ele no meu coração.

Eu amava o som da sua risada. A maneira como ele joga a cabeça pra trás quando gargalha. Aqueles braços, os lábios carnudos, a bunda então, o conjunto todo.

Até o fato dele ser um completo idiota as vezes me deixava apaixonada.

Eu sentia meu corpo arrepiar a cada aproximação. E conforme os dias passavam eu o conhecia mais, pude perceber que ele estava machucado.

Alguma coisa tinha acontecido. E eu não fazia ideia do que era.

Tinham muitos segredos. Ele disse que me contaria mas não o fez. E eu não achei certo perguntar. Queria mesmo era que ele confiasse em mim, a ponto de se abrir por vontade própria.

Eu não tinha tido muitos namorados nesses meus 25 anos, a verdade é que eu nunca tinha sentido o que ele me faz sentir sem nem ao menos me tocar. Então eu ficava pensando no que ele despertaria em mim quando fizesse isso.

Quando chegamos no hotel ele veio até mim.

- Tá tão quietinha, o que foi?

Nada não! Só pensando em beijar sua boca.

Entramos no elevador. Só nós dois. Um espaço pequeno demais pra dividir com um homem tão lindo.

- Não é nada. Só estou cansada da viagem. - dei de ombros.

- Hoje não vai dar pra passear por aí. - ele se referia a saída que demos em Nova Iorque.

- É, eu sei. - calei em seguida ele me olhou com a testa franzida.

O elevador abriu as portas no nosso andar e então ele segurou meu braço. Meu corpo arrepiou e meu coração disparou.

- Tá tudo bem, mesmo? Não gosto quando você fica assim, caladinha.

Ahh tão lindo!

- Ah é! E gosta como? - sorri.

- Quando está sendo chata. - rolei os olhos e ele riu. - Gosto quando você me faz rir, quando fala sem parar.

SAVE MEOnde histórias criam vida. Descubra agora